Artistas Caipiras


Cornélio Pires

Brasil Pitoresco - Viagens de Cornélio Pires, produzido em 1925 pelo caipira, com operação de imagens de Flamínio Campos Gatti

Iniciou a sua carreira viajando pelas cidades do interior do estado de São Paulo e outros, como humorista caipira.

Em 1910, Cornélio Pires apresentou no Colégio Mackenzie, hoje Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, um espetáculo que reuniu catireiros, cururueiros e duplas de cantadores do interior. O Colégio Mackenzie foi fundado e sempre mantido pela Igreja Presbiteriana, à qual Cornélio Pires pertencia.

Ambicionando cursar a Faculdade de Farmácia, deslocou-se de Tietê para a cidade de São Paulo, a fim de prestar concurso de admissão. Não tendo obtido sucesso em seu intento, conseguiu empregar-se na redação do jornal O Comércio de São Paulo. Posteriormente trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo, onde desempenhou a função de revisor. A partir de 1914, passou a trabalhar no periódico O Pirralho.

Foi autor de mais de vinte livros, nos quais procurou registrar o vocabulário, as músicas, os termos e expressões usadas pelos caipiras. No livro "Conversas ao Pé do Fogo", Cornélio Pires faz uma descrição detalhada dos diversos tipos de caipiras e, ainda no mesmo livro, ele publica o seu "Dicionário do Caipira". Na obra "Sambas e Cateretês" recolhe inúmeras letras de composições populares, muitas das quais hoje teriam caído no esquecimento se não tivessem sido registradas nesse livro. A importância de sua pesquisa começa a ser reconhecida nos meios acadêmicos no uso e nas citações que de sua obra faz Antonio Candido, professor na Universidade de São Paulo, o nosso maior estudioso da sociedade e da cultura caipira, especialmente no livro Os Parceiros do Rio Bonito.

Foi o primeiro a conseguir que a indústria fonográfica brasileira lançasse, em 1928, em discos de 78 Rpm, a música caipira. Segundo José de Souza Martins, Cornélio Pires foi o criador da música sertaneja, mediante a adaptação da música caipira ao formato fonográfico e à natureza do espetáculo circense, já que a música caipira é originalmente música litúrgica do catolicismo popular, presente nas folias do Divino, no cateretê e na catira (dança ritual indígena, durante muito tempo vedada às mulheres, catolicizada no século XVI pelos padres jesuítas), no cururu (dança indígena que os missionários transformaram na dança de Santa Cruz, ainda hoje dançada no terreiro da igreja da Aldeia de Carapicuíba, em São Paulo, por descendentes dos antigos índios aldeados, nos primeiros dias de maio, na Festa da Santa Cruz, a mais caipira das festas rurais de São Paulo).

A criação de Cornélio Pires permitiu à nascente música caipira comercial, que chegou aos discos 78rpm libertar-se da antiga música caipira original, ganhar vida própria e diversificar seu estilo. Atualmente a música caipira é chamada de música raiz para se diferenciar da música sertaneja. A música caipira dos discos 78rpm nasce, no final da década de 1920, como o último episódio de afirmação de uma identidade paulista após a abolição da escravatura, em 1888, que teve seu primeiro grande episódio na pintura, especialmente a do Ituano Almeida Júnior, expressa em obras como "Caipira picando fumo", "Amolação interrompida", dentre outras. A ironia e a crítica social da música sertaneja originalmente proposta por Cornélio Pires, situa-se na formação do nosso pensamento conservador, que se difundiu como crítica da modernidade urbana. O melhor exemplo disso é a "Moda do bonde camarão", uma das primeiras músicas sertanejas e uma ferina ironia sobre o mundo moderno.

Após encerrar a sua carreira jornalística, Cornélio Pires organizou o "Teatro Ambulante Cornélio Pires", viajando com o mesmo de cidade em cidade, aplaudido por onde passava.

Cornélio Pires é primo dos escritores Elsie Lessa, Orígenes Lessa, Ivan Lessa, Juliana Foster e Sergio Pinheiro Lopes.


Turma Caipira Cornélio Pires



Turma Caipira de Cornélio Pires

A "Turma Caipira Cornélio Pires" (em sua 1ª fase) era composta por Arlindo Santana, Sebastião Ortiz de Camargo (o Sebastiãozinho), Zico Dias, Ferrinho, Mariano da Silva, Caçula e Olegário José de Godoy (o Sorocabinha). O Sorocabinha com seu pai Juca Sorocaba eram autênticos representantes da cultura caipira. Trabalhavam na roça como lavradores.
O Arlindo Santana, o Lino Pinto de Sant´Anna, nasceu em Piracicaba no dia 23 de setembro de 1892, radicando-se em Rio Claro, onde faleceu paupérrimo em 1979, sem ajuda, segundo denunciou o Sorocabinha. Para Tonico e Tinoco, foi um inspirado compositor de "modas de viola". Foi ele que inventou os pios, que saíam nas gravações do Cornélio. Macedo Dantas visitou-o quando realizava as suas pesquisas, registrando em seu livro (já citado): "Era fabricante de pios para caça e ainda fabricava enormes berrantes de boiadeiro, apesar dos 83 anos. Violeiro, trovador e compositor sertanejo, tomou da bela viola e cantou alguns versos de sua autoria, afinadamente. Velho forte, apesar de ter sido atropelado duas ou três vezes em São Paulo, gravemente, nestes últimos anos, quando veio vender seus berrantes, velho simpático, lúcido, digno da sua pobreza de artista desamparado, a merecer uma pensão oficial.
Mariano da Silva (o pai do famoso acordeonista Caçulinha) que formava dupla com seu irmão Caçula (José da Silva) eram autênticos violeiros (cantadores), trabalhavam de pedreiros. Andavam de pé-no-chão, conforme nos informou Sorocabinha. O Ferrinho (Antônio da Silva) irmão por parte de pai, de Mariano e Caçula, era lavrador, tocava "puíta", e formava dupla com Zico Dias, que tocava percussão (chamado de "caixa" naquele tempo). Este, motorista de táxi, em Piracicaba. O Sebastião Ortiz de Camargo (o Sebastiãozinho) tocava viola e reco-reco. Era cortador de cana e lavrador. Todos esses artistas eram de Piracicaba.
Essas duplas Caçula e Mariano, Ferrinho e Zico Dias, na década de 30, depois dos discos de Cornélio Pires, gravaram muitos discos independentes. O Caçula faleceu em Olímpia, SP; porém não podemos precisar a data. O Mariano em 1936 formou dupla com o barbeiro Luizinho (Luís Raimundo, autor em parceria com Teddy Vieira, do cururu "O Menino da Porteira"), que mais tarde integrou o famoso trio LUIZINHO, LIMEIRA E ZÉZINHA e gravaram em 1940 pela Colúmbia. Formou dupla com Laureano, transformando-se no "Quarteto Sertanejo", com a inclusão de Rielinho e Nhô Pai. Depois formou o "Trio Sertanejo" com Rielinho e Serrinha. Fez parte de um trio com Serrinha e Raul Torres. A última dupla que Mariano formou, foi com o Cobrinha. Com este gravou cinco discos de 78 RPM e um LP, morrendo em 1970.
Os primeiros seis discos, gravados por Cornélio Pires, na Colúmbia, foram lançados em maio de 1929 (que saiu a gravação). A gravação certamente foi em março de 1929. Eram 12 gravações com 9 números de "humorismo", declamado pelo próprio Cornélio. Entre eles, está o poema "Batizado do Sapinho", "Verdadeiro Samba Paulista", "Desafio entre Caipiras" e Danças Regionais Paulistas" (Cana-verde e cururu) - são danças recolhidas do folclore paulista, por Cornélio Pires, interpretadas pela "Turma Caipira Cornélio Pires". Esses discos receberam a numeração de nº 20.000 a 20.005.
Na segunda gravação, saíram cinco discos, em outubro de 1929. Vão do número 20.006 a 20.010. E, no primeiro, de um lado está "Como Cantam Algumas Aves" (imitação de aves) - interpretação do Arlindo Santana (o homem que imitava aves e bichos); e, do outro; "Jorginho do Sertão" com Mariano e Caçula, a primeira MODA DE VIOLA, gravada no Brasil, lançada em outubro de 1929.
"O Jorginho do Sertão
É um rapaz inteligente.
Numa carpa de café
Ele enjeitou três casamento.
Acabou o seu serviço
Alegre, muito contente
Foi dizer ao seu patrão:
- Quero a minha conta corrente.
- Sua conta não te dou
por ser um rapaz de talento.
Jorginho, tenho três filhas,
Lhe ofereço em casamento.
Logo veio a mais velha,
Por ser mais interesseira:
- Jorginho case comigo
Que sou mais trabalhadeira.

Logo veio a do meio
Com seu vestido de chita:
- Jorginho case comigo
Que eu das três sou mais bonita.
Logo veio a mais nova,
Vestidinha de amarelo:
- Jorginho case comigo
Que eu das três sou a flor da terra.

Na hora da despedida, ai, ai,
Que as morena chora, ai, ai
O Jorginho do Sertão
É um rapaz de pouca lua:
- Não posso casa com as três,
Então não caso com nenhuma.
Na hora da despedida
Que as morena chora:
- Adeus pra vocês que ficam,
O Jorginho vai simbora".

Em 5 de abril de 1929, o jornal "O ESTADO DE S. PAULO", estampou um clichê, da TURMA CAIPIRA CORNÉLIO PIRES", onde aparecem, da esquerda para direita, em pé: Ferrinho, empunhando a "puita", Sebastião Ortiz de Camargo, Caçula, Arlindo Sant´Anna; sentados: Mariano, Cornélio Pires e Raul Torres, que se apresentou algumas vezes com a "Turma"
Traz uma nota sobre as apresentações dos artistas e diz que o Arlindo Sant´Anna iria fazer imitações de "vozes da mata virgem, de macaco, jaó, tocava, uru, mambu-chitã, mambu-chororó e mambu-guaçu".

O Raul Torres que aparece na foto, se apresentou algumas vezes com a TCCP. O Raul não fazia parte da "Turma". Era um cantor de "emboladas", um ritmo nordestino. Cornélio Pires convidou-o em 1929 para também gravar na sua "Série Cornélio Pires", onde aparece com o pseudônimo de BICO DOCE e Sua Gente do Norte, com a "embolada" de sua autoria "Galo Sem Crista", seguindo-se de outras gravações no selo vermelho do vate de Tietê.

Fonte: Livro Turma Caipira Cornélio Pires Os Pioneiros da "Moda de Viola" em 1929.Escrito por Israel Lopes.

RAUL TORRES E FLORÊNCIO


Raul Torres e Florêncio com João Pacífico.

Torres e Florêncio foi uma dupla de música sertaneja do Brasil formada pelos cantores Raul Montes Torres (1906 — 1970) e João Batista Pinto (1910 — 1970).1

Raul Torres cantava em dupla com seu sobrinho Serrinha (Antenor Serra também Botucatuense), dupla essa que durou de 1937 a 1942. Após a separação da dupla com seu sobrinho, foi com Florêncio (João Batista Pinto de Barretos-SP) que Raul Torres passou a cantar em dupla.

Florêncio havia tentado conciliar a profissão de Farmacêutico com a carreira artística, no entanto, com a crescente popularidade que vinha adquirindo nas rádios onde se apresentava na Capital e no Interior, acabou largando definitivamente a farmácia, e passou a se dedicar integralmente à carreira artística.

E João Pacífico continuava sendo um dos principais parceiros e letristas das composições celebrizadas pela dupla pioneira; ele mesmo dizia que "Ser compositor para a interpretação de Raul Torres e Florêncio é o mesmo que ter um emprego vitalício..."

Também eram freqüentes as viagens de João Pacífico juntamente com Raul Torres e Florêncio ao Rio de Janeiro, onde gravavam seus discos.

A Música Caipira nessa época já vinha sendo chamada de "Música Sertaneja", e dominava cerca de 40% do Mercado Fonográfico Brasileiro.

A dupla Torres e Florêncio atuou no mundo fonográfico por quase trinta anos, período durante o qual a dupla lançou dezenas de discos.

As primeiras gravações deles se deram em 1942, e dois anos depois a dupla se consagraria com dois grandes sucessos: as toadas “Cabocla Tereza” e “Pingo d’água” ambas de Raul Torres e João Pacífico.

Em 1945, Torres e Florência obtiveram talvez seu maior sucesso com a moda-de-viola “A moda da mula preta”, também de Torres e João Pacífico, incluída até hoje entre os clássicos da música caipira.

A dupla Torres e Florêncio foi a fixadora de um estilo de canto com duas vozes mais médias e que foi o que mais influenciou outras duplas até o aparecimento de Tonico e Tinoco com um canto mais agudo.

As primeiras gravações da dupla Torres e Florêncio apresentam o modelo clássico de duplas caipiras com acompanhamento de violas no qual se destaca o toque refinado do violeiro Florêncio.

A maioria das composições gravadas pela dupla remete ao universo rural retratado em composições como “Pra lá da porteira”, “Moça boiadeira”, “Rolinha cabocla” e outras, além das anteriormente citadas.

Boa parte dessas obras foi composta por João Pacífico, umas sozinho, e outras em parceria com Raul Torres. Em muitas gravações também, a dupla contou com a presença da sanfona de Emílio Rieli solando como uma espécie de terceira voz. Mas o destaque mesmo era a afinação da dupla, as vozes límpidas e claras e o ponteado da viola.

As modas e toadas gravadas pela dupla falam de boiadas e de colheitas, de árvores e fontes de água pura, de rolinhas e outros pássaros, de lua nova e de lua cheia, sem deixar de lado o humor para cantar questões que colocavam o caipira diante de novidades da cidade como “As modas femininas”, “A dama do baralho”, e “Apelido dos jogadores”, entre outras.

No repertório de Torres e Florêncio estão toadas, modas-de-viola, emboladas, rasqueados, e cateretês, além de um ou outro samba-sertanejo.

Tanto Raul Torres quanto Florêncio nasceram em Barretos, cidade que se destaca como aquela que abriga há mais de 50 anos maior festa de peão de boiadeiro, e dessa forma muitas das músicas gravadas pela dupla fazem referência a esse universo das boiadas.

Como é o caso da moda-de-viola “Mulher baia”, de autoria do próprio Torres e que relata a dura travessia dum rio com o risco da perda da boiada.

Essa dupla era realmente tão afinada que Torres e Florêncio vieram a falecer no mesmo ano, 1970, momento em que música popular de maneira geral vivenciava amplas transformações que tinham se iniciado há pelo menos uma década antes.

As próprias duplas começavam a buscar novas formas de atuação com a utilização cada vez maior de instrumentos eletrificados e com uma temática que se distanciava a passos largos daquela que seria considerada como tradicional da música caipira.

Dois anos depois, a gravadora Copacabana lançou um LP  que em seu título resumiu perfeitamente o valor e a importância da dupla Torres e Florêncio: “O maior patrimônio da música sertaneja”.

Nesse disco, pode-se ouvir músicas emblemáticas do estilo da dupla e das qualidades vocais e instrumentais de Torres e Florêncio. Como por exemplo, na batucada “Mariazinha criminosa”, de Raul Torres, que conta com vigoroso ponteado da viola de Florêncio.

Ou nas modas-de-viola “Mulher baia” e “Casamento da onça”, de Raul Torres, e “Marica criolinha”, de Florêncio, mostras de uma maneira de narrar histórias que remetem a um tempo em que os violeiros mais do que entreterem as pessoas eram narradores que levavam de um lugar para outros as histórias, verdadeiras ou não, que eram contadas e recontadas nas noites de luar. E nesse mister, poucas duplas podem se ombrear com Raul Torres e Florêncio.

Zé Ventura e Zé da Roça




José Ataul de Andrade, o Zé Ventura, chegou em Betim em 07 de agosto de 1961. Na época os ônibus passavam só pela MG 050. Pegou a jardineira e ao invés de descer em Vianópolis parou em um local por nome de “Sidney’s” em frente ao “Centro de Recuperação Bodocó”. Naquele dia ao anoitecer, ouviu o som de umas caixas de folias, aquelas mesmas que tinha contato no interior, seu irmão disse que era caixas de congado do Sr. Joaquim Nicolau. Naquela época o “Subúrbio” passava por Vianópolis. Zé ventura ficou na casa do irmão durante três dias, pois, sua intenção era partir para Belo Horizonte, mas sua mãe que tinha ficado no interior e viria mais tarde gostou muito da região, alugaram um casa e assim começa sua história em Betim.
Andrade trouxera na bagagem um violão velho e no contato com “Zé Pretinho” encontra seu primeiro parceiro na música.
Entre as décadas de 60 e 70 a música de Nelson Gonçalves estava no auge e chamava a atenção dos músicos seresteiros da época, assim como Zé Pretinho.  Desde então, a dupla recém formada integra em seu repertório os principais sucessos do boêmio³, algumas música de Orlando Silva e duplas caipiras como, Tonico e Tinoco, Curió e Canarinho, Zico e Zeca , Lourenço e Lourival e muitos outros.
Da cidade de Voporanga MG, município de Caratinga, Zé Ventura conheceu a música caipira canto pelas estradas com a enxada nas costas e foi através de um rádio que funcionava com um gerador de energia que ouvia o famoso programa “Arraiá da Curva Torta” de Tonico e Tinoco. Foi pelo rádio, assim como a maioria dos músicos caipiras que Ventura aprende os primeiros acordes de músicas como, “Moreninha Linda”, “Pé de Ipê”.
Quando ainda morava no interior o violeiro ainda recorda das capinas de café e das cantigas durante o expediente, o que fazia o trabalho mais prazeiroso, os chamados adjutórios.
A presença do parceiro na música e nas tarefas era José Pereira que ainda vive em Voporanga.
(...) Um caipira, indigente ou assoberbado, pela
extensão do roçado que pretende realizar, pede o
adjutório de amigos e vizinhos. Ninguém recusa.
É o mutirão, como é conhecido. A rapaziada chega
armada de foices, enxadas e machados, começa
a labuta. Extraordinariamente exemplo de
cooperação mútua que a gente citadina ignora.
Eles derrubam a matta, queimam, fazem o
encoivaramento e o plantio. Lançado o grão à
última cova, lançam-se todos no ribeiro próximo,
mudam as roupas e dirigem-se à casa do festeiro
para a folgança geral.
Rumando à casa, erguem a cantoria do termo do
trabalho, rithimando-a ao entrechoque dos cabos
da foice. Lá chegadas, largam as armas e, então,
sob murchas folhagens, é terrível o avanço nas
corredeiras. Todas as violas são encordoadas e
principia o baile ou dansa dos camaradas, no lanço
principal.”  (Jornal Lavoura e Comércio, 25/12/1919. Artigo de Carvalho Ramos)
Ventura vê no músico que divulga a música caipira, aquela pessoa que se lembra das modas antigas, com apenas violões e violas. Sua segunda parceria começou a partir de 1997 e vai até 1998 com Luiz Paixão, em Betim.  Hoje Zé Ventura faz os arranjos da dupla “Zé da Esquina e Zé da Roça” também de Betim.
“Hoje o músico caipira já não destaca mais.”
Em suas horas de recolhimento, na velha tapera, o músico caipira gosta de lembrar-se dos forrós que aprendeu ouvindo num rádio de pilha, o “Programa do Zé Béttio”, onde eram executadas música do próprio “José Béttio”, “Arlindo Béttio”.  O sanfoneiro mineiro “Mangabinha” do “Trio Parada Dura” também foi uma forte inspiração. Valsas como “Saudade de Matão”, “Saudade de Ouro Preto”, boleros como “Zíngara”, eram a companhia em seu recôndito.
Gerson Alves de Gouvêia, o Zé da Roça forma hoje o “Trio Estrada” juntamente com “Zé Ventura” e “Zé da Esquina.
Zé da Roça nasceu em Morro Ferro MG, em 11 de julho de 1943, onde conheceu a música caipira com o músico, Antônio de Olinda, que tocava na Rádio Laser em Oliveira MG . A música “Jandira” da dupla “Zico e Zeca” era grande sucesso na voz de Olinda.
Aos 17 anos Zé da Roça mudou para o Triângulo Mineiro, onde tocou juntamente com seu primeiro parceiro “Francisco”, na famosa “Festa de Peão de Barretos”. Nessa época formavam a dupla “Gerson e Chico Preto”. Aos 20 anos veio para Igarapé MG e casou-se em 1968, ano em que começa o momento da interrupção de suas atividades artísticas.
Há sete anos “Zé da Roça” coloca o velho violão caipira na estrada e passa a canalizar suas ansiedades em composições, substantivamente, caipiras. São músicas que falam da terra, da natureza, das criações e da simplicidade com que homem do campo recebe suas visitas. Abaixo a citação de parte de uma letra em construção que já tem música:

“ Na minha casa não existe geladeira
Minha água é fria que é um beleza
É cristalina, gelada por natureza”
“Todas as minhas letras são feitas trabalhando, sozinho, a música sai naturalmente.”
É notável  que em qualquer composição caipira, o amor pela família e a fé em Deus componha histórias recheadas “causos” e fatos verídicos:
“(...)Eu morava na cidade,
Andando pelo sertão,
Encontrei uma boiada,
Levantando poeira no chão”,
“(...) Bem na curva do caminho,
A boiada estourou,
Com muita sabedoria,
A boiada ele ajuntou,
Ouvindo o som do berrante,
A boiada retornou,
Daquela hora em diante,
Eu falo e tenho razão,
Para aqueles que viajam,
Naquele querido chão,
Agradeço muito a Deus,
Pela Sua proteção” (Zé Capricho e Zé da Esquina)


Há três anos, “Zé da Roça” conhece “Zé da Esquina”, o Nelson Pinto da Silva, da região do Bairro Charneca em Betim MG, hoje com 68 anos e seu atual parceiro.

“Zé da Esquina” tocava na “Rádio Laser” no Bairro Brasiléia em Betim MG, seu parceiro anterior era “Zé Capricho”. “Zé da Roça” fez uma participação no CD “Zé da Esquina e Zé Capricho” com o poema “Papai e Mamãe”, inspirado no trabalho de “Barrinha”, um músico de renome que fez dupla com “Silveira em São Paulo.
Estes poemas, geralmente, retratam a saudade dos lugares de origem, da terra que ficou e, sobretudo, de uma figura marcante na vida do caipira, a mãe. Abaixo um novo poema de “Zé da Roça”, “Amor de mãe”:

“ Quando eu era um moço novo
Eu viajava bastante
Certo dia eu enconstei
Na porta de um restaurante
Eu chamei pelo garçon
Um rapaz muito elegante
Por favor me sirva um lanche
Estou indo pra bem distante
O garçon me atendeu
Na maior delicadeza
Por favor entre pra dentro
E pode escolher sua mesa
Tudo que o senhor pedir
Eu atendo com certeza
Depois do lanche servido
É que o senhor paga a despesa
Depois que eu paguei a conta
Eu sai para ir embora
Na porta do restaurante
Eu encontrei uma senhora
Seu moço faça o favor
Que lhe falar agora
Estou à procura de um filho
Que há muito tempo foi embora
Eu cheguei pertinho dela
Para prestar a atenção
De repente eu percebi
Um retrato em sua mão
Nas costas estava escrito
Os nomes José e João
Quando eu li o terceiro nome
Doeu meu coração
Eu fui perguntei a ela
O que foi que aconteceu
Com as lágrimas caindo
Ela então me respondeu
Não sei se esse filho é vivo
Ou se por acaso morreu
O filho que você procura
Esse seu filho sou eu
Ela me abraçou chorando
Na hora também chorei
Vivendo em terras estranhas
Minha mãe eu encontrei
Cheguei perder a coragem
De seguir minha viagem
Para minha casa eu voltei
Dizem que homem não chora
Eu chorei e não estranho
Não esquecerei um segundo
Eu nunca encontrei no mundo
Um amor igual de mãe”.
Adotando o mesmo cancioneiro dos colegas caipiras, “Zé da Roça” diz que suas influências se passaram em Morro Ferro MG ouvindo seu velho rádio de pilha ainda criança. As músicas de duplas como “Canário e Passarinho”, “ Moreno e Moreninho” [7]eram executadas no “Programa a Hora do Fazendeiro” na “Rádio Inconfidência de Belo Horizonte” há 60 anos no ar, é o programa mais antigo da rádio mineira. Haviam também outros programas como, “Edgard Souza” da “Nacional de Brasília”, “Oswaldo Béttio” da “Record de São Paulo” além de “Arlindo Béttio” e Zé Béttio” da mesma estação.
O caipira cuida de seu instrumento de uma maneira simples, mas delicada, usa encordoamentos simples de aço, não gosta das cordas de nylon, uma vez que não tem um som agudo.
Numa dessa conversas sobre o instrumento “Zé da Roça” diz:
“(...) tô indo buscá remédio pra ele. Né? Gosto daquele que tem laçadinho de viludo.”
Há caipiras mais fiéis que gostam de manter a tradição nas letras, nos ritmos, nos dialetos e arranjos, no entanto alguns preferem transitar entre a música caipira e a sertaneja.
Segundo Antônio Coló, a música caipira é referida como “música de raiz” e a sertaneja dizem ser “sertaneja antiga” para diferir do estilo hoje chamado de “sertanejo moderno”.

Fonte - Texto de Lázaro Mariano


Gonçalo e Canhoto



Gonçalo e Canhoto
Antônio Pinto de Carvalho, “Antônio Coló”, nasceu em 30 de abril de 1948 em Betim MG, que apesar de ser uma cidade urbana em sua essência, traz, sobretudo na região do Bairro Vianópolis uma cultura com tendências para o mundo rural.
“Eu toco música sertaneja, não acompanho muito o jeito de falar do caipira, o meu sertanejo é mais antigo, não é esse moderno”.
Quanto Carvalho diz do dialeto, cita uma música de “Tonico e Tinoco” que também caracteriza o amor sublime e puro do caipira pela amada, tema presente nas composições que falam de amor:
“Vancê sabe onde eu moro
Na casinha que eu adoro
Fica lá no meu sertão
Apesar de ser pequena
Ainda cabe uma morena
Pra alegrar meu coração.”    
Geralmente, o caipira que gosta de sertanejo, como é o caso de Carvalho, o ritmo “polca paraguaia” e “canção rancheira” é muito presente em virtude da mistura de outros instrumentos como a harpa paraguaia e os pistões que caracterizam a música mexicana.
Caipira que se preze não deixa instrumento parado em casa, trata logo de negociar de forma a dar prosseguimento em sua missão de levar alegria e falar da terra. A relação do caboclo[8] com a natureza assemelha aos índios no trato da terra como mãe, na qual se acreditava que de lá poderiam tirar tudo para sua sobrevivência tanto material quanto espiritual.
“No inverno te proteger
No verão sair pra pescar No outono te conhecer Primavera poder gostar No estio me derreter Pra na chuva dançar e andar junto O destino que se cumpriu De sentir seu calor e ser tudo Sim, todo amor é sagrado.” ( Amor de índio - Beto Guedes e Ronaldo Bastos)
Pedro e João Cioffi iniciaram a carreira artística na Rádio Cultura de Poços de Caldas-MG, onde permaneceram por quase 5 anos. No início da década de 1950, Moreno e Moreninho trocaram Poços de Caldas-MG pela capital paulista,  em 1956, Moreno e Moreninho gravaram e fizeram bastante sucesso com a Congada "Treze de Maio" (Teddy Vieira - Riachão – Riachinho) E no ano de 1959, Moreninho, por motivos particulares, deixou por algum tempo a dupla e seguiu de volta para Poços de Caldas-MG. Moreno chegou ainda a fazer algum sucesso cantando em dupla com Paraguai, da dupla “Zé Belmiro e Paraguai”, da região do Bairro Vianópolis em Betim MG.
O nome é uma herança do irmão mais velho: Barnabé-1, que gravou quatro LPs (1965/66/67/68). Infelizmente sua carreira foi curta, pois faleceu durante a produção do último disco. Então, Barnabé-2 resolveu dar seqüência à vida do personagem adotando a mesma linha caipira com música e piadas.
Antônio Pinto de Carvalho, fala do amor pela sua violinha de Queluz que recebeu de outro violeiro:“ A minha missão era manter essa violinha em minha casa por honra de meu avô Juca Pinto que também era violeiro.”
No primeiro encontro setorial para levantamento de propostas para a “I Conferência Municipal de Cultura” em Betim MG Carvalho conhece Cláudio Alexandrino[10] que se denomina “Caçador de Violas”:
“O Cláudio ficou sabendo da minha viola e eu também sabia que ela na mão dele iria seguir uma trajetória de valorização da cultura caipira juntamente com outras histórias de violeiros.”
Os músicos tem amor incomensurável pelos seus instrumentos, não emprestam, pois, as suas satisfações, emoções e criatividades são manifestadas através deles. Quando participam das folias de reis ou outras manifestações religiosas fazem questão do uso das fitas.
Muitos músicos tem a relação com instrumentos similares ao que adotam. O Sr. Antônio Pinto de Carvalho começou a tocar violão caipira e cavaquinho por volta de 1958. Sua primeira dupla foi com “Oswaldo de Paula”, o “Diquinho”, formam a dupla, “Antônio e Diquinho”. A partir de 1985 formou o “Trio Capela Nova”, “Gonçalo, Frazãozinho e Frazãozito”.
Estes músicos viajavam sempre aos finais de semana pelo estado de Minas Gerais, uma vez que tinham outras atividades e não poderiam viver só da música levada até hoje como hobby. Chegaram a tocar em circo no Sul de Minas, Casas Noturnas, Showmícios, entre as décadas de 80 e 90 quando este tipo de apresentação já entrava em declínio para o músico caipira em razão de grandes sucessos sertanejos na mídia. Era a época que o sertanejo começa a ganhar espaço na televisão. As duplas “Chitãozinho e Xororó” e “João Mineiro e Marciano” tinham um programa em horário nobre na “Rede SBT” juntamente com “Nhá Barbina” e “Barnabé”.
Atualmente, o parceiro de Carvalho é Sebastião Lourival de Rezende, o “Canhoto” que fazia dupla com “Jésus Canoeiro”. Com a morte de “Canoeiro e Frazãozinho” a parceria foi instituída; “Gonçalo e Canhoto – Os Capela Nova”.


Carvalho, líder comunitário nato, tenta reativar sua folia de reis “Folia do Cachoeira” para levantar fundos para a construção da igreja de sua comunidade.

Fonte: Texto de Lázaro Mariano

Sr. José Jacinto Filho






“Folhinhas Marianas” ¹nas paredes, retratos feito a mão sobre antigas molduras, imagens e mais quadros de santos, bandeiras de Folia de São Sebastião e Santos Reis, instrumentos guardados num canto, contrastam com um computador ligado a internet num dos quartos dos filhos. Aqueles que conseguiram a casa mais moderna fazem questão de manter uma taperinha na horta ou então cuidam de algum sítio depois da aposentadoria. Este é a descrição da casa do músico caipira no Bairro Vianópolis em Betim MG, não muito diferente da casa de caipira descrita pela escritora Maria Tereza de Taubaté:
 “A sala de hóspedes dava para dois quartos com duas camas de solteiro em cada uma. Duas canastras de couro, com tacha douradas, onde se guardava a roupa de cama, tudo de linho, bordado a mão. Mesinhas com jarro, bacia, baldes, urinóis e saboneteiras, tudo esmaltado de branco. Na sala, uma mobília de palhinha, com capas brancas nas cadeiras e duas caminhas estreitas chamadas marquesas. A casa não era de luxo, tudo muito simples, porém, de boa qualidade. (...) Na parede, um grande espelho e muitos quadros de santos e retratos.” (...) Tinha três janelas para a frente e uma porta e janela para o jardim. Bem no meio, uma mesa de três metros de comprimento, com bancos e cadeiras à volta. Num canto, uma linda rede azul, com renda branca de crochê caindo dos lados. Uma talha, com água sempre fresquinha e um suporte, com bacia para lavar as mãos. Na parede, um porta tolhas, um cabide que tomava a parede inteira, sempre cheio de chapéus. Um estrado de madeira, forrado com esteira de taboa, para sentar e ouvir estória, à noite. Um guarda-louça com portas de vidro para a louça de hóspedes, toda de porcelana inglesa e o talher que era de prata. Para a Louça diária, havia um outro armário. No meio da sala, pendurado no teto, um lampião belga que clareava tudo. Na parede, um relógio grande, daqueles que marcam até o dia do mês.” (Maria Tereza Marcondes - Tempo & Memória, 1988, Prefeitura de Taubaté)
Sr. José Jacinto Filho, hoje com 84 anos, chegou a Vianópolis em 1951. Com sua sanfona de 24 baixos, gosta de tocar valsas como “Seminário”, “Saudades de Matão” “Saudades de Ouro Preto”. Toca em vários pequenos encontros na região, juntamente com violeiros e percussionistas.
“Nunca fui na escola, o que eu aprendi [na música] foi de memória; vou pontear uma valsa para vocês”.
O toque básico de rancheira² pode ser ouvido nas rodas de modas de viola nos bailes em terreiro de chão batido onde as pessoas dançam até o dia raiar. São temas tocados pelo Sr. José Jacinto, como “Não beba mais não” de Jeca Mineiro e Orlandinho, gravado em 1964 por “Duo Ciriema”.
José Carlos de Oliveira, o “Carlinhos” parceiro de “José Jacinto” ( sanfoneiro de 08 baixos de 82 anos) será indispensável na “Folia do Cachoeira”. Possui suas influências em “Gino e Geno”, “Sérgio Reis”, “Eduardo Costa” e “Amado Batista”. Estes dois últimos cantores na vertente da música romântica acrescentam a alegria e aceitação pública na visão de “Carlinhos”:


“Gosto de pessoas humildes, porque eu também sou humilde. Gosto de levar a alegria para as pessoas. Meu sonho era ter um som completo, zabumba, pandeiro, triângulo, gaita.”

Fonte: Texto de Lázaro Mariano.

Carlinhos Nópolis


Carlinhos Nópolis
Carlinhos é da cidade de Governador Valadares, na Zona da Mata, nasceu em 19 de janeiro de 1964, cresceu em Medina MG, região de Pingueiras, onde teve seus primeiros contatos com a música. Este músico tem um modo particular de se apresentar, além de ter um gosto especial pela música sertaneja tem um leitura diferente para a música que hoje chamam de brega.[14]
“Gaúcho da Fronteira” nome artístico de Heber Artigas Fróis, (Santana do Livramento, 23 de junho de 1947) é um músico brasileiro, e um dos mais conhecidos intérpretes de música regional gaúcha. Nos anos 80, popularizou-se pelo Brasil todo, com canções bem-humoradas e dançantes e o maior sucesso de sua carreira foi “Nhecovari Nhecofum”, numa alusão ao abrir e fechar do fole da sanfoninha de oito baixos.
José Carlos de Oliveira se inspirou no músico gaúcho por também gostar de sanfona e da alegria que sua música proporcionava. Fez a música no estilo “Gaúcho da Fronteira”, “Ligorrum”:

“Quando o cara tá meio bêbado vem sem rumo, olhando com os óio meio aruvaiado, então fiz essa música Ligorrum:”
“Cheguei num batizado
Estava uma grande brincadeira
Encontrei um sanfoneiro
Fiquei a noite inteira
O forró é muito bom


Quando levanta poeira.”

Fonte: Texto de Lázaro Mariano



Tonico e Tinoco


Tonico e Tinoco em início de carreira.
Tonico & Tinoco foi uma dupla caipira brasileira, considerada a mais importante da história da música brasileira e a de maior referência. Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram quase 1000 gravações, divididas em 83 discos. As gravadoras a que eles pertenceram já lançaram no mercado um total de 60 discos. Tonico e Tinoco venderam mais de 150 milhões de discos, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.


Tonico

João Salvador Perez, mais conhecido como Tonico (São Manuel, 2 de março de 1917 - São Paulo, 13 de agosto de 1994). Morreu aos 77 anos, após uma queda da escada do prédio onde morava.

Tinoco

José Salvador Perez, mais conhecido como Tinoco (Botucatu, em 19 de novembro de 1920 - São Paulo, 4 de maio de 2012), foi o artista sertanejo que permaneceu mais tempo em atividade (82 anos). Morreu aos 91 anos, vítima de insuficiência respiratória.3 4 Antes de falecer, Tinoco teve duas paradas respiratórias no hospital. Foi velado no cemitério Quarta Parada e sepultado no cemitério da Vila Alpina.

A Dupla

O gosto pela música veio dos avós maternos Olegário e Isabel, que alegravam a colônia com suas canções, ao som de um antigo acordeão. A primeira canção que aprenderam foi “Tristeza do Jeca” em 1925. Em 15 de agosto de 1935 fizeram a primeira apresentação profissional. Cantaram na Festa de Aparecida de São Manuel, onde milhares de pessoas de todo o Brasil visitam o segundo Santuário dedicado à Padroeira do Brasil. Junto com o primo Miguel, formavam o "Trio da Roça".

Em 1931, Tonico & Tinoco moravam em Botucatu (São Paulo), na fazenda Vargem Grande, de Petraca Bacci, com os pais, Salvador Pérez - um espanhol de León, chegado ao Brasil criança, em 1892 e Maria do Carmo, uma brasileira. A exemplo de outras crianças da época, os dois garotos, mal aprenderam a falar, já eram cantadores das modas de viola. Aprendiam as letras com Virgílio de Souza, violeiro das redondezas. Num baile que Tonico conheceu e apaixonou-se por Zula, filha do administrador da fazenda, Antônio Vani.

Como não havia rádio na região, o conjunto ficou famoso. Mas Tonico & Tinoco só cantavam em dupla nas horas vagas ou nas folgas do trabalho, quando a turma parava para tomar café. Cantavam as modas de viola de Jorginho do Sertão, um autor imaginário, que utilizavam para assinar suas canções, que falava da crise no país com as revoluções de 1930 e 1932.

No fim do ano agrícola de 1937, os Pérez decidiram, com outras famílias, tentar a vida na cidade de Sorocaba (São Paulo). As irmãs Antônia, Rosalina e Aparecida foram trabalhar na fábrica de tecidos Santa Maria. Tonico foi ser servente na Pedreira Santa Helena, fábrica do cimento Votorantim. Tinoco virou engraxate na Estação Sorocabana e Chiquinho engajou-se na construção da Rodovia Raposo Tavares, que liga o sul de São Paulo a Mato Grosso do Sul. A crise econômica do país chega ao auge. Getúlio Vargas implanta a ditadura do Estado Novo. Adolf Hitler invade e ocupa a Checoslováquia e depois a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial. A vida em Sorocaba fica insuportável, nada dá certo para os Pérez e eles decidem retornar ao campo, agora para a fazenda São João Sintra, em São Manuel (São Paulo).

A volta, contudo, possibilitou aos irmãos Perez a primeira chance de cantar numa Rádio. O administrador da fazenda, José Augusto Barros, levou-os para cantar na Rádio Clube de São Manuel - ainda hoje lá, na rua Coronel Rodrigues Alves, no centro da cidade. Assim, até o fim de 1940, eles ficam trabalhando na roça durante a semana e aos domingos cantam na emissora da cidade. Só por amor à arte, sem ganhar. As dificuldades levaram os Pérez a uma derradeira migração.

Em janeiro de 1941 chegam, de mala e cuia - quatro sacos com os “trens” de cozinha e duas trouxas de roupa - a São Paulo. À falta de profissão, as meninas foram trabalhar em casa de família, Tinoco num depósito de ferro-velho, Chiquinho na metalúrgica São Nicolau e Tonico, sem outra alternativa, comprou uma enxada e foi ser diarista nas chácaras do bairro de Santo Amaro.

Os tempos duros da cidade grande tinham lá sua compensação, principalmente nos domingos, quando a família ia ao circo, na rua Lins de Vasconcelos no então pacato bairro do Cambuci. Num desses espetáculos, os manos conheceram pessoalmente Raul Torres e Florêncio, a dupla de violeiros mais famosa de São Paulo e que depois, com Rielli na sanfona, formaram na Rádio Record o famoso trio "Os Três Batutas do Sertão”.

Em São Paulo, inscreveram-se no programa de calouros comandado por Chico Carretel (Durvalino Peluzo), na Rádio Emissora de Piratininga. O capitão Furtado, que estava sem violeiro em seu programa Arraial da Curva Torta, na Rádio Difusora, promoveu então concurso para preencher a vaga: os dois irmãos, formando a dupla Irmãos Perez, cantaram o cateretê "Tudo tem no sertão" (Tonico). Classificados para a final, interpretaram de Raul Torres e Cornélio Pires, (esse último um radialista e pesquisador que foi pioneiro no estudo da vida sertaneja, especialmente a paulista, e que deixou uma extensa obra a respeito.) "Adeus Campina da Serra". Quando terminaram, o auditório aplaudiu de pé, em meio a lágrimas. Todos pediam bis àquela dupla que cantava diferente, com afinação, fino e alto. Todos os outros violeiros foram abraçá-los. O cronômetro marcava 190 segundos de aplausos, contra apenas 90 segundos da dupla segundo colocada.

No dia seguinte o Trio da Roça estava contratado pela Rádio Difusora, que naquele período havia sido comprada pela Tupi FM, parte de ofensiva do jornalista Assis Chateaubriand para formar uma poderosa rede de veículos de comunicação - os Diários e Emissoras Associados. Três meses depois o contrato foi renovado por dois anos e o salário foi acertado em cruzeiros, a nova moeda que aposentara os réis. Eram 1.200,00 uma fortuna, comparado ao salário mínimo, da época, de 280,00. Já sem o primo Miguel, eles eram apenas os irmãos Pérez. Um dia, durante um ensaio do programa Arraial da Curva Torta, o Capitão Furtado - de batismo Arioswaldo Pires, sobrinho de Cornélio Pires , apresentador do programa e também lendário divulgador da música sertaneja - disse que uma dupla tão original, com vozes gêmeas, não poderia ter nome espanhol. Batizou-os, na hora, de Tonico & Tinoco.
A divulgação nos programas da rádio transformava a dupla em sucesso imediato, fazendo surgir dezenas de convites para shows. A primeira apresentação dessas foi no cine Catumbi, em São Paulo, hoje transformado em uma casa de forró sertanejo. Depois rumaram para o interior, em excursões que demoravam semanas. Apresentavam-se em cinemas, clubes e até em pátios vazios de armazéns. Quando terminaram a primeira excursão, no Circo Biriba, em Ribeirão Preto, fizeram a partilha do lucro: quatro mil e quinhentos cruzeiros para cada um.

A dupla estreou em disco, na Continental, em 1944, com o cateretê "Em vez de me agradecê" (Capitão Furtado, Jaime Martins e Aimoré), que foi lançada em 1945. Na gravação de "Invés de me agardecê" ocorreu um fato inusitado, pois eles a gravaram e em seguida, quando foram gravar o lado B do disco soltaram a voz tão alto, da forma como cantavam lá na roça e estouraram o microfone . Como o processo de gravação era algo muito caro, o disco saiu apenas com um lado, mas como punição a dupla precisou ficar seis meses fazendo aula de canto para educar a voz e voltar a gravar. Por isso que o lançamento do primeiro 78 rpm para o segundo é curto pois eles gravaram a primeira moda ainda em 1944.

Bem sucedida com essa gravação, que serviu de teste, gravou seu primeiro disco completo, a moda de viola Sertão do Laranjinha, motivo popular adaptado pela dupla e Capitão Furtado, e "Percorrendo o meu Brasil" (com João Merlini), que foi sucesso imediato. No ano seguinte (1946) o sucesso definitivamente chegou com "Chico Mineiro" (Tonico/Francisco Ribeiro).

Com o sucesso de “Chico Mineiro” a dupla consagrou-se definitivamente e tornou-se a dupla sertaneja mais famosa do Brasil. Uma curiosidade: quando Tonico & Tinoco foram gravar “Chico Mineiro” a gravadora havia informado que esse seria o último disco da dupla, pois eles já haviam gravado cinco discos e existia sempre uma reclamação dos ouvintes com relação a dupla, alegavam que não era possível entender a pronuncia deles nas letras das músicas, os fãs não entendiam o que eles estavam dizendo, aí surgiu “Chico Mineiro” e tudo mudou, inclusive com o dinheiro que eles ganharam com essa música conseguiram comprar sua 1ª casa para viver com a família. Desde então, tornou-se a dupla sertaneja mais famosa do país.
Ao final da Segunda Guerra Mundial, o número de emissoras de rádio saltou para 117, e os aparelhos receptores eram 3 milhões. Tonico & Tinoco estão agora na Rádio Nacional de São Paulo onde nasceu um de seus mais marcantes programas. Um dia, o auditório estava ocupado com um ensaio e como eles precisavam entrar no ar, puxaram os microfones para fora e fizeram a apresentação do corredor. O locutor Odilon Araújo perguntou de onde o programa estava sendo transmitido e Tinoco respondeu: "Da Beira da Tuia". O nome ficou.

Apesar da popularidade o trabalho para dupla sertaneja era garantido, porém limitado aos circos somente. Felizmente nessa época apenas em São Paulo estavam baseados cerca de 200 circos que iam ao interior para apresentação dos ídolos sertanejos do rádio.

Em 1961 estreiam no Cinema com o filme “Lá no Meu Sertão” de Eduardo Llorente, filme baseado na vida e obra de Tonico & Tinoco. No final de 1960 a dupla recebera um golpe quase mortal, quando Tonico, tuberculoso desde 1940, precisou ser internado num hospital em Campos do Jordão (SP), cedendo lugar para o irmão Chiquinho tanto nos shows, quanto nos programas de rádio e gravações de discos. Tonico fez uma cirurgia e um tempo depois deixou o hospital com a certeza que não voltaria mais a cantar. Tinoco, através da Rádio Nacional onde faziam o programa, pediu para os fãs rezarem pela saúde de Tonico, o qual ficou curado, e voltou a cantar com mais força e beleza. Em devoção a Nossa Senhora Aparecida, a quem a dupla atribuiu sua cura, construíram na Vila Diva em São Paulo uma capelinha que recebe romeiros e devotos até hoje.


Em 1965 filmam “Obrigado à Matar” de Eduardo Llorente, um filme baseado na lenda do Chico Mineiro. Ano de 1969, novas mudanças na carreira de Tonico & Tinoco, eles estreiam na Rádio Bandeirantes onde permanecem até 1983.
No cinema, em 1969, fizeram “A Marca da Ferradura” de Nelson Teixeira Mendes. Em 1970 Tonico & Tinoco resolvem lançar um LP intitulado “Recordando Raul Torres” em homenagem ao cantor. Conseguiram a autorização para gravar as músicas, entre elas, “Moda da Mula Preta”, “Pingo d'Agua” e “Chico Mulato” (Raul Torres/João Pacífico), mas infelizmente Raul Torres não chegou a ouvir as gravações, tendo falecido dois meses antes.
Gravaram em referência a famosa estrada do norte do Brasil, “Transamazônica” (Tonico/Caetano Erba) e em homenagem a sua terra natal, São Manuel “Minha Terra, Minha Gente” (Tonico). Filmaram ainda nesse ano “Os Três Justiceiros” de Eduardo Llorente, uma espécie de bang bang, sem muito sucesso.
Em 1972, já com um enorme prejuízo, filmam “Luar do Sertão” de Osvaldo de Oliveira e desistem da carreira de atores. Quase faliram nessa incursão pelo cinema. Mazzaropi fazia sucesso e fortuna pois produzia, distribuía e fiscalizava seus filmes, já Tonico & Tinoco sem condições de ter um fiscal na porta de cada cinema onde seus filmes eram exibidos, foram passados para trás, arcando com um prejuízo imenso.

Em 1979, precisamente no dia 6 de junho, Tonico & Tinoco fazem o que nenhum caipira havia sonhado: apresentam-se no Teatro Municipal de São Paulo, num show de três horas que reúne um público recorde de 2.500 pessoas. Da beira da tuia, celeiros centenários onde cantavam no passado, os irmãos Perez chegavam a um dos mais famosos teatros do mundo, que até então só abria suas portas para óperas, balés e concertos eruditos. Permaneceram na Continental até 1982, emplacando vários sucessos. Nesse ano resolvem ir para a gravadora Copacabana onde mudam seu repertório, passam a gravar canções mais alegres, arrasta-pés divertidos e Nadir Perez, esposa de Tinoco passa a assinar várias músicas com a dupla. No ano de 1983 estreiam o programa “Na Beira da Tuia” na TV Bandeirantes e lançam o filme “O Menino Jornaleiro”, só que dessa vez como co-produtores.

Em 1984 participam do filme “A Marvada Carne” de André Klotzel, como convidados especiais
Em 1989 voltam para a Copacabana e gravam “Mãe Natureza” (Tinoco/José Carlos). Nesse disco Tonico já se encontrava bastante debilitado mas continuava sua carreira.

No ano de 1994 na Polygram com a produção de José Homero e Chitãozinho gravam seu último trabalho, onde destaca-se “Coração do Brasil” (Joel Marques/Maracaí) com participação especial de Chitãozinho & Xororó e Sandy & Júnior, e “Chora minha viola” (Nilsen Ribeiro/Geraldo Meirelles).
Apresentaram o Programa Na Beira da Tuia nas seguintes emissoras - Bandeirantes (1983),e SBT (1988), Cultura (Viola, Minha Viola). Realizaram grandes eventos, como: A Grande Noite da Viola, no Maracanãzinho/Rio de Janeiro (1981), Teatro Municipal de São Paulo (1979), Semana Cultural Tonico e Tinoco no Centro Cultural de São Paulo (1988) e o Troféu Tonico e Tinoco (1992). No mesmo ano, realizaram um show em conjunto com Chitãozinho e Xororó na cidade de São Bernardo do Campo (SP), onde foram prestigiados por mais 100.000 espectadores. Entre as inúmeras premiações destacamos: 04 Roquetes Pinto, Medalha Anchieta (Comenda da Cidade de São Paulo), Ordem do Trabalho (Ministro do Trabalho Almir Pazzianoto), Ordem do Mato Grosso (Comendador), Troféu Imprensa, 02 Prêmios Sharp de Música e o Prêmio Di Giorgio. O slogan "A Dupla Coração do Brasil", surgiu em 1951, quando o humorista Saracura resolveu batizá-los assim, pela interpretação de todos os ritmos regionais.

A dupla passou por todas as mudanças na música sertaneja, mas jamais mudou seu estilo, copiadíssimo durante as décadas de 1950 e 1960.


O último show da Dupla Tonico & Tinoco foi na cidade mato-grossense de Juína, no dia 7 de agosto de 1994.

Fonte:
Tonico & Tinoco Rádio Terra AM. Visitado em 08/10/2009.
http://www.dgabc.com.br/News/5955791/tinoco-morre-aos-91-anos-em-sao-paulo.aspx
Cantor sertanejo Tinoco morre aos 91 anos veja.abril.com.br. Visitado em 04/05/2012.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/05/cantor-tinoco-morre-em-hospital-de-sp-diz-secretaria.html
Cantor Tinoco morre aos 91 anos em São Paulo. Visitado em 21/01/2013.
http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2012-05-04/cantor-tinoco-morre-aos-91-anos.html
A dupla do coração do Brasil. Visitado em 21/01/2013.
A história de Tonico & Tinoco. Visitado em 21/01/2013.
Mais de 1.500 Músicas. Visitado em 21/01/2013.
Tonico e Tinoco comandaram programas na Band. Visitado em 21/01/2013.

Zico e Zeca


Zico e Zeca em início de carreira.
Antônio Bernardo da Costa (Zico) nasceu em 04 de janeiro de 1931, e Domingos Paulino da Costa (Zéca) nasceu em 12 de setembro de 1932, ambos em Itajobi, interior do estado de São Paulo.

Filhos de Gabriel Paulino da Costa e Maria Rosa. Ao todo o casal teve 13 filhos, mas se criaram 9. São irmãos de outra grande dupla: "LIU E LÉU" e primos de primeiro grau de "VIEIRA E VIEIRINHA", pois o pai, o sr. Gabriel, era irmão de dona Gabriela (mãe de Vieira e Vieirinha). Família de tradicionais violeiros e cantadores. Zico e Zéca tiveram fortes influências dentro da própria família. O pai tocava viola e cantava. A mãe também cantava e tinha bons violeiros em sua família. Dona Maria Rosa tinha um tio chamado Ignácio que também cantava, e que segundo sr. Gabriel, não exitia outro igual. Messias Garcia, que fez parte da famosa "Turma Caipira Cornélio Pires" nos anos de 1929 e 1930, era primo de segundo grau de dona Maria Rosa. Zico e Zéca e os demais irmãos foram criados em sua terra natal, Itajobi, trabalhando nas lavouras de café, e nas horas vagas se apresentavam nas festas das fazendas da redondeza, onde cantavam e dançavam catíra.

Começaram a cantar em rádio em 1948, na Rádio Novo Horizonte (prefixo ZYS-9), de Novo Horizonte/SP, no programa do Nhô Tomé, com o nome de "IRMÃOS CUNHA" (que era um apelido de família, onde o pai do sr. Gabriel era conhecido como Cunha, e isso continuou na família, e ali todos eram conhecidos como Cunha).

Foram bem aceitos pelos ouvintes, e começaram a se apresentar todos os finais de semana (sábados e domingos) em um programa de 30 minutos, patrocinado pelas Casas Pernambucanas, e Casa Texedal. Na época, eles ainda não tinham repertório próprio, e cantavam músicas das duplas da época, tais como: Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho, Serrinha e Caboclinho, Raul Tôrres e Florêncio, Palmeira e Luizinho, entre outras. Ali permaneceram até 1951.

No final de 1952, Zéca foi para São Paulo, onde seus primos Vieira e Vieirinha já estavam atuando nas emissoras da capital. Ali começou a cantar com Teddy Vieira, Zé Carreiro e Sulino, até que Zico também foi para a capital, e em 1º de janeiro de 1953, estrearam na Rádio Bandeirantes, no programa mais famoso da época, chamado "NA SERRA DA MANTIQUEIRA", onde cantaram três músicas com o nome de "OS FILHOS DE ITAJOBI". O programa era apresentado pelo Comendador Biguá, porém pertencia a Sílvio Motta (nascido em Cruzeiro/SP, próximo à Aparecida do Norte). Sílvio Motta fazia parte de uma dupla chamada "Motta e Motinha", que se desfez quando Motinha se casou com Nhá Fia, e foi trabalhar no circo. Sílvio Motta foi para a Rádio Bandeirantes, e criou o programa "NA SERRA DA MANTIQUEIRA", que recebeu este nome por ele ter nascido em Cruzeiro, que se situa bem no pé da Serra da Mantiqueira.

Serrinha ouviu "Os Filhos de Itajobi" pelo rádio, gostou muito da dupla e os incentivou a seguir em frente, inclusive os presenteou com um casal de instrumentos. Faltava um nome que pudesse marcar bem a dupla. Então o programa "Serra da Mantiqueira" lançou um concurso para a escolha dos nomes artísticos. Receberam inúmeras cartas. Venceram o concurso os ouvintes José Ferro, de Novo Horizonte/SP, e Terezinha, de Ouro Fino/MG, que sugeriram o nome de "ZICO E ZÉCA".
Depois de três meses atuando no "Serra da Mantiqueira", uma conhecida marca de conhaque interessou-se em em patrocinar um programa de música sertaneja com uma dupla que pudesse ficar como exclusiva da audição. Daí foram contratados pela Rádio Bandeirantes para se apresentarem das 8:15 às 8:30 hs da manhã, no Programa "PALHINHA NO SERTÃO".

Teddy Vieira - um verdadeiro "olheiro" de talentos para o disco - levou-os para a gravadora Colúmbia, onde em maio de 1954 gravaram seu primeiro disco de 78 rotações, com as músicas "PRACINHA" (cururu de Teddy Vieira e Serrinha) e "BESTA BAILARINA" (moda de viola de Teddy Vieira e Capitão Barduíno), disco este que lhes levou o nome por todo o país, projetando-os definitivamente como a mais promissora das novas duplas.

Dois meses depois lançaram o segundo disco 78 rpm, com as músicas "A CANETA E A ENXADA" (toada de Teddy Vieira e Capitão Barduíno) e "CAPELINHA DE CHICO MINEIRO" (toada de Teddy Vieira e Biguá).

Daí para a frente o nome da dupla foi cada vez crescendo mais, e a cada dois meses mais ou menos lançavam um novo disco. Receberam o slogan de "OS VIOLEIROS QUE TRAZEM NA VOZ A ALMA DO SERTÃO". Depois de um tempo fazendo o Programa "Palhinha no Sertão", foram contratados pela Rádio Nacional de São Paulo, onde faziam três programas semanais, revezando com a dupla Tonico e Tinoco, que se apresentavam às segundas, quartas e sextas-feiras, e Zico e Zéca se apresentavam às terças, quintas e sábados, no final da tarde. O programa era apresentado por Odilon Araújo e José Russo. Depois foram para a Rádio Tupi, onde faziam o Programa "IMAGEM DO SERTÃO", junto com a dupla Luizinho, Limeira e Zézinha. Voltaram para a Rádio Bandeirantes, nos famosos programas "SERRA DA MANTIQUEIRA" e "BRASIL CABOCLO", onde permaneceram até o início da década de 60. O "Marechal da Música Sertaneja", Geraldo Meirelles, abriu um programa na Rádio 9 de Julho e Zico e Zéca com a autorização de Capitão Barduíno, se apresentavam simultaneamente nas duas emissoras. Depois ficaram uma temporada fora do rádio, mas continuaram gravando e fazendo shows por todo o Brasil, se apresentando em circos e festas de cidades, sempre com muito sucesso. Em 1963, as grandes duplas estavam todas na Rádio Tupi, e a Rádio Globo comprou a Rádio Nacional de São Paulo, e Edgard de Souza abriu uma linha sertaneja no horário nobre, e Zico e Zéca se apresentavam às quartas-feiras, das 20:00 às 20:30 horas, sempre com muita audiência. Aí as duplas que se apresentavam na Tupi foram também para a Rádio Globo. Zico e Zéca ficaram nesta emissora por aproximadamente dez anos. Em 1967, esta mesma emissora promoveu um festival, onde muitas duplas participaram, e Zico e Zéca tiraram o primeiro lugar com a música "CATIRA", empatando com Duo Glacial com a música "Poeira". Em 1973, a Rádio Record de São Paulo abriu uma famosa linha sertaneja, sendo apresentada por Sebastião Víctor, que tinha o nome de "LINHA SERTANEJA CLASSE A", onde Zico e Zéca se apresentaram por dois anos, em programas semanais.

Passaram pelas mais importantes gravadoras de São Paulo. A primeira a lhes abrir as portas foi a "COLÚMBIA", dirigida por Roberto Corte Real, onde gravaram 20 discos 78 rotações. Em 1958 foi fundada a Gravadora Chantecler, que era dirigida por Teddy Vieira, Palmeira e Jairo, e Zico e Zéca foi uma das primeiras duplas a serem contratadas, e lá permaneceram por dez anos. Depois passaram a gravar pela "CONTINENTAL". Gravaram dois discos pela "TROPICANA", de Roberto Stanganelli. Gravaram três discos pela Gravadora "BEVERLY", e em 1979, os irmãos Liu e Léu montaram sua própria gravadora, a "TOCANTINS", e Zico e Zéca também foram para lá, e gravaram quatro discos. Depois disso se afastaram uma longa temporada do disco. Muito ao contrário do que se pensa ou se diz, Zico e Zéca jamais abandonaram a carreira artística, apenas deixaram de gravar, mas continuaram fazendo shows por todo o Brasil, e se apresentando em inúmeros programas de TVs, tais como: "VIOLA MINHA VIOLA" da TV Cultura, apresentado por Inezita Barroso, que já está no ar há 28 anos, "FRUTOS DA TERRA" da TV Anhangüera de Goiânia, apresentado por Hamilton Carneiro, "NA BEIRA DA MATA" também da TV Anhangüera de Goiânia, apresentado por João Veloso (da dupla Veloso e Velosinho) e Carlos Veloso, e "BRASIL CAIPIRA" da TV Agro Canal de Brasília, apresentado por Luiz Rocha, todos grandes amigos da dupla. Em 1999, depois de dezessete anos sem gravar, Zico e Zéca voltam ao mundo do disco e lançam o CD "NOVOS TEMPOS", pela Gravadora Laser Records. Em 2001 lançam o CD "CADEIA DA SAUDADE", e em 2003 gravaram pela Atração o CD "TROCA TAPAS". Em 2005 participaram do DVD "100% CAIPIRA" - VOL. 1, com a música "A MELHOR LAÇADA".

Esta tão consagrada e querida dupla, que foi apadrinhada por Teddy Vieira e Serrinha, gravou ao longo de sua carreira 36 discos de 78 rpm, 38 Lps, 3 Cds de lançamento e vários CDs de coletânea.

A grande marca registrada da dupla foi sem dúvida "A CANETA E A ENXADA" e "DONA JANDIRA". Foram inúmeros os sucessos que fizeram, dentre os quais citamos "Pracinha", "Força do Destino", "Dona Felicidade", "Namoro no Portão", "Sinhá Joana", "Querer Bem", "Duas Balas de Ouro", "Recordando o Passado", "Casamento sem Convite", entre tantos outros.

ZICO E ZÉCA cantaram juntos profissionalmente por 54 anos e meio. A dupla só veio a se desfazer por uma fatalidade do destino. Após uma apresentação na cidade de Santa Rita do Passa Quatro/SP, em 22 de abril de 2007, Zico sofreu uma queda acidental, batendo fortemente a cabeça onde fraturou o crânio. Foi internado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde passou por uma cirurgia e ficou hospitalizado por 38 dias. Seu quadro veio oscilando até que entrou em coma, e infelizmente no final da tarde de 30 de maio de 2007, calou-se para sempre a mais bela primeira voz que o Brasil já conheceu, deixando uma enorme lacuna no cenário sertanejo. Zico foi sepultado em sua terra natal, Itajobi/SP, na tarde de 31 de maio, recebendo homenagem de seus parentes, amigos e fãs.

Mas toda essa trajetória trilhada por esta maravilhosa dupla não poderia acabar. Seu irmão Zéca, resolveu dar continuidade a este trabalho, formando uma nova dupla com o filho do Zico, Jarbas Bernardo da Costa, também nascido em Itajobi/SP em 25 de outubro de 1951, com o nome de "ZÉCA E ZICO FILHO", e gravaram um CD intitulado "CASINHA AMARELA" lançado em 2009.
A dupla se desfez com o falecimento de Zéca ocorrido em 28 de setembro de 2013, vítima de pneumonia seguida de parada cardíaca. Zéca foi sepultado em Itajobi.


Texto: Sandra Cristina Peripato


Fonte: Zéca


Liu e Léo



Lincoln Paulino da Costa (Liu) nasceu em 07 de agosto de 1934, e Walter Paulino da Costa (Léu) nasceu em 02 de abril de 1937, ambos em Itajobi, interior do estado de São Paulo. Filhos de Gabriel Paulino da Costa e Maria Rosa Mendes. São os caçulas dos nove irmãos. Vindos de uma família de tradicionais cantadores, tiveram uma forte influência dos pais, que também cantavam. Aliás, todos ali cantavam, sem nunca sequer imaginar que um dia quatro membros desta família fossem ser profissionais de tão alto gabarito, e alcançar tanto sucesso. Cantavam mais por brincadeira, à tardezinha no terreiro quando vinham da roça, em revezamento com os demais irmãos. Eram sempre convidados a participarem das festas da região para cantar e dançar catíra, outra característica marcante na família. São irmãos dos famosos Zico e Zéca, e primos de Vieira e Vieirinha.

Vieira e Vieirinha foram os primeiros a partirem para a carreira profissional, em 1950.

Em 1952, Zéca foi para São Paulo para formar dupla com Zé Carreiro, mas lá encontrando com Teddy Vieira, que sugeriu que ele cantasse com um irmão, pois dupla de irmãos sempre dá mais certo. Então foi aí que Zico também partiu para a capital, e estrearam no rádio em 1º de janeiro de 1953.
Os irmão Lincoln e Walter continuaram no interior trabalhando nas lavouras de café, e cantando nas horas vagas.

Walter começou no rádio primeiro, formando dupla com um vizinho. Era a dupla Sampaio e Neném Cunha. Se apresentavam na Rádio Emissora ZYS-9 de Novo Horizonte/SP (que era conhecida como a Emissora do Vale do Tietê).
Em 1957 foram para São Paulo, no intuito de arranjarem emprego e melhorarem de vida, nem passava pela cabeça deles em seguirem a carreira artística. Com apenas alguns dias que eles estavam em São Paulo, foram à Rádio Bandeirantes para

assistirem a festa de aniversário do Programa "BRASIL CABOCLO", que era apresentado por Capitão Barduíno. Como na época seus irmãos Zico e Zéca já eram bastante famosos, muita gente ali comentou que ali na platéia estavam os irmãos de Zico e Zéca. Depois que o programa já havia terminado, a festa continuou para a platéia, e foram convidados para cantar. Pegando instrumentos emprestados, cantaram a música "MEU RANCHINHO", de autoria de Dino Franco. Zacarias Mourão os convidou a participar de seu programa, e a estréia oficial de Liu e Léu, ocorreu em 05 de novembro de 1957, no Programa "NOVIDADES SERTANEJAS", na Rádio Bandeirantes, apresentado por Zacarias Mourão de manhãzinha. Participaram uma boa temporada deste programa, depois começaram a participar dos programas tradicionais da época, como "SERRA DA MANTIQUEIRA" e "BRASIL CABOCLO". Em 1959, apoiados por Teddy Vieira, que já era um grande amigo da família, pois muito antes de Liu e Léu irem para São Paulo, Teddy vieira já havia ficado alguns dias na fazenda em que moravam em Itajobi, Liu e Léu foram contratados pela gravadora Chantecler, para gravarem o seu primeiro disco de 78 rotações. O diretor da gravadora na época era Palmeira. Teddy Vieira também ocupava um bom cargo dentro da gravadora.

Então 1959 gravaram seu primeiro disco com as músicas "REI DO CAFÉ" (de Teddy Vieira e Carreirinho) e "CARREIRAS DE CURURU" (de Piraci, Biguá e Teddy Vieira). Já logo em seguida gravaram o segundo 78 rpm, com as músicas "BOIADEIRO ERRANTE" (de Teddy Vieira) e "BAILE NA ROÇA" (de Teddy Vieira e Zico).

Continuaram gravando e participando dos programas da Rádio Bandeirantes. Em 1960 foram para a Rádio 9 de Julho para participarem do Programa "PRELÚDIO SERTANEJO", apresentado por Geraldo Meirelles.

Em 1962, a música "MEU RANCHINHO" foi premiada com a melhor do ano. Foi aí que surgiu a oportunidade de gravarem o primeiro LP da dupla, pela gravadora Chantecler, intitulado "NOSSO RANCHO". Ficaram na Rádio 9 de Julho até 1963, quando foram contratados pela Rádio Nacional para participarem da linha sertaneja apresentada por Edgard de Souza.

Em 1967 a Rádio Nacional promoveu um Festival de Música Sertaneja, onde só participaram duplas profissionais, e Liu e Léu participaram e defenderam quatro músicas: "BAMBICO, BAMBUÊ", "CANÇÃO DA SIMPLICIDADE", "CASCATA" e "A TERRA E O HOMEM". A música "CANÇÃO DA SIMPLICIDADE" foi para a final.

Depois de uma longa temporada na Rádio Nacional, foram convidados para participarem do mais famoso programa sertanejo da Rádio Record de São Paulo, o "LINHA SERTANEJA CLASSE A", apresentado por Sebastião Víctor, e mais tarde por José Russo. Ali permaneceram por mais ou menos cinco ou seis anos. Depois que saíram da Record, foram para a Rádio Tupi participarem do Programa do Caboclão.

Em 1981 foram contratados pela Rádio Globo de São Paulo, para participarem do Programa "SÁBADO ESPECIAL", apresentado por Zancopé Simões aos sábados das 19:00 às 19:30 horas, onde permaneceram por dois anos. Em 1984 voltaram para a Rádio Record, para participarem do "LINHA SERTANEJA CLASSE A" novamente, desta vez apresentado por Carlito Martins, aos domingos das 18:00 às 18:30 horas, e simultaneamente participavam do Programa "ALVORADA SERTANEJA CLASSE A", também pela Rádio Record, apresentado por Carlito Martins às quartas-feiras, das 05:00 às 5:30 horas da manhã. Permaneceram nesta emissora por um ano. Em 1978 montaram a sua própria gravadora, a "TOCANTINS", onde deram oportunidade a muitas duplas. As primeiras duplas a gravarem na Tocantins, foram Genil e Genel, e Taviano Tavares.

Em 1980, Liu e Léu lançam seu primeiro trabalho na sua própria gravadora, intitulado "SEMENTINHA", que fez muito sucesso. Lá gravaram um total de 07 discos. Seus irmãos Zico e Zéca também gravaram 04 discos pela Tocantins. Continuaram na direção da gravadora até 1992, quando resolveram vender a fábrica. Continuaram cantando, se apresentando em shows e programas de TVs, mas porém se afastaram do disco. Só voltaram a gravar em 2002, pela Atração, quando lançaram o CD "JEITÃO DE CABOCLO".

Agora neste ano de 2008 gravaram mais um trabalho brilhante, que sairá dentro de mais alguns dias, em comemoração aos 50 anos de carreira da dupla.
Nestes 50 anos, Liu e Léu tiveram uma carreira brilhante, coroada de muito sucesso. Gravaram ao longo de sua carreira um total de 11 discos 78 rpm, 28 LPs, 02 CDs de lançamento e 15 CDs de coletânea.

Entre seus grandes sucessos, citamos: Boiadeiro Errante, Caminheiro, Sementinha, O Ipê e o Prisioneiro, Mãe de Carvão, Rainha do Paraná, Velho Pouso de Boiada, Prato do Dia, Rei do Café, Dona Saudade, entre tantos outros.
Liu e Léu receberam de Dino Franco o slogan que define o real valor da dupla. São considerados "A EXPRESSÃO MÁXIMA DA MÚSICA SERTANEJA".

A dupla se desfez com o falecimento de Liu, ocorrido em 04 de agosto de 2012, por problemas pulmonares. Liu foi sepultado na cidade de Itajobi.


Texto: Sandra Cristina Peripato

Fonte: Liu e Léu


Arlindo Béttio



 Arlindo Béttio nasceu em 1945.

Compositor, instrumentista, sanfoneiro, irmão do radialista e sanfoneiro José Bettio e do comunicador Oswaldo Betio.

Iniciou a carreira artística no final da década de 60. Foi contratado pela gravadora Copacabana e, em 1976, lançou seu primeiro disco, o LP "O Sanfoneiro Mais Alegre do Brasil", no qual foram incluídas músicas de sua autoria como "Gamadinha", "Mato Grosso Querido", e "Risadinha da Nona", todas com Meirinho, além de mais nove composições de autoria de Meirinho: "Preto Velho no Xamêgo"; "Baião de Festa"; "Silveira Coelho"; "Reboliço"; "Sanfoneiro de Goiás"; "Baile da Garrincha"; "Twist à Caipira"; "Baile Antigo"; e "Forró de Baiano". Em 1977, participou do LP "12 Maiorais do Nordeste", da gravadora Beverly, que contou ainda com as participações de Trio Nordestino, Alípio Martins, Pinduca, Genival Lacerda, Assisão, Negrão dos 8 Baixos e outros. Nesse disco, interpretou a música "Forró de Baiano", de Meirinho. 

No ano seguinte, também pela gravadora Copacabana lançou o LP "A Casa Onde Nasci - O Sanfoneiro Mais Alegre do Brasil - Vol. 3", que incluiu onze composições de sua autoria: " Xamego Paulista"; "Carimbó no Pará"; "Samba do Ceará"; "Saudades de Santa Catarina" e "Recordando Porto Murtinho", todas com Nhozinho, além de "Homenagem às Domésticas"; "Forró em Pernambuco"; "A Casa Onde Nasci"; "Forró em Minas Gerais"; "Festa no Paraná"; e "Valsa para a Dona Mafalda", todas composições solo de sua autoria. No LP "O Sanfoneiro Mais Alegre do Brasil - Vol. 4", lançado em 1979, também pela gravadora Copacabana, foram incluídas as músicas "Bailão em Santo André", de Nhozinho e Ninão, e mais onze composições de sua autoria: "Saudosa Mocidade", e "Sambando no Espírito Santo", ambas com Sônia M. Béttio Pigeard; "Parábens Pelo Seu Aniversário", com Dodé; "Do Rio de Janeiro à Niterói", com Bekekê e Cláudio Balestro; "Lindos Campos de Goiás", com Helena G. Mendes; "Alagoas em Festa"; "Pagode Mineiro"; "Marcha dos Motoristas", e "Assim é o Rio Grande do Sul", com Nhozinho, além de "Valsa Para as Mamães", e "Noites de Mato Grosso". 

Em 1980, lançou "O Sanfoneiro Mais Alegre do Brasil - Volume 5", no qual interpretou "Enfermeira Amiga"; "Passeando no Amazonas"; "Do Iapoque ao Chuí"; " Mato Grosso do Norte e do Sul" e "Rancheira das Marias", todas com Nhozinho; "Valsa dos Papais", e "São Salvador da Bahia", com Sônia M. Béttio Pigeard; "Fernanda", com Paulo Roberto Aiello, e "Salve os Roceiros", e "Arlindo Béttio o Fofão", de sua autoria, além da clássica rancheira "Galopeira", de Maurício Cardozo Ocampo.

Em 10 de outubro de 1980 teve a carreira brutalmente interrompida, quando foi assassinado na capital paulista.
No total foram cinco discos gravados.
  


Texto: Sandra Cristina Peripa


Vieira & Vieirinha
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Vieira e Vieirinha1 foi uma dupla de música sertaneja do Brasil formada pelos irmãos Rubens Vieira Marques (20 de setembro de 1926 - 09 de julho de 20012 ) e Rubião Vieira (26 de agosto de 1928 - 07 de abril de 1991).3 
Rubens Vieira Marques (Vieira) nasceu em 20 de setembro de 1926, e Rubião Vieira (Vieirinha) nasceu em 26 de agosto de 1928, ambos em Itajobi, interior do estado de São Paulo.

Filhos de Bernardino Vieira Marques, nascido em Portugal, e Maria Gabriela de Jesus.

Bernardino chegou ao Brasil ainda mocinho, e casou-se com Maria Gabriela, com quem teve nove filhos, sendo cinco homens e quatro mulheres.

Vieira e Vieirinha cantam juntos desde muito crianças, sempre incentivados pelo pai. Cresceram junto com os primos-irmãos Zico e Zéca, e Liu e Léu. Não havia festas que eles não estivessem presentes, sempre cantando e dançando catíra.

Em 1949, conheceram a dupla Tonico e Tinoco, que passaram uns dias no sítio em que moravam, a convite do seu Bernardino. Tonico e Tinoco ao ouvirem os Irmãos Vieira cantar, gostou da dupla e os convidou para apresentações em conjunto nos cinemas da região. Os Irmãos Vieira, devido à timidez, no primeiro show em Catanduva, apresentaram-se de costas para a platéia. Então Tonico e Tinoco virava eles, e eles desviravam e ficavam de costas. Tinoco declara brincando que "os meninos começaram de costas pra arte".

Tonico e Tinoco ofereceram de levá-los para a capital, mas eles ainda não tinham coragem de deixar o interior. Iniciava-se ali uma grande amizade entre as duas duplas. Durante o tempo em que ficaram no sítio da família, colocou na cabeça dos Irmãos Vieira que eles teriam que enfrentar. Aí começaram a se apresentar nas quermesses, nas festas, nos cinemas, nos auditórios, e nas rádios da região, onde em pouco tempo ficaram conhecidos nas redondezas.

No rádio iniciaram em 1948, em Novo Horizonte, na Rádio Novo Horizonte ZYS-9, onde cantavam todos os dias no Programa "O Viajante do Sertão", com o nome de "Irmão Vieira". Depois transferiram-se para a Rádio Clube de Marília, onde permaneceram por dois anos com programa exclusivo patrocinado pelo refrigerante "Gentil".

Em 1950, fizeram a campanha eleitoral de Getúlio Vargas, que foi o primeiro a lhes abrir as portas para o meio artístico. Depois do último comício na cidade de Duartina, ao descerem do trem com Getúlio, ele disse à dupla que se fosse eleito poderiam pedir o que quisessem. Getúlio se elegeu, e os Irmãos Vieira escreveram-lhe uma carta falando do sonho de cantar no Rio de Janeiro. Getúlio então lhes abriu as portas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, mas a mãe deles não deixou eles irem, pois tinha medo do mar. Então pediram a Getúlio uma oportunidade em São Paulo, que os apresentou à Rádio Nacional de São Paulo. Viajaram com o telegrama de Getúlio no bolso. Tinoco foi esperá-los na estação da Luz e ficaram hospedados na casa de Tonico.

Estiveram três vezes na Rádio Nacional, na tentativa de conversar com o diretor da emissora, porém não foram atendidos. Tonico perguntou a eles, se haviam mostrado o telegrama de Getúlio, e eles disseram que não. Quando voltaram à Rádio com o telegrama na mão foram recebidos na hora. Então se apresentaram pela primeira vez naquela emissora no Programa "Alvorada Cabocla", de Nhô Zé, em 1951, com o nome de "Vieira e Vieirinha", que foi adotado por sugestão dos padrinhos Tonico e Tinoco.

Aí conseguiram um programa só deles: "Sertão na Cidade", onde cantavam músicas de Tonico e Tinoco, Serrinha e Caboclinho, e músicas de autoria de Teddy Vieira e José Fortuna.

A Rádio Nacional foi a primeira moradia dos dois em São Paulo. Por alguns meses, dormiram no prédio da emissora. Ali eles cantaram de 1951 à 1954. Retornaram à emissora em 1958. Foram no total 25 anos de Rádio Nacional. De 1955 à 1958, atuaram no famoso Programa "Alma da Terra" da Rádio Tupi, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 20:30 às 21:00 horas, o chamado horário nobre do rádio na época.

A dupla foi um exemplo de sucesso no rádio, antes de começarem a gravar disco. Muito diferente dos dias de hoje, naquela época o disco não era o canal direto que colocava as duplas em contato com o seu público, primeiro tinham que fazer o nome no rádio para depois gravarem.

Gravaram seu primeiro disco 78 rpm em 1953, pela Continental, com as músicas "O Canoeiro Não Morreu" e "Nova Londrina".

Foram no total 32 discos 78 rpm. Em 1959 gravaram seu primeiro LP intitulado "Vieira e Vieirinha Apresentam Suas Modas", onde reúnem alguns de seus sucessos gravados em 78 rpm.

A vendagem dos discos e os cachês dos shows renderam-lhe um bom dinheiro e, em 1960, resolveram voltar para o interior, por não se adaptarem à vida na cidade grande. Adquiriram um restaurante de beira de estrada e uma fazenda em Goiás de 1500 hectares comn escritura falsa. Perderam tudo e recomeçaram do zero.

Em 1963 lançaram o LP "A Volta de Vieira e Vieirinha". Daí para frente foram inúmeros discos gravados, que totalizam aproximadamente 35, com os mais variados rítmos, mas a característica que mais marcou a dupla foi a dança da catíra que lhes rendeu o slogan de "Os Maiores Catireiros do Brasil".

A dupla só veio a se desfazer com a morte de Vieirinha, ocorrida em 07 de abril de 1991.

Vieira se afastou da arte por algum tempo, e só voltou em 1996, quando gravou um disco com seu filho Ailton Estulano Vieira, com o nome de "Vieira e Vieira Jr", com quem permaneceu cantando, fazendo shows e se apresentando em programas de TVs.

Vieira faleceu em 09 de julho de 2001.


O maior sucesso da dupla foi sem dúvida "Garça Branca". Mas outras músicas também se destacaram, como "Transporte de Boiada", "Cravo na Cinta", "Rosas de Carne", "Noite Serena", "Silêncio do Berrante", "Adeus Querida", "Ladrão de Mulher", "Recortado Paulista",Rio Preto, Pedido à Nossa Senhora, Roubei Uma Casada, A Moça Que Dançou Com O Diabo, entre outros.

Zilo e Zalo



Aníbio Pereira de Souza (Zilo) nasceu em 01 de março de 1935 e Belizário Pereira de Souza (Zalo) nasceu em 25 de maio de 1937. Ambos nasceram no Bairro Ribeirão dos Cubos, no município de Santa Cruz do Rio Pardo, no estado de São Paulo, onde o senhor David Pereira de Souza era lavrador e proprietário de um bonito sítio. Ao todo na família são em seis irmãos, sendo quatro homens e duas mulheres.

Ainda garotos, na escola, começaram a cantar. Um primo, Joaquim Mendes (ótimo compositor) ensinou-lhes as primeiras posições e ministrou-lhes as primeiras aulas para domínio do violão. Mais tarde, esse mesmo primo seria grande incentivador da dupla, dando-lhes sempre ânimo para que vencessem na carreira artística.

Em 1954, com os nomes de Pereré e Pereirinha, cantaram durante seis meses na Rádio Difusora de Santa Cruz do Rio Pardo. No final do ano, senhor David decidiu mudar-se para São Paulo, trazendo toda a família. Não foi muito fácil eles conseguirem se apresentar nas emissoras de rádio. Isso só veio acontecer em 1955, quando foram ao Circo Rancho Alegre, do Paiozinho, que surgiu a oportunidade de cantarem uma moda de viola, com a seguinte condição: se o público aplaudisse, cantariam mais uma; qual não foi a surpresa dos irmãos que tiveram que cantar quatro músicas. Reconhecendo o talento da dupla, Paiozinho e Zé Tapera os levaram para participar do Programa "Casa do Fazendeiro" na Rádio Cultura de São Paulo. Nascia assim, a dupla Zilo e Zalo.

Em 1956 decidiram participar de um concurso promovido pela Rádio Record, o "Festival Jubileu de Prata da Rádio Record". Concorreram com duzentos e cinqüenta e três conjuntos. O processo era de eliminação e, quando os juízes revelaram o nome dos quinze conjuntos classificados, Zilo e Zalo conseguiram a nona colocação. Saíram do concurso com uma bela medalha e muito ânimo para voltar a tentar o rádio como profissionais. Poucos dias depois, levados por Zacarias Mourão estrearam na Rádio Bandeirantes nos programas "Serra da Mantiqueira" e "Brasil Caboclo", programas tradicionais da época. Através de Cascatinha, em 1958 gravaram seu primeiro disco 78 rotações pela Gravadora Todamérica, com as músicas "A Volta do Seresteiro" e "Adeus do Mineiro". Depois veio o segundo disco 78 rpm, com as músicas "Obrigado Sertanejo" e "O Crime do Fazendeiro".

Sempre fiéis ao estilo a dupla gravou dezoito discos 78 rpm. Somente em 1960, gravaram o primeiro LP pela Gravadora Continental, intitulado "Zilo e Zalo Cantam para seus Fãs".

Em 1966 gravaram um compacto simples pela Gravadora Chantecler, trabalho beneficiente para ser comercializado somente fora do país, com as músicas "Castelo de Areia" e "Grande Esperança".
Nos seus quarenta e seis anos de carreira, Zilo e Zalo passaram pelas melhores emissoras de rádio da capital paulista e gravaram pelas principais gravadoras: Continental, Chantecler, Todamérica, RCA Víctor, Tropicana, Copacabana, CBS, Beverly, Globo Gravações e MM.

Gravaram ao longo de sua carreira um total de 18 discos 78 rpm, 32 LPs e 04 CDs de Coletâneas.

Entre seus grandes sucessos: A Volta do Seresteiro, Feitiço Espanhol, A Grande Esperança, Vingança do Caçador, A Marca da Traição, O Incêndio, Chora Coração, O Milagre do Ladrão, Mineiro de Monte Belo, entre outros.
A dupla só veio a se desfazer com a morte de Zilo ocorrida em 06 de janeiro de 2002.

Graças as lindas vozes e ao grande sucesso alcançado, merecidamente receberam o slogan "AS VOZES ENCANTADORAS DO SERTÃO".
Zalo deu continuidade ao seu trabalho cantando com seu filho Renato, até que em 01 de agosto de 2012 veio a falecer com problemas cardíacos.

Texto: Sandra Cristina Peripato


Chitãozinho & Xororó
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.





 José de Lima Sobrinho e Durval de Lima, ou simplesmente Chitãozinho & Xororó são dois irmãos naturais da cidade de Astorga, estado do Paraná, formam uma das mais reconhecidas duplas sertanejas do Brasil.


Não se sabe a data exata de gravação do primeiro disco de Chitãozinho e Xororó. O primeiro disco oficial foi "Galopeira" em 1970, mas o reconhecimento do grande público veio em 1982 com a canção "Fio de Cabelo" do disco Somos apaixonados, oitavo trabalho da dupla, que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e abriu as portas das rádios FM´s para a música sertaneja.


 
Em 1986 começaram a apresentar aos domingos o programa de TV "Chitãozinho e Xororó Especial" no SBT, no qual cantavam e recebiam convidados.



No mesmo ano participaram na Rede Globo do especial de Roberto Carlos cantando junto com o Rei da canção "De coração pra coração".

 Gravaram em 1993 a canção "Words" com os Bee Gees para o disco Tudo por Amor lançado em português e espanhol. Além de "Words" o disco tinha a canção "Guadalupe" que fez parte da trilha da novela de mesmo nome transmitida pela Telemundo. O sucesso desse trabalho foi tão grande que a dupla conquistou em junho daquele ano o primeiro lugar do "Hot Latin Singles" na parada norte-americana da revista Billboard, só Roberto Carlos tinha conseguido essa marca em 1989.

Em 1994, gravaram a canção "Ela não vai mais chorar" ("She's Not Cryin' Anymore) com o cantor de música country Billy Ray Cyrus para o disco Coração do Brasil.

No ano de 1995 encabeçaram o evento Amigos, um show com as três principais duplas sertanejas do Brasil na época: Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, e eles, Chitãozinho e Xororó. O show foi em São Caetano do Sul, no qual estiveram mais de 100 mil pessoas.

Durante o ano de 1999 apresentaram na TV Globo o programa "Amigos e Amigos" um especial em homenagem a Leandro com Zezé Di Camargo, Luciano e Leonardo.

Em 2000 completaram 30 anos de carreira e a marca de 30 milhões de discos vendidos.

 A dupla apresentou em 2004 na TV Record o programa Raízes do Campo, que era um show gravado numa casa de espetáculo, com convidados e a famosa Roda de Viola gravada na chácara de Chitãozinho no interior de São Paulo. O programa ficou no ar até maio de 2005.

Em 2005 a dupla foi homenageada no Carnaval de São Paulo pela escola X-9 Paulistana com o enredo "Nascidos pra cantar e também sambar", o resultado foi um 2º lugar para a escola.

Em 2006 gravaram a guarânia "Arrasta uma Cadeira" com Roberto Carlos, música que foi sucesso nacional, levando-os mais uma vez ao programa de fim de ano do cantor.

Em 2008, Chitãozinho e Xororó participaram do programa Estúdio Coca-Cola Zero com a banda de pop-rock Fresno. Ambos ainda se apresentaram no Show da Virada, da Rede Globo, exibido no dia 31 de Dezembro.

Em 2010, gravaram o cd e dvd, Chitãozinho e Xororó 40 Anos e a Nova Geração, que faz parte da comemoração dos 40 anos de carreira da dupla. Esse disco teve a participação de várias duplas da nova geração do sertanejo, chamado universitário, como Jorge e Mateus, João Bosco e Vinícius, Guilherme & Santiago, Hugo Pena e Gabriel, Eduardo Costa, João Neto e Frederico, Luan Santana, Zé Henrique e Gabriel, Maria Cecília e Rodolfo, entre outros.

Ainda em 2010 gravaram outro cd e dvd, Chitãozinho e Xororó 40 Anos Entre Amigos, ainda em comemoração aos seus 40 anos de carreira, o qual foi lançado em abril de 2011. Nesse dvd reuniram os grandes nomes da música sertaneja fazendo uma releitura de grandes sucessos. Participaram desse dvd, Rio Negro e Solimões, Milionário e José Rico, Edson, Zezé di Camargo e Luciano, Cezar e Paulinho, Sérgio Reis, Bruno e Marrone, Victor e Leo, César Menotti e Fabiano, Gian e Giovani, Leonardo, entre outros. Nesse disco regravaram a música "Amante", lançada originalmente em 1984, que foi muito criticada na época pela critica especializada pela sua letra ousada para os padrões do começo dos anos 80.

No ano de 2011, com a turnê de 40 anos de carreira, percorrem o Brasil passando pelas principais cidades brasileiras e feiras agropecuárias, apresentando o novo show que faz uma viagem no tempo mostrando as canções da década de 70, como "Galopeira", até as mais atuais do último disco de estúdio lançado em 2009, que emplacou sucessos como "Se for pra ser feliz" e "Coisa de amigo".

Em 2013, os irmãos paranaenses gravaram junto com a Orquestra Sinfônica SESI de São Paulo, regida pelo maestro João Carlos Martins, a música Presente Pra Você, que foi o tema das comemorações dos 10 anos da TV TEM (afiliada da Rede Globo nas regiões de Sorocaba, Itapetininga, Bauru e São José do Rio Preto, no interior do estado de São Paulo).




Em 2014 foram contratados pelo Sistema Brasileiro de Televisão ( Sbt ) para apresentar a segunda temporada do Festival Sertanejo onde tentam descobrir a nova voz sertaneja. No mesmo ano, o álbum Do Tamanho do Nosso Amor - Ao Vivo foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja.


Violeiros do Médio Paraopeba



Há algum tempo atrás uma roda de amigos que gostavam de cantar e tocar uma boa viola se reuniram em uma pequena brincadeira e começaram a cantar algumas musicas que gostavam muito. E sem perceberem o que estavam fazendo chamaram a atenção de pessoas que por ali passavam. O tempo foi passando e o que era brincadeira virou coisa seria, e sem que menos esperavam nascia ali os violeiros do medio paraopeba com doze componentes no grupo dedicaram cada dia nos ensaios, nas apresentações e cativaram muitas pessoas por onde passavam. Hoje com vinte e quatro violeiros que nao esconde o talento e muita simplicidade. Para quem nao sabe tudo começou em 10 de agosto de 2010 e graças a Deus e com o esforço do grupo ira se estender por muito e muitos anos.

Fonte: http://violeirosdomedioparaopeba.com.br/


Violeiro Chico Lobo





Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Chico Lobo (São João Del-Rei, 26 de fevereiro de 1964) é um músico brasileiro.
Violeiro desde os catorze anos, Chico Lobo é um divulgador da viola caipira do país. É filho de seresteiro e folclorista atuante, além de compositor e intérprete.

Violeiro, compositor, cantador, Chico Lobo é natural de São João del-Rei – cidade eleita Capital Brasileira da Cultura 2007, cujo jingle oficial é de sua autoria. Artista carismático toca viola caipira desde os 14 anos. 

A crítica o considera um dos mais ativos e efetivos violeiros no processo de popularização da tradição musical do cenário brasileiro. É um profissional consciente do seu importante papel no universo da viola caipira e é desse modo que domina o palco - com presença e comunicação ímpares. Sobretudo, é um apaixonado pela cultura de sua terra. 

Foi nomeado Embaixador do Divino Espírito Santo em São João del-Rei e Guarda Coroa de Santo Antônio (Congado/MG). Com a viola na mão toca e canta as folias, os congados, os catiras, as modas e demais ritmos que enfocam suas raízes mineiras e brasileiras no país e para o mundo - sempre de modo muito envolvente -, seja solo ou acompanhado por sua excepcional banda.

Profissional inquieto, Chico Lobo já lançou vários CDs (vide discografia abaixo). O CD de estréia, “No Braço Dessa Viola”, foi finalista ao Prêmio Sharp 97. E rendeu-lhe 10 espetáculos em Centros Culturais e Praças Públicas no norte da Itália.  Destaca-se participação de Chico Lobo no CD “Cantoria Brasileira” - que marcou a comemoração dos 25 anos da gravadora Kuarup –, indicado ao Grammy Latino;

Seu 1º DVD, “Viola Popular Brasileira”, é pioneiro no gênero artístico da viola no Brasil;

Lançou no Brasil e em Portugal ao lado do violeiro português Pedro Mestre o 1º CD no mundo que registra o encontro da viola mãe com a viola filha - uma produção Brasil/Portugal -, que recebeu do jornalista lusitano, João Matias, a seguinte apresentação: “O CD Encontro de Violas mostra como é possível os homens entenderem-se e de que modo a cultura serve para o desenvolvimento (e a união), dos povos... Dele “brotam conhecimento e paz...”

Sua carreira já o levou a inúmeros palcos do Brasil e do mundo, como: Canadá, Chile, Itália (onde retornou mais recentemente para se apresentar no Matching - Importante Feira de Negócios de Milão), Portugal (onde retornará em 2014 - 9º ano consecutivo no Alentejo) – por  cidades como: Almodóvar, Beja, Castro Verde, Odemira; Serpa e outras. Também nas ilhas de: Funchal na Madeira e São Miguel nos Açores. Bem como, na China em 2010 e Bogotá 2012;

Há 10 anos, desde o início, integra o projeto itinerante “Causos e Violas das Gerais” do SESC MG – realizado em mais de 100 cidades mineiras levando a tradição dos causos e das violas;

Participou durante 10 anos do Grupo Aruanda com o qual mergulhou na cultura de Minas Gerais e do Brasil. Junto ao Aruanda, participou de importantes festivais de folclore.

Desenvolveu durante 10 anos, o espetáculo "Encontro de Raízes" - ao lado do ícone Pena Branca (irmão de Xavantinho), com quem se apresentou em diversos palcos nacionais;

Sempre atento em descobrir e contribuir na divulgação de novos artistas, Chico Lobo idealizou e apresenta desde 2003 o Programa de TV “Viola Brasil” pela Rede Catedral – TV Horizonte (com alcance de cerca de 20milhões de pessoas). E o programa de rádio “O Canto da Viola” na rádio Inconfidência de BH - www.inconfidencia.com.br (aos sábados pela AM88O às 13h | aos domingos pela FM100, 9 às 7h AM);

Preocupado com a valorização, divulgação da cultura regional e da viola caipira, Chico Lobo fundou em sua cidade natal, em 2013: o Instituto Sócio Cultural Chico Lobo.  Que já começa a dar frutos em 2014, numa parceria junto a Secretaria de Educação e a Universidade de São João Del Rei.  Com o início do ensino de viola caipira e cultura regional em duas escolas da zona rural da região. Para tanto foram adquiridas 18 violas, para as aulas.  Trabalho que realiza um desejo antigo e alegra o coração deste artista tão obstinado na valorização desta cultura raiz.

Chico Lobo é considerado um violeiro de estirpe, mestre das notas choradas e um compositor que cria obras que destroem qualquer preconceito musical;
Em 2009 /2007 foi o Diretor Musical do espetáculo multicultural – que reuniu artistas da Espanha, Cabo Verde, Portugal e Brasil -, “O Homem que À Terra Canta”, apresentado: no IV e VI Encontro de Culturas de Serpa e em Almodóvar (Portugal). E “Festejos da Terra”, apresentado no VII Encontro de Culturas de Serpa e novamente em Almodóvar (Portugal);

Em 2007 participou na Ilha da Madeira das comemorações dos 500 anos de Funchal, representando a viola de Minas. Nos anos de 2009, 2010 e 2011 participou do “Encontro de Violas de Arame” na Ilha de São Miguel, nos Açores e em Castro Verde Portugal respectivamente. Encontros esses marcados pela união dos povos e partilha, pelas cordas da viola!

Em 2010 representou a cultura mineira, a convite do Governo de Minas Gerais, quando participou da missão oficial à Expo Xangai 2010 onde realizou 11 shows nos pavilhões Brasil, USA, e América Square. Na ocasião mereceu destaque, por sua participação, foi convidado a ministrar um workshop e a se apresentar igualmente no pavilhão da UNESCO;

Em Out/2011 deu início a temporada de lançamento do seu cd “Caipira do Mundo” pelo selo Saravá Discos. Um cd com parceiros da MPB Nacional - que enviaram letras inéditas, para ele musicar -, como: Alice Ruiz, Arnaldo Antunes, Chico César, Fausto Nilo, Maurício Pereira, Ricardo Aleixo, Sergio Natureza, Siba, Vander Lee, Verônica Sabino, Vitor Ramil e, Zeca Baleiro.



Moreno e Moreninho


Moreno e Moreninho



Pedro Cioffi, o Moreno, nasceu em Machado-MG no dia 27/11/1925 e faleceu em Poços de Caldas-MG, no dia 14/12/1995. João Cioffi, o Moreninho, nasceu em 29/09/1927 também na cidade de Machado-MG e faleceu em Campinas-SP, no dia 23/04/2008.  

Trabalharam bastante no campo durante a infância. E gostavam da Viola e da Música Caipira. Houve melhora na situação financeira na década de 1940 quando da mudança da família de Machado para Poços de Caldas-MG, onde os irmãos Cioffi foram charreteiros, donos de cavalos de aluguel e também negociantes.

Pedro e João Ciof fi iniciaram a carreira artística na Rádio Cultura de Poços de Caldas-MG, onde permaneceram por quase 5 anos. Foram eles os primeiros a divulgar a nossa riquíssima Música Folclórica no rádio, o que antes só era feito pelos foliões, nas Congadas e Folias de Reis.
No início da década de 1950, Moreno e Moreninho trocaram Poços de Caldas-MG pela Paulicéia Desvairada, onde passaram a se apresentar na Rádio Record, na qual permaneceram por bastante tempo. E foi em 1953, no Rio de Janeiro-RJ que a dupla gravou o primeiro disco 78 RPM, pela gravadora Sinter (Nº 210), com as músicas "Namoro Moderno" (José Eloy Garcia - Moreno), no Lado A, e "Nossa Senhora Aparecida" (Moreninho), no Lado B.

Merece destaque também a amizade que Moreno e Moreninho tinham com Raul Torres. De acordo com Ivone Cioffi (a "Morena", filha e parceira de Moreninho como será visto logo abaixo), "... Moreninho comentava sempre com muito carinho. Raul Torres ia buscar meu pai em casa para conversarem sobre suas Obras Musicais. Ele até queria gravar Folias de Reis com Moreno e Moreninho, mas, infelizmente, teve um infarte fulminante de repente (...) Dizia meu pai que Raul Torres era 'fechadão' (...) poucos amigos, entre os poucos que tinha, Moreninho era um em especial..."

E em 1954, Moreno e Moreninho apresentaram um espetáculo de "Folia de Reis", com um grupo autêntico de foliões, no Teatro Municipal de São Paulo-SP, casa de espetáculos privilegiada para Concertos Sinfônicos e Óperas! Moreno e Moreninho foi a primeira Dupla Sertaneja a se apresentar nesse Teatro, o mesmo onde, no final da década de 1970, Tonico e Tinoco também apresentaram o espetáculo "Da Beira Da Tuia Ao Teatro Municipal"!!

Em 1956, Moreno e Moreninho gravaram e fizeram bastante sucesso com a Congada "Treze de Maio" (Teddy Vieira - Riachão - Riachinho); é importante lembrar que a dupla Riachão e Riachinho (Vitório e Orlando Cioffi), também formada por dois irmãos de Moreno e Moreninho, havia gravado seu primeiro disco no ano anterior, em 1955. Aliás, a Família Cioffi teve cinco irmãos que fazem parte da História da Música Caipira Raiz: as duplas Moreno e Moreninho, Riachão e Riachinho e também o Catireiro (Omero Cioffi)!

E no ano de 1959, Moreninho, por motivos particulares, deixou por algum tempo a dupla e seguiu de volta para Poços de Caldas-MG. Moreno chegou ainda a fazer algum sucesso cantando em dupla com Paraguai e, mais tarde, com Adolfinho. Na foto acima e à direita, Moreno e Adolfinho.
E Moreninho também formou dupla com Minuano, em 1975, a qual durou dois anos. Moreninho procurou novamente o irmão Moreno e a dupla "Moreno e Moreninho" voltou a existir por mais algum tempo.

Em 1973, Moreno e Moreninho também participaram do filme "No Rancho Fundo", de Osvaldo de Oliveira, no qual interpretaram "Casa da Mãe Joana" (Moreno - Capitão Furtado), e "Sanfona Furada" (Moreno - José Alves).

Moreno e Moreninho lançaram ainda o método de Viola Caipira "No Braço da Viola" e também participaram do lançamento da revista e também da gravadora "Paisagem Sertaneja" cujo secretario geral era José Carlos Cioffi. Moreno também foi proprietário da loja de discos e instrumentos musicais que ficava na Rua dos Protestantes, 154, próxima ao Jardim da Luz na Capital Paulista. E na foto acima e à direita, Moreno participando do histórico primeiro programa "Viola Minha Viola" na TV Cultura de São Paulo-SP em Março de 1980.
Com o falecimento de Moreno em 1995, Moreninho formou dupla com sua filha Morena (Ivone Cioffi Monteiro - nascida em Poços de Caldas-MG). "Morena e Moreninho" gravaram 5 CD's, tendo iniciado em 1999 com o CD "Abrindo Novos Caminhos".

Não podemos citar a História da nossa Música Caipira Raiz sem mencionar essa excelente dupla mineira que foi Moreno e Moreninho, dupla que cultivou ao longo de toda a sua carreira um repertório voltado para o nosso riquíssimo Folclore, com ritmos tais como Folia de Reis, Congada, Catira, Toada, Cururú, Rasqueado, Recortado, Xote e Folia do Divino, além da autêntica Moda de Viola. Dentre seus maiores sucessos, podemos destacar "Treze de Maio" (Teddy Vieira - Riachão - Riachinho), "Milagre da Rede" (Moreninho - Rocha de Menezes) (a Música cujo trecho o Apreciador ouve ao acessar essa página), "Divino Espírito Santo" (Torrinha - Canhotinho), "O Caipira Que Foi Na Lua" (Martins Neto - Moreno), "São Gonçalo" (José Alves - Moreno), "Alma de Caboclo" (Moreno - Ilson Pohl), "Conquista da Lua" (Moreninho), "João Boiadeiro" (Moreninho - Morena), "Alvorada Cabocla" (Moreno), "Rei Pelé" (Moreninho), "Princesa Izabel" (Moreninho) e "Casamento do Caipira" (Moreno - Moreninho), apenas para citar algumas.

Clique aqui e ouça "Santo Frei Galvão" (Morena - Moreninho), interpretada por Morena e Moreninho. Nessa belíssima composição, Moreninho e sua filha Ivone Cioffi Monteiro homenageiam Santo Antônio de Santana Galvão, o Frei Galvão, que é o primeiro Santo Brasileiro, e que foi canonizado no dia 11/05/2007 pelo Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil. Gravação fornecida gentilmente por Ivone Cioffi (Morena).

Na foto abaixo, enviada gentilmente por Ivone Morena Cioffi, os jovens Violeiros Rodrigo Mattos e Juliana Andade acompanham Morena e Moreninho com o dueto de suas Violas. Juliana também participou do segundo CD de Morena e Moreninho (Brasil Nossa Terra).

Moreninho "partiu para o Andar de Cima" na madrugada de 23/04/2008, enquanto dormia, em sua residência em Campinas-SP. Faleceu vítima de angina e seu corpo foi sepultado em Poços de Caldas-MG. A Missa de Sétimo Dia foi celebrada na Paróquia de Santo Antonio, na Avenida da Saudade em Campinas-SP, no dia 29/04/2008.

Segue abaixo, o Poema escrito pelo seu irmão Riachão, o qual foi por ele declamado na hora do Sepultamento do Moreninho:
E três Violeiros da "Orquestra Paisagem do Sertão" de Poços de Caldas-MG (coordenada pelo Riachão) homenagearam o Moreninho, durante os Funerais, tocando e cantando um dos seus maiores sucessos, que foi "João Boiadeiro" (Moreninho).

Ivone "Morena" Cioffi continua trabalhando em prol da Preservação dos Direitos Artísticos e Autorais da inesquecível Dupla Caipira Raiz que foi "Moreno e Moreninho", além da Dupla "Morena e Moreninho" que ela formou com seu pai.
E Ivone Morena também está preparando o Livro "Biografia em Dose Dupla" com a Memória das Duplas "Moreno e Moreninho" e "Morena e Moreninho". O Projeto está aos cuidados do Vereador José Carlos Silva de Campinas-SP, que já o encaminhou para a Secretaria de Cultura! Tão logo se consiga a aprovação do mesmo, o livro será editado em série!

A Filha de Moreninho escreveu nesse livro um resumo biográfico "...utilizando informações de meu próprio pai e isso me trouxe muitos momentos alegres, porém, bastante saudosos..."

Fonte: http://www.boamusicaricardinho.com/

Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias do Livro de Rosa Nepomuceno "Música Caipira - Da Roça Ao Rodeio", do Livro de Ayrton Mugnaini Jr "Enciclopédia Das Músicas Sertanejas" e também dos sites Dicionário Ricardo Cravo Albin de Música Popular Brasileira, Morena e Moreninho - Lembranças e Histórias da Dupla, Casa Sertaneja, Blog Modas e Viola de Ari Donato, IMMUB - Instituto Memória Musical Brasileira, Fundação Joaquim Nabuco e Instituto Moreira Salles, além de fotos e informações gentilmente fornecidas por Ivone Cioffi, a "Morena", filha e parceira musical do Moreninho. Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração deste site teria sido impossível.

Violeiro Lázaro Mariano




Aos 9 anos de idade.
Lázaro Mariano é natural de Piumhi MG, região considerada o portal de entrada da Serra da Canastra, onde se localiza a nascente do Rio São Francisco.
Professor, escritor, compositor e músico autodidata. Em 1973 aprendeu seus primeiros acordes num “marchetinho” (espécie de cavaquinho) abrindo  portas nas participações da folia de reis em Piumhi coordenada pelo mestre Catute.

Violeiro e professor de matemática na rede municipal de Betim, Lázaro Mariano, foi vencedor de 3 festivais de música regional na cidade de Piumhi-MG, em 1990, 1991e 1992, e finalista do Festival da Canção de Capitólio-MG, em 1991.

Os bailes de lona nas cidades de Vargem Bonita, São Roque de Minas, Guapé, Pratápolis e Itaú de Minas eram, à época, ponto de encontro de jovens músicos. Foi naquele ambiente que Lázaro Mariano teve contato com a viola caipira, o violão caipira e o cavaquinho de folia, ouvindo clássicos da música caipira num rádio de pilha, junto ao seu irmão que o ensinou a tocar logo aos 5 anos de idade. Juntou-se de um lado a tradição, e do outro, a vontade de um menino de superar a morte de seu pai através da música. Essa dicotomia, marca registrada do trabalho do cantor, já se fazia notar em suas primeiras apresentações na cena musical de Piumhi, onde estreou ainda criancinha, nos comícios realizados na cidade. O artista já tocou para o então Candidato a Presidência da República Luis Inácio Lula da Silva, em Capitólio-MG.

Lázaro participou do Festival da Globo, Festival da Alterosa, Festival Prêmio Visa, em São Paulo, e Festiviola, em Piacatuba, onde conquistou o quarto lugar. Já se apresentou em vários programas de TV e projetos interessantes, como Programa Viola Brasil (TV Horizonte), Programa Arte e Pesca (TV Betim), Programa Viação Cipó (TV Alterosa), Seminário Internacional de Democracia Racial, II Encontro de Educadores de Betim, I Encontro de Violeiros de Betim e Caravana Arrumação, de Saulo Laranjeira.


Em 2006 gravou o seu primeiro CD, com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Betim, que contou com produção do violeiro Chico Lobo, e participação especial de Rubinho do Vale, André Siqueira, Rogério Delayon, Mateus Bahiense, Ricardo Gomes, Dimas Souza, Aurélia Rocha e Frank Júnior.

Em 1974, no início de sua alfabetização começa a se interessar pela poesia, quando afloram seus primeiros registros poéticos.

2008 – Publica seu primeiro livro “Canto da Terra”, pela Lei de Incentivo Noemi Gontijo de Betim. É idealizador do 1º Festival de Violeiros de Betim e do “Projeto Quintais – Encontro de Violeiros” nos quintais da Casa da Cultura Josefina Bento em Betim.


Paulinho de Carvalho



Paulo José de Carvalho - nasceu em Betim, MG, a 03/01 de 1965.
Historiador, professor de artes, canto/coral, músico, cantor. Exímio violeiro fez vários cursos direcionados a alunos com deficiências múltiplas no instituto Beijamin Constant RJ, técnica vocal e Músico-terapia na Educação Especial pela UFMG.

Paulinho é hoje um dos artistas mais respeitado dentro da galeria dos artistas mineiros, betinenses, com uma vasta experiência musical Paulinho vem reunindo contos, cantos e composições próprias dando voz a personagens, evidenciando lugarejos, resgatando a memória e a história da cidade de Betim e nossas Minas Gerais.

Segundo o jornalista e folclorista Carlos Felipe, jornal “Estado de Minas”, (...) O artista Paulinho de Carvalho, com simplicidade canta o povo, as coisas e histórias de sua terra, e tal conta com participações de gente de maior nível musical, como: o pesquisador folclorista Frei – Chico, os violeiros Pereira da Viola e Chico Lobo, Géter violoncelista, Carlinhos Ferreira percussionista, entre outros. O que impressiona é a unidade temática que o compositor Paulinho consegue dar as suas composições dentro da multiplicidade rítmica, mantendo, entretanto, uma ligação profunda com as coisas da terra (...)1995.

O cantador Paulinho de Carvalho canta as vicissitudes humanas, que são universais. Influencias: Elomar Figueira de Melo, Xangai, Vital Farias, Juraildes da Cruz, Dorival Caime, Saulo Laranjeira, Tom Jobim, Rolando Boldrin, Dércio Marques, Pena Branca e Xavantinho, entre outros. Fez várias apresentações musicais junto ao pesquisador da cultura popular Frei Chico, trinando pelos palcos brasileiros em “Contos e Cantorias”, belos encontros, desde 1983.

Paulinho apresentou em vários programas de TVs, rádios, teatros, universidades, bares, festas, etc. Paulinho é um grande músico, excelente intérprete, com peculiar presença de palco e compositor altamente criativo, autor de 99% de suas obras e músicas. Tem quatro CDs gravados: “Contos e Cantorias” (1993), CD "Portal dos Sertões" (1995), CD Capela, “Artesanal” (2000) e o CD Projeto "Cururu"(CD 2005) (livro 2008) o CD está encartado junto ao livro Projeto Cururu " Indelével a Nossa História," escrito por ele mesmo.


Seu repertório inclui composições próprias, entre outros, musica regional, MPB, canções e causos caipiras, em apresentações onde a viola e violões temperados harmoniosamente, tocado com maestria por Paulinho de Carvalho, suavizando e transportando o ouvinte para um universo de arte e de encanto.

Dimas Soares

Em 1986 em uma apresentação na FAFI - BH

Com Inezita Barroso

TV Globo- Programa Terra de Minas em 2012
Aos 3 anos de idade

Pé na estrada

Natural de Poté, no Vale do Mucurí, Dimas Soares aprendeu a tocar viola caipira ou viola de dez cordas na adolescência, tendo participado de trabalhos de músicos como Tavinho Moura e Chico lobo. Autodidata em música e aperfeiçoando sempre as técnicas de execução da viola caipira, formou-se em história e se mantém em uma linha musical independente. 

"Boas Horas",seu primeiro álbum, com 12 faixas,  é uma saudação cuja função é substituir o bom dia, boa tarde ou o boa noite, usada pelos antigos do interior norte e nordeste de Minas Gerais. Já o segundo trabalho, "Viola da Terra" é composto de várias faixas instrumentais e cantigas autorais e de domínio publico, adaptadas pelo músico, todas abordando  coisas  do sertão.  

Zé Antônio da Viola


José Antônio em movimento.
Zé Antônio  começou estudar violão com professor particular em 1970 incentivado  pela mãe.  Logo em 1989 descobriu a viola caipira, o seu  segundo instrumento, passando a pesquisar sobre as formas de tocar, técnicas e tradição desse instrumento atuando como professor particular em  sua  casa e residências, no ano  de  1990. Desenvolveu trabalhos participando  na peça “O poeta a moça e o violão” de Gonzaga Medeiros  1996 (Abnerj)  e, esteve presente também em abertura de shows de Zé Geraldo (Casa de Cultura Betim 1997) com  sua  parceira  Marisa Minas , tendo feitos arranjos de  viola caipira  no  primeiro Cd do Grupo Viola Urbana 2005/2006. Participou no Encontro de Violeiros em 2006 – Ribeirão Preto/SP; Programas de TV:  Srº Brasil TV Cultura, em 2006 (Rolando Boldrin ), Viola Brasil (Chico Lobo),  abertura do show de Geraldo Azevedo ( alácio das Artes 2007), abertura dos Shows de: Vander Lee, em 2010 , na Casa da Cultura e  Renato Teixeira, também em 2010. Gravou seu segundo CD  fazendo arranjos de viola caipira  para Cantora Marisa Minas em 2011.  Junto a Casa da Cultura de Betim atua  como  colaborador do projeto” Quintais”, encontro de violeiros que ocorreu todas às 5ª feiras no quintal da Casa da Cultura, atualmente sendo  realizado em Betim/MG, onde formou orquestra de viola e  atuou como regente .

Em 2008 começou a ministrar seu curso de viola caipira no Centro Musical Betim/MG onde vem desenvolvendo trabalhos com variadas faixa etárias  levando e  incentivando  preservando a cultura desse instrumento tão maravilhoso. É  membro  da  Associação dos Violeiros  de Minas Gerais  “Assunta”, onde  participa como músico e colaborador.
Em 2013 começou  a  ministrar aulas  de  viola  caipira  e  violão popular   na Funarbe (Fundação Artística  de  Betim).
Atua  também  como  diretor  musical, onde atualmente dirige a peça  musical “Dona Nordua “ que trabalha com  as   questões  da conscientização sobre o  meio  ambiente,  principalmente no universo das crianças  e adolescentes .
Começou a pintar em novembro  de 2014 pela  simples vontade  de  manifestar  seus  sonhos em telas .
Estudou no Colégio Madres Gertrudes, na Cidade Industrial de Contagem  tendo  sua  formação do primário concluído.
Cursou o  primeiro 1º na Escola Fernão  Dias  no bairro Riacho das Pedras onde concluiu em 1979.
Cursou o  Ensino Médio  na Escola Estadual  ‘’Juscelino Kubitschek de Oliveira‘’  concluído em 2007.
Curso Superior em Tecnólogo de  Gestão Ambiental pela  UNIPAC Betim (em  andamento).

Realce de  Telas  em pintura a óleo  sobre  tela é o trabalho que Zé Antonio Viola está desenvolvendo atualmente.
Jacó e Jacozinho


Amado Jacob e Antônio Jacob (Jacozinho e Jacó - na ordem)

Amado e Antônio Jacob ( Jacozinho e Jacó - na ordem)
Nascidos em Assis-SP, filhos de Gabriel Jacob (1902 - 1979) (grande catireiro paranaense conhecido como Jacó da Viola) e de Dona Maria Joana de Jesus (1911 - 1982), Jacó e Jacozinho, de acordo com diversos biógrafos, teriam formado a dupla a partir do Trio Flor da Mata, formado por três filhos do casal.



"Como muitos comentaram, aqui está Gabriel Jacob, o pai dos irmãos Jacob.
Todos dizem que ele era uma pessoa de coraçao enorme, humilde e muito esperto.
Ele viajava vendendo ervas medicinais nas praças, e como forma de divulgar e chamar a atençao para suas mercadorias ele mostrava sua flexibilidade cruzando as pernas como nessa foto e também colocando os pés na nuca hehehe. 
Acredito que a maioria dos filhos tenham herdado sua aparência. 
Descanse em paz Bisavô Gabriel!" ( 
Thaisy Jacob)


No entanto, as diversas biografias que existem tanto nos livros como também na Internet, sobre a excelente Dupla que foi Jacó e Jacozinho, são em sua maioria contraditórias e, de forma muito estranha, contendo muitas mentiras e muitas "fantasias" que não aconteceram com a Dupla.

Quero aqui agradecer ao Pedro Rafael Jacob que, juntamente com seu pai Pedro Jacob, formou a Dupla "Jacó e Jacozito" (ver logo abaixo), e que me forneceu informações adicionais que ajudaram bastante na elaboração desse resumo biográfico.

O Trio Flor da Mata, portanto, nunca existiu, de acordo com a informação de Pedro Rafael Jacob, o Jacozito.

Alguns biógrafos também costumam mencionar Caviúva-PR como sendo a cidade-natal da dupla, no entanto, a informação de que a família é natural de Assis-SP, foi fornecida pelo próprio Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, que integrou a Dupla "Jacó e Jacozito", com seu pai, conforme mencionado mais adiante.

Gabriel Jacob e Maria Joana tiveram um total de 9 filhos, os quais tomaram diferentes rumos; foram eles: José Jacob (1932 - 1972), João Jacob (1934 - 1981), Antonio Jacob (1938 - 1981), Benedito Jacob (1942 - 1965), Sebastião Jacob (1943 - 1981), Amado Jacob (06/04/1944 - 06/2001), Aparecida Jacob (1946), Pedro Jacob (04/10/1948 - 19/03/2009) e Inês (1950).


"Atendendo ao pedido do fã Nildo Geremia, uma foto de todos os irmãos Jacó.

Nesta foto se encontram a família Jacob reunida na festa de casamento de Pedro Jacob e Janete Jacob. 

Aqui estão os 7 irmãos: João, José, Pedro, Benedito,Antonio, Amado e Sebastião.

Também se encontram as 2 irmãs Jacob: Aparecida e Inês e a mãe Maria Joana de Jesus" - Thaisy Jacob)
A dupla que se iniciou com o nome "Jacó e Jacozinho" era formada por Benedito Jacob e Amado Jacob, que gravaram os dois primeiros discos 78 RPM. Já no primeiro LP, gravado em 1964, a dupla passou a ser formada por Antonio Jacob e Amado Jacob que permaneceram até 1980, quando do falecimento de Antônio.


Primeira formação da dupla "Jacó e Jacozinho" com Benedito Jacob e Amado Jacob.

Outras referências bibliográficas apontam Pedro Jacob e Amado Jacob como sendo os integrantes originais da dupla, no entanto, Pedro, que era o oitavo filho do casal, costumava substituir um ou outro em shows e no rádio quando acontecia algum imprevisto.

Portanto, de um modo geral, Antônio e Amado foram os irmãos titulares que integraram a dupla até o início da década de 1980. A foto à esquerda foi gentilmente enviada pelo Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro de Curitiba-PR (ver abaixo nas Referências Bibliográficas).

Jacó e Jacozinho estrearam então nas gravações em 1962 quando gravaram pelo Selo Sertanejo o disco 78 RPM CH-10317, tendo no Lado A o arrasta-pé "Papai Me Disse" (Jacó - Jacozinho) e, no Lado B, a Moda de Viola "Castigo de Fazendeiro" (Sulino - Roque José de Almeida).
Com a mesma formação (Benedito Jacob e Amado Jacob), a dupla gravou em 1964 o segundo disco, o 78 RPM CH-10422, também pelo Selo Sertanejo, tendo no Lado A a Moda de Viola "Nora Perversa" (Sulino - Moacyr dos Santos) e, no Lado B, o Rasqueado "Saudade Também Tem Hora" (Sulino - Moacyr dos Santos).

Em 1964, a dupla, já formada por Antônio Jacob e Amado Jacob, gravou o primeiro LP (foto à direita). E, com essa formação, a dupla continuou gravando ininterruptamente até 1980, sempre na Continental (hoje Warner), gravadora na qual foi a dupla que mais vendeu discos na década de 1970, ao lado de Tião Carreiro e Pardinho. De acordo com Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, a dupla "Jacó e Jacozinho" gravou mais de 40 discos, tendo sido 28 de "Jacó e Jacozinho", 2 de "Amado e Antônio", além de 7 CD's da Dupla mais recente "Jacó e Jacozito".



Antonio Jacob,Marina Terezan (esposa) e as filhas Maria Regina e Aparecida.
A dupla, em sua formação original, fez bastante sucesso principalmente na década de 1960, notabilizando-se com uma vocalização não tradicional, com dissonância e mudanças de tonalidade. E, na mesma época, a dupla atuava na Rádio Nacional de São Paulo, onde eram cartazes num programa que ia ao ar todas as Sextas-Feiras às 20:00. A foto acima e à esquerda foi gentilmente enviada pelo Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro de Curitiba-PR (ver abaixo nas Referências Bibliográficas).

Gravaram músicas de diversos compositores, dentre os quais Lourival dos Santos, Moacyr dos Santos, Sulino, Carreirinho, e também músicas de autoria deles próprios. Calcula-se que aproximadamente 3/4 do repertório da dupla era formado por composições de Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos.

Um fato curioso aconteceu em 1974 quando Jacó e Jacozinho resolveram gravar a música humorística "Pepino" (Jacó - Jacozinho) ("Eu não quero mais pepino / nem do grosso nem do fino..."). Como não queriam "confundí-la com o tradicional repertório Caipira Raiz", eles "criaram outra dupla", apenas para cantar as músicas engraçadas: a dupla "Amado e Antônio", integrada pelos mesmíssimos Jacó e Jacozinho, que usaram os próprios nomes de batismo, dupla essa que chegou a gravar dois LP's.


Ensaio fotográfico para divulgação da música "O Pepino", música que consagrou a dupla "Amado e Antonio" na decada de 70! Essas fotos foram feitas na chacara do meu tio Amado , que ! pertencia a cidade de Candido Mota.....cidade muito querida por eles! 
(Aparecida Maria Jacob Machado)
Lamentavelmente, existem até hoje algumas pessoas que se aproveitam do nome da dupla "Amado e Antonio", fazendo shows e enganado os fãs. Há muita confusão em relação a essa dupla, que na verdade não existe mais.

Tendo gravado mais de duzentas músicas, a dupla "Jacó e Jacozinho" foi também a que mais influenciou a dupla "Chitãozinho e Xororó", cujos integrantes eram seus fãs e ouviam seus sucessos no rádio da serraria em Astorga-PR, onde viveram a infância.

Em 1980, o Antonio Jacob gravou um disco com o Pedro Jacob, que ocupou o lugar do Jacozinho, já que Amado se encontrava gripado e não podia fazer o Disco.


Antonio Jacob e sua esposa Marina Terezan com seu filho caçula José Antonio Jacob, no ano de 1971.
Em 1981, Antonio Jacob (o Jacó da formação principal da dupla) faleceu vítima de problemas cardíacos. É errada a informação de que Antônio teria falecido vítima de traumatismo craniano, após uma queda na qual bateu a cabeça, como tem sido informado erroneamente em algumas biografias.

Observação:"Muito legal o blog de vocês. Obrigado pelo carinho com a dupla e nossa família.
Só uma correção, quando cita o motivo da morte de meu avô Antonio, ele realmente faleceu devido ao traumatismo craniano e não de problemas cardíacos, acredito que tenha passado despercebido. 
Ficou muito bom a biografia com as fotos. 
Obrigado pelo carinho, de coração!" - thaisyjacobm

Década de 70.
Tião Carreiro, Bambico e Jacó.
Diversas emissoras de Rádio e TV divulgaram diversos boatos infundados, sobre Jacó e Jacozinho, informando inclusive que um dos irmãos teria sido culpado pelo falecimento de Antonio Jacob. A família inclusive se viu obrigada a mover alguns processos jucidiciais contra essas emissoras.

Também de acordo com informações de Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, entre 1977 e 1982, faleceram cinco irmãos, além dos respectivos pais, Gabriel e Maria Joana, período no qual a dupla praticamente não teve atividade.


Antônio Jacob e Pedro Jacob

E em 1982, o Amado Jacob gravou um último disco com o Pedro Jacob para cumprir o contrato na gravadora onde destaca-se a música “Sete Irmãos” um pequeno resumo da vida da dupla e sua família. Dessa vez foi Pedro Jacob que ocupou na dupla o lugar do Jacó, já que Amado Jacob era o Jacozinho. Esse disco, de acordo com Pedro Rafael Jacob, foi uma tentativa de volta da dupla aos palcos; no entanto a saúde de Amado não permitiu que ele continuasse a carreira artística e a dupla praticamente "se calou", fazendo apenas alguns shows em locais perto de casa onde residiam.

Pedro Jacob, Amado Jacob e Antônio Jacob
E Amado Jacob, o Jacozinho, também gravou 2 CD's, nos quais manteve o nome da dupla "Jacó e Jacozinho". 


Amado Jacob e Pedro Jacob

Ainda de acordo com Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, Amado Jacob "gravou 2 discos sozinho, colocando as duas vozes, somente para matar a saudade dos estúdios e poder registrar suas ultimas composições, pois ele sofria de Doença de Chagas, causa essa que o levou a um infarto quando ele veio a falecer. Ele nunca teve diabetes; ninguém da família do meu pai tem essa doença (...) Foi essa mesma doença que levou Amado Jacob (Jacózinho) a deixar a vida artística em 1972: com sua saúde frágil ele decidiu cuidar somente da parte de repertório e composição; ele ainda saiu nas capas dos discos até 1979, porque o contrato com a gravadora Continental exigia. Assim meu pai, Pedro Jacob, passou a se chamar Jacózinho, inclusive distribuindo sua renda em shows com meu tio Amado. Dai a 'inverdade' de dizer que 'eles não se davam'... Isso é mentira, nunca existiu esse atrito entre eles..."


Pedro Jacob e seu filho Pedro Rafael Jacob

E apareceu um novo talento: Pedro Rafael Jacob que, quando contava 17 anos começou a cantar com seu pai, o Pedro Jacob. Pouco tempo depois, nascia, na década de 1990, a nova Dupla "Jacó e Jacozito", já mencionada nesse resumo biográfico. Pai e filho seguiram em frente, valorizando a Música Caipira Raiz, fazendo sucesso em sua nova carreira, levando seu repertório a todos os cantos do Brasil em shows que também reviveram antigos sucessos da dupla Jacó e Jacozinho.

Conforme já mencionei acima, a dupla "Jacó e Jacozinho" retornou à cena no ano de 1995, quando Pedro Jacob formou a dupla com seu filho, dupla essa que passou a se chamar "Jacó e Jacozito". O primeiro CD foi lançado em 1996, intitulado "Grandes Sucessos da Família Jacó". Veio depois o segundo que é o "Pai e Filho". Seguiram mais 5 CD's, que totalizam 7 CD's da dupla "Jacó e Jacozito": "Contos e Músicas de Milagres", "Acústico Jacó e Jacózito para Jacó e Jacózinho", "Bailão do Jacó e Jacózito", "Mete a Botina" e o mais recente que é o disco da "Tropeada do Globo Rural" chamado "Modas de Mulas Famosas". Esse CD inclusive também homenageia Pedro Jacob que era "muladeiro" por "hobby".
A Dupla "Jacó e Jacozito" se mantive "na estrada" por 13 anos fazendo shows e trabalhando, provando que "enquanto houver um Jacó, nossa tradição nunca vai morrer", de acordo com as palavras de Pedro Rafael Jacó, o Jacozito.

O irmão de Jacozito, por outro lado, tem o nome do avô, Gabriel Jacob e, em 2007, ele foi considerado como o Melhor Produtor de Disco Sertanejo do ano, tendo gravado CD's de todos os maiores nomes da chamada Música Sertaneja Moderna (entre eles Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo, César e Paulinho, Di Paulo e Paulino, Pedro e Thiago, Rio Negro e Solimões, etc.).

E, há três anos Gabriel Jacob vem atuando como Contra-Baxista da "Banda Domingão" no programa "Domingão do Faustão".

Pai e Filho mantiveram as tradições e carregaram a Música Sertaneja Raiz como profissão, Herança deixada pelo avô Gabriel Jacob e retransmitida por Pedro Jacob e Pedro Rafael Jacob, respectivamente, "Jacó e Jacozito"!

Pedro Jacob, no entanto, quando contava 60 anos de idade, vinha sofrendo com problemas cardíacos e amanheceu morto, na manhã de 19/03/2009, em sua residência em Osasco-SP. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Bela Vista, em Osasco-SP, deixando um enorme vazio na História da Música Caipira Raiz.
Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias do Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira e também do Sítio do Caipira da EPTV.

Quero agradecer também às preciosíssimas colaborações que foram enviadas pelos radialistas Dirceu Moretto (que apresenta o programa "Viola e Saudade" na Rádio Canal 8 FM - 104.9 MHz de Mariópolis-PR, todas as Sextas-Feiras das 20:00 às 24:00) e Maikel Monteiro que apresenta o programa Brasil Caboclo que vai ao ar aos Domingos às 07:00 da manhã pela Rádio Paraná Educativa de Curitiba-PR (AM 630 kHz - também pode ser ouvida pela Internet), e que conhece a fundo a trajetória da dupla Jacó e Jacozinho e me forneceu informações importantíssimas, além de esclarecimento de dúvidas que ocorreram durante a elaboração desse resumo biográfico!

Quero também agradecer pelas preciosíssimas informações que foram enviadas por Pedro Rafael Jacob, o Jacozito que integra a atual dupla "Jacó e Jacozito", juntamente com seu pai, Pedro Jacob, conforme já foi mencionado. Jacozito me enviou informações importantíssimas e esclarecedoras que foram de fundamental importância para esse resumo biográfico! Muito obrigado, Jacozito!!

Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração desse site teria sido impossível.

Desabafo de Aparecida Maria Jacob Machado, filha de Antônio Jacob (Jacó) através de sua filha e neta de Jacó, Thaisy Jacob.

Thaisy Jacob é Médica Veterinária na empresa PET Company PET SHOP, estuda Acupuntura Veterinária em Instituto Bioethicus, estudou na UENP - Universidade Estadual do Norte do Paraná e Colégio Palmital Objetivo, mora  em Bandeirantes, Paraná, Brasil. De Palmital (São Paulo)



“Venho hoje postar um vídeo sobre um assunto um tanto quanto polêmico, o qual eu já encontrei mil versões publicadas por aí, que é a morte do meu avô Antonio (Jacó). (ASSISTAM AO VÍDEO)!!!!
Eu não conheci o meu avô, portanto eu não era nascida na época, mas o que eu sei vem de fontes seguras através da minha família a qual estava presente no momento.
Há quem conte que meu avô faleceu de problemas cardíacos e há também quem diga que meu tio Pedro Jacob tenha matado o meu avô, essa é uma informação muito distorcida do que realmente aconteceu.
Foram muitas as histórias que eu já ouvi, portanto gostaria muito de esclarecer esse fato, já que existem tantas versões sobre isso.
Durante uma briga entre meu avô Antonio Jacob e Pedro Jacob, meu avô caiu e teve traumatismo craniano, vindo a morrer logo em seguida.
O tio Pedro NÃO matou o meu avô, foi um infeliz, muito infeliz acidente.
Sobre o motivo da briga, realmente eu não sei ao certo, brigas infelizmente acontecem e fatalidades também.
Foi uma tragédia horrível que colocou um fim não só em uma carreira de sucesso e grande cantor, mas principalmente nos levou uma pessoa extremamente bondosa,um pai, um marido, e um avô que ele nem teve o prazer de ser e nem eu, meu irmão e meus primos de conhecer.
Infelizmente não temos todas as respostas do porque disso tudo,mas acredito que Deus está no controle e existe uma razão e um propósito pra tudo que acontece na terra.
Fiz esse vídeo a mando de minha mãe Aparecida (filha mais velha de Jacó), para esclarecer esse fato. No final do vídeo sei que aparenta uma certa revolta quando nos referimos á um primo nosso e sua dupla como sendo "o resto", peço desculpas caso alguém ache isso muito ofensivo, porém na época ficamos muitos chateados com muitas coisas que essas pessoas falaram sobre nossa família. Essa foi uma forma de nos defender, não desejamos mal algum para ninguém.

Grande Abraço!”


Violeiro Marcos Zam


Marcos Zam em lançamento de seu novo DVD

Marcos Zam,Nascido em Santo André – SP, o pai mineiro de Bom Sucesso - MG e a mãe de Pinhal, interior de São Paulo. Herdou forte influencia da cultura, música raiz e da roça através do pai e do avô materno, com quem aprendeu os primeiros acordes ao violão.Autor de mais de 450 composições, os temas das suas músicas são: o cerrado, os rios, a natureza, o matuto e a lida da terra, o folclore e a cultura popular, a fé, os mitos e o amor do caboclo.

Gravou em 2008 o CD Paraopeba através da lei municipal de incentivo à cultura - FUNARBE - Betim – MG.Participou em 2008 do Festival Viola de Todos os Cantos, promovido pela EPTV / GLOBO, com a música “Minha Viola” e na edição de 2012 do festival com a música “Peão Boiadeiro”.Em 2011 levou às regionais em Betim, sete apresentações que foram registradas em DVD para divulgação, através do Projeto Paraopeba ao Vivo, aprovado pela lei de incentivo à cultura.

Aprovou em 2013 o Projeto Encantos da Viola através da Lei de Incentivo à Cultura de Betim. Estando atualmente em curso a sua execução com apresentações nas regionais de Betim, com um roteiro composto de músicas autorais inéditas e clássicos das musicas regional e raiz.

João Hilário

João Hilário em apresentação do ASSUNTA VIOLA em 2011 no Bar Tradicional em Betim MG.
João Hilário da Matta, nasceu em Betim MG, em 14 de janeiro de 1950, tem um casal de filho, casado com a professora Sônia. Filho de Domingos Rodrigues Aniceto e Stela Ferreira Rodrigues.
Formou várias como: João Hilário e Marcelito, João Hilário e Jony Rey, João Hilário e Cajamar, João Hilário e Reny, onde cantou em várias rádios e TVs como: Rádio inconfidência, TV Betim, TV Uberaba canal 11, Rádio Liberdade de Betim e tantas outras.
Pegou a estrada pelo Brasil tocando no Espírito Santo, Bahia, Brasília, São Paulo, Goiás e muitas cidades de nossos rincão brasileiro.
Já foi apresentado por radialistas importantes na história do rádio como Múcio Bolivar, tocou em mesmos palcos com Sérgio Reis, Tonico e Tinoco e vários outros artistas de renome.
João Hilário é presidente na segunda gestão da ASSOCIAÇÃO DOS VIOLEIROS DE MINAS GERAIS – ASSUNTA com sede em Betim MG onde desempenha uma parceria com a Fundação Artístico Cultural de Betim –FUNARBE comandando o Projeto Quintais – Encontro de Violeiros.
Lançou um CD na década de 90 “João Hilário e Jony Rey” onde tem composições próprias e parcerias com grandes nomes como Jackelane da dupla “Jackelane e Manda Brasa”.
Atualmente prepara novos projetos e está à frente da ASSUNTA na qual espera terminar sua gestão com êxito atingindo o máximo possível de músicos e militantes do universo da música caipira.

Gabriel Bicudinho



Gabrielzinho no Projeto Quintais - Encontro de Violeiros.

Nasceu em Betim, tem 11 anos de idade,  filho de Elizabete Pinheiro da Silva e Alex Magno de Souza, toca um violão folk e canta muito bem.

Tem o apelido de Bicudinho por causa do avô Piriá, toca berrante. Diz que aprendeu no Projeto Quintais – Encontro de Violeiros onde se mantêm ativo e é associado da ASSUNTA – Associação dos Violeiros de Minas Gerais. Cada dia que passa tem uma melhor performance em suas apresentações no projeto. Além de ser incentivado pela mãe, também tem o incentivo de seu tio Hélio Pinheiro da Silva, o avô e da irmã Talita.


Já participou as oficinas de viola da ASSUNTA em parceria com a FUNARTE.



Deck Carmona



Nasceu em 4 de novembro de 1955, cantor,compositor e escritor. Um artista que coloca sua idéias nas páginas de um livro, nunca morrerá completamente.
Deck Carmona nasceu na cidade de Itaobim, de onde veio, lá pelas bandas do Vale do Jequitinhonha, veio para Betim cantar e escrever tão bem suas raízes. Integrante da Academia Betinense de Letras, buscou nela, os ávidos conhecimentos que são de fácil compreensão nas reuniões quinzenais da casa literária. 

Seu patrono literário era o poeta e compositor Vinícius de Moraes. Lançou os livros Olhos de humanos, A ponta do telhado, Jequitinhondas, Antologia poética, Advertência, Quinze contos, Edição especial e outros, além de vários CDs. ( sendo mais dois livros que ainda não foram lançados LERIO ORLOFF e Eureka )
Deck Carmona nos deixou uma obra extensa, sua voz ainda estará presente em nossas vidas. Seus livros, suas palavras, estarão ainda presentes para nosso deleite. Tudo que fez se imortalizou e servirá de acalento para nossos corações. Quando a saudade apertar, leiam suas prosas e poesias, ou se preferir, ligue o som, e deixem a voz de Deck Carmona fluir... Na certeza que será apenas um disfarce para amainar a saudade, pois sua presença não poderá ser substituída jamais.

Ingressou-se na ABEL-Academia Betinense de Letras, tomando posse com membro da Escola Literária Carlos Drumonde de Andrade. Ocupou a cadeira literária de número sete desempenhou também o cargo de Coordenador de Atividades Artístico por ocasião do terceiro aniversario da Casa da Cultura Josephina Bento. Foi homenageado com o prêmio Paulo Ursine Krettli de Literatura no ano de 1999, sendo também condecorado no ano de 2005 pela Câmara Municipal de Betim com o título de Cidadão Honorário.

Como Músico compositor, lançou o CD Jequitinhondas, resgatando a música regional de raiz que levou a representar o pais no VI Encontro Latino- Americano de Músicos Regionais na Província de Corrientes-Argentina. Entre outros trabalhos...

www.facebook.com/pages/Deck-Carmona


Há exatamente 22 anos o apresentador do programa da Band, Bolinha, Deck Carmona, Orlando, Carla Lopes, Valdemar Frederico na final do concurso Projeto Bateia promovido pela Casa da Cultura de Betim.

Exposição de livros e CDs. "VIRA CULTURA BETIM" (Tudo numa coisa só) em 17/05/2015 onde várias classes artísticas da cidade se reuniram. Vários livros de Deck Carmona foram expostos.

Marciano Alves

Marciano no tempo da brilhantina com 18 anos em 1973
Marciano Alves Teixeira, nasceu no dia 07 de dezembro de 1955, em Araúna, em Guapé MG, cidade do sul de Minas Gerais.
Começou aprendendo violão aos 7 anos de idade. Um violão que seu pai tinha de cravelhas de madeira da marca Tranquillo Giannini S/A. Pegava vitrolas emprestadas e através dos discos vinis afinava o violão.


Marciano e sua viola de 10 cordas.
Em 1958, ouvia o Zé Russo pela Rádio Excelsior de São Paulo e no ano seguinte o acompanhou pela Rádio Nacional de São Paulo onde mais tarde também teria Edgard Souza.
Assistiu a José Russo durante nove anos que apresentou o Programa "Linha Sertaneja Classe A" pela Rádio Record ao lado do comunicador Zé Béttio, com liderança absoluta em audiência no horário.
José Russo, apresentador da Linha Sertaneja Classe A.

Sempre assistia todos os programas sertanejos da Rádio Record como, Zé Béttio, Osvaldo Béttio, Barros de Alencar. Edgar de Souza da Rádio Nacional de São Paulo.
José Béttio

José Béttio em ação.


José Béttio atualmente.
Se interessou por música quando ouvia Filhos de Goiás, Zé da Silva e Silveri, Trio Parada Dura (Creone, Barrerito e Mangabinha), Silveira e Silveirinha, Silveira e Barrinha, Canário e Passarinho, Léo Canhoto e Robertinho, Barnabé, Saracura, Tonico e Tinoco, Lourenço e Lourival, Liu e Léu, Zico e Zeca, Zilo e Zalo que conheceu através da Linha Sertaneja Classe A de José Russo.

Osvaldo Bettio que faleceu em 29 de junho de 2015 aos 84 anos de idade, nasceu em 20 de novembro de 1930 e estreou na Record em 20 de novembro de 1974.
Programa de Osvaldo Bettio em 1983
Depois que aprendeu tocar violão, fez parceria com Nivaldo, Jorge Rezende, Ismael, João Vitor, Eurípedes e Eurides, Itamar, Ninico, Lázaro Mariano, Toizinho do Varistinho e seu irmão José Agostinho. Encontravam no bar “Gato Preto”, “Hotel Caiçara”, “Barzinho do Aleijadinho” na Praça Padre Alberico em Piumhi por volta do ano 1962 até 1977.

Marciano chegou a mandar composições endereçadas à Linha Sertaneja Classe A para Léo Canhoto e Robertinho. Ficava torcendo que gravassem uma de suas músicas. Hoje tem várias composições e algumas já gravadas. Já recebe direitos autorais pela execução de "Natureza em Desabafo" que fez em parceria com seu irmão Lázaro Mariano.

De tanto ver os solos de Barrinha quando fazia dupla com Silveira, Marciano aprendeu os solos e hoje é um virtuoso solista de violão caipira.
Marciano e Amador, acompanhados de Jorge Rezende

Pela Rádio Inconfidência ouvia muito o Programa de “Delmário é o Espetáculo” e A Hora do Fazendeiro. O programa "A Hora do Fazendeiro" iniciou no mesmo dia da fundação da Rádio Inconfidência, exatamente no dia 07 de setembro de 1936.

Naquela época a atração era produzida e apresentada por João Anatólio Lima, e também era programa de auditório, Marciano conta que tinha muita vontade de estar lá. Lembra que era a única rádio de Minas Gerais que pegava em Piumhi. Lembra de  Tina Gonçalvez que começou na rádio em 1970 à convite de Delmário, do programa "Delmário é o Espetáculo", considerado o Mazaroppi do rádio brasileiro com quem inclusive a apresentadora  dividiu o microfone.

Foi neste programa do Delmário que Marciano repetia: “Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Hoje tem Goiabada? Tem sim senhor! O palhaço que o que é? É ladrão de mulher!” “O circo nasceu pro mundo, o mundo nasceu palhaço é um barracão de lona erguido em cabos de aço”.

Foi na Inconfidência que Marciano aprendeu a levada de viola de Moreno e Moreninho.
Tina Gonçalvez apresentadora do Programa Hora do Fazendeiro na Rádio Inconfidência.

Marciano ainda lembra da Jovem Guarda que também o influenciou. Foi um programa de televisão que surgiu em meados da década de 1960, que mesclava música, comportamento e moda. Em  agosto de 1965, a partir de um programa televisivo exibido pela TV Record, em São Paulo, apresentado pelo cantor e compositor Roberto Carlos, conjuntamente com o também cantor e compositor Erasmo Carlos e da cantora Wanderléa, a Jovem Guarda deu origem a toda uma nova linguagem musical e comportamental no Brasil. Marciano passava sua brilhantina e ia para os bailes tocar seu violão e cantar novas modas que tinha aprendido pelo rádio. Ainda hoje reclama de não ter mais os “Bailes de Barraca”.

Léo Canhoto e Robertinho considerados os “rippes” da música sertaneja, ou se preferirem a dupla de “cabelos longos”, slogan criado pela dupla no fim dos anos 60, mais precisamente em 1969 foi forte influência para Marciano quando cantava com Ismael, seu amigo de cabelos longos à moda Beatles.

Da época do Iê-iê-iê usado como denominação do rock'n'roll brasileiro da década de 1960 que o aspirante à artista sonhava vendo a televisão em preto e branco de seus vizinhos. Esperava até mais tarde para também assistir uns programas sertanejos que passavam.

Aos domingos não saia da venda do Zico do Bairro Pindaíbas para ver o Programa de Geraldo Meireles, o “Canta Viola”. Quando terminava o Programa era a vez de Marciano juntar-se aos parceiros e formar aquela roda de viola.
Em 1973 comprou sua primeira vitrola vermelha com o 1º LP de João Mineiro e Marciano onde aprendeu novos ritmos e ideias que surgiam na música sertaneja. Ouviu tanto guitarra havaiana que inventou uma maneira de tocar violão com “Pente Flamengo”. Para dar aquela sonoridade tinha que ser aquele pente que muito usado na época juntamente com um espelho oval que carregava no bolso.

Continuou acompanhando seus ídolos a partir de 1984 quando Zé Russo transferiu-se para a Rádio Capital, onde apresentou o programa "Linha de Frente", que também foi campeão de audiência.

Lembra muito do que aprendeu com Fiico de Maria Ferraz quando faziam as rodas de viola com seu Pai Evaristo no terreiro de chão batido. Os bailes de barraca no Neném do Morro, na Caeira, no Catute, no Zé Alzira, na Aurora, na Maria do Filhote, no Pereirinha, Antônio Baiano, Joaquim Maciel. O melhor parceiro de bailes foi Jorge Rezende (Jorge da Viola).


Marciano e Jorge Rezende virtuoses no violão e viola caipira.

Tocou em cidades como São Roque de Minas, Pratápolis MG , Itáu de Minas, Campos altos, Lagoa da Prata MG , Capitólio MG e suas regiões como Grotão, nas currutelas de Piumhi como Coito, Espalinha, Barreiro, Mata das Capoeiras, Mata da Lagoa, Lagoa dos Martins, São Leão e tantas outras.
Ganhou 2º lugar com o parceiro Joaquim Catute no Festival Bola e Viola em 1969. Participou destes festivais até 1975 que eram coordenados por Antônio da Arminda, Tonho Branco (assassinado de forma cruel em 2015 em seu sítio em Piumhi).

Casou-se com Teresinha Lecilda Teixeira em 1977 e teve 3 filhas. Hoje tem 4 netos.

Ganhou o 4º lugar do Festival de Viola Caturico na parceria de seu irmão Lázaro em 1994 com a coordenação do locutor, radialista e cantor, Raul Fontes que é um apoiador e gestor cultural em Piumhi.
Amigos do Forró em apresentação na Casa da Cultura de Piumhi MG
Os Amigos do Forró surgiu quando tocavam num baile em Capitólio já nos anos 2000, no Galpão da Sociedade São Vicente de Paulo, nome sugerido por José Agostinho. Na época eram José de Souza, José Rodrigues, Marciano e José Agostinho. Hoje José Agostinho, Roque, Amador e Marciano e às vezes Jasminor complementa o grupo.

Jorge da Viola (Jorge Rezende)


Parte do encarte do 1º CD de Jorge da Viola
Jorge da Viola nasceu em Piumhi-MG, em 06 de agosto de 1950 numa fazenda chamada “COITO” e é morador do Bairro São Caetano em Betim.
Começou tocando sanfona oito baixos aos 10 anos de idade; passou para cavaquinho aos 14 anos; aos 15 anos já tocava violão caipira e aos 24 anos estudou violão erudito no Instituto São Rafael, local onde estudou interno dos 10 aos 21 anos.

A viola caipira entrou na vida de Jorge da Viola por influência do grande violeiro Tião Carreiro, e nos últimos seis anos tem dedicado muito tempo ao estudo do instrumento, sempre apoiado pela sua esposa, professora Graça, que também é deficiente visual.

Jorge foi funcionário da FIAT de 1977 a 1987, como Operador de Produção, de onde saiu por motivo de saúde, doença de chagas.

Ele já mostrou o valor de sua performance como virtuose da viola caipira no Teatro Francisco Nunes, na Casa da Cultura de Contagem, na Casa da Cultura Josephina Bento, em Betim, no Teatro da Maçonaria, em Belo Horizonte, além de rodas de violas no interior de Minas.

Jorge foi o 2º Colocado nos Projetos da Lei de Incentivo à Cultura de Betim, com o CD Instrumental onde exibe sua performance de violeiro e divulga os costumes, defende as raízes tradicionais da música brasileira.

Jorge vive para a música e da música, pois é o provedor da família e tem muitas despesas com seu tratamento de saúde.

Com a produção do Violeiro Lázaro Mariano gravou o CD “Tirando Fita”, produto cultural resultante do Fundo Municipal de Cultura de Betim.

É associado na Associação dos Violeiros de Minas Gerais – ASSUNTA e também participa da roda de viola de Contagem.

Já fez shows em Barbacena MG, Piumhi MG, São Roque de Minas, já o circuito da Estrada Real e tantas outras cidades. Suas músicas são executada na Rádio Inconfidência, Rádio Piumhi FM, Rádio Alto São Francisco, Rádio AM de Pato Branco, etc.


José Agostinho


José Agostinho em Encontro de Gerações em 2011 em Piumhi com ASSUNTA

José Agostinho não aparece, mas está no tambor tocando com Delmon da dupla:
Delmir e Delmon ( do primeiro Trio Parada Dura) na chácara de Ademir ao fundo.

José Agostinho no mesmo dia da foto anterior.
José Agostinho nasceu em 04 de maio de 1953, filho de Aparecida Maria Alves e Evaristo Mariano Alves.

Conheceu os primeiros acordes através de seu pai que solava um violão em mi maior e ficava tentando imitá-lo. Parceiro do irmão Marciano Alves Teixeira tocou nos bailes de barraca nas regiões de Piumhi MG, São Roque de Minas, Bambui MG, e outras cidades do Centro Oeste mineiro. No sul de Minas conheceu Três Pontas, onde pode mostrar um pouco de sua cultura trazida dos pântanos piunhenses, formada a base da cantoria nas tiradas de tarefas.

Sempre gostou da viola em Rio Abaixo e conhece muitas modinhas de domínio público que tirava em sol maior.

José não é um exímio músico, mas sempre se interessou por percussão, ele mesmo fabrica seus tambores e pandeiros. São muito bem acabados. Não leva isso como profissão, mas de vez em quando vende alguns.

Agostinho tem um talento enorme para inventar as coisas, às vezes inventa as suas próprias ferramentas para fabricação dos instrumentos. Noutro dia cheguei em sua casa e estava com uma máquina pronta, dizia que era para cortar ferros: Um motor de tanquinho de lavar roupas anexo a um esmeril de outro lado. Até brinquedos de criança ele fabrica, já fez pequenos instrumentos de corda também.

É uma espécie de produtor do AMIGOS DO FORRÓ. Ele faz tudo, desde o transporte, até o som, os instrumentos, sem ele o grupo teria bastante dificuldade.


Delmir e Delmon e Trio Parada Dura


1º LP de Delmir e Delmon

Primeiro LP como Trio Parada Dura

2º LP como Trio Parada Dura


A dupla sertaneja Delmir & Delmon,A década de 70 foi, sem dúvida, um grande momento da música sertaneja. Justamente nesse período, deu-se o aparecimento de grandes nomes, como Delmir e Delmon, Em 1969, mudaram-se de Bambuí para BH para “tentar a vida”. Na Rádio Inconfidência. Em 1972, retornam a Bambuí para fazer a campanha do candidato a prefeito Altamiro Paulineli. Nasce aqui, efetivamente, a duplo DELMIR E DELMON. Em dezembro gravam o 1º disco - VIDA DE MINHA VIDA – lançado em abril de 1973 pela gravadora Chororó.


A carreira de Delmir e Delmon, apesar de nunca terem brigado, é marcada por separações, algumas rápidas e outras mais longas, como a de 10 anos, após 1976. Em 1987, a dupla se refaz e grava o disco MINHA VIDA EM SUA VIDA. Em 2006, lançam um CD independente com antigos sucessos em roupagem nova.

Para quem não conhece a história do Trio Parada Dura, este excelente trio teve seu início com a dupla Delmir & Delmon, juntamente com Mangabinha que, pouco antes do início do trio, era o sanfoneiro da dupla .
Devido à uma certa discriminação à música boêmia, este estilo não tinha muito espaço na mídia, era apresentado principalmente em circos, mas foi na zona boêmia, por não haver preconceitos, que o estilo se propagou. Foi também neste universo que se conheceram Delfim e Antônio, os conhecidos ''Delmir & Delmon''.

Nesta época, Delfim (Delmir) formava uma dupla amadora com Delmar, que por ser casado, não freqüentava a zona boêmia. Surge, dessa forma, o espaço para Antônio (Delmon), que na cidade, tocava sanfona para Delfim Delmar e, na zona, teve que aprender a cantar e fazer parceria com Delfim (Delmir). Em 1969, mudaram-se de Bambuí para Belo Horizonte e, na Rádio Inconfidência conheceram Rancho Fundo, que era o Curió da dupla Curió & Canarinho.

Nesta época, Canarinho tornou-se evangélico, deixando então de cantar e Delfin (Delmir) assumiu o seu lugar. Delmon entrou como acordeonista, formando então o Trio Taperinha (Delmir , Rancho Fundo Bambuí (Antônio)), permanecendo até 1972. Neste mesmo ano, Rancho Fundo saiu do Trio Taperinha e Delfim e Antônio retornam à Bambuí para fazer a campanha do candidato a prefeito Altamiro Paulineli. Nasce aí então, a dupla ''Delmir & Delmon''.

Em dezembro, ao custo de Cr$ 4.500,00 a serem pagos em 3 vezes, gravam seu primeiro disco "Delmir Delmon - Vida de minha vida", lançado em abril de 1973 pela gravadora Chororó. Mangabinha foi o acordeonista deste LP. Com a música "Parada Dura", o disco estourou e fez tanto sucesso que a terceira prestação não precisou ser paga. Cantavam então na rádio Nacional de SP, onde o apresentador do programa era Oscar Martins, dono da gravadora Chororó.
Mangabinha os acompanhava nos shows e programas. Com o sucesso de “Parada Dura”, essa expressão acabou se transformando em sinônimo do trio, passando a ser sua identificação. Por sugestão do próprio Oscar Martins, incorporaram o nome nos dois discos seguintes: Quero falar com alguém / Repertório de ouro, ambos lançados em 1974. Nasce aí então, o melhor trio sertanejo . . . o Trio Parada Dura.

Discografia 1ª Formação: Delmir, Delmon & Mangabinha - Trio Parada Dura:
Disco 1 - Quero falar com alguém (1974) 1. Quebra topete 2. Quero falar com alguém  3. Garota adorável 4. Não posso viver assim 5. Um amor vai, outro vem 6. Perdiz de mato grosso 7. Hoje só resta a saudade 8. Sou um desprezado 9. Mensageiro amigo 10. Meu amor está dormindo 11. Carícias de amor 12.
Lembranças de um boiadeiro 1ª Formação: Delmir, Delmon & Mangabinha Trio Parada Dura - Disco 2 - Repertório de ouro (1974) 1. Ouça minha canção 2. Não importa 3. A saudade vai no peito 4. Amor distante 5. Que saudade 6. Tchau amor 7. Homenagem à mato grosso 8. Covardia 9. Escuta minha canção 10. Língua comprida 11. Preciso te esquecer 12. Mesmo caminho.


Em 1975, por desacordo comercial/financeiro, o trio se desfez. Delmir e Delmon seguiram o caminho da dupla e Mangabinha ficou com o direito de uso do nome. 

SONHOS DA VIDA e TEUS OLHOS SÃO MINHA VIDA foram mais dois LPs lançados em 1975 e 1976, respectivamente.

A carreira de Delmir e Delmon, apesar de nunca terem brigado, é marcada por separações, algumas rápidas e outras mais longas, como a de 10 anos, após 1976. Nesse período Delmir gravou alguns discos solo. Já Delmon, além de discos instrumentais de sanfona, formou dupla com José Alves dos Reis (DELMÍRIO), gravando dois LPs pela Chororó.

Em 1987, a dupla se refaz e grava o disco MINHA VIDA EM SUA VIDA e uma nova separação acontece dessa vez, a mais longa de todas.

Até que, em 2002, reúnem-se novamente e gravam, pela Chororó, o seu primeiro CD: SEMPRE FUI EU.

Em 2006, lançam um CD independente com antigos sucessos em roupagem nova. Gravado em Viradouro/SP e reproduzido em Uberlândia/MG, com a presença do acordeonista Tostão, chamou-se: DELMIR, DELMON E TOSTÃO – ACÚSTICO – CHAMAMÉ.

Um outro CD independente foi gravado em 2006: A RESPOSTA DO GAVIÃO, nono trabalho da dupla. Recém-separados em 1º de maio de 2007, Delmir lança mais um CD solo, também independente.

Vários acontecimentos marcaram o ano de 2007. Mesmo ainda separados, foram convidados a realizarem um show na cidade de Patrocínio-MG, que se concretizou no segundo semestre. No final deste ano o acordeonista Tostão lançou um DVD próprio, com vários convidados, explorando sua especialidade, o ritmo Chamamé. Aqui, DELMIR E DELMON se reúnem novamente e marcam sua presença nesse DVD cantando duas lindas músicas dentre seus maiores sucessos.

Excetuando-se filmagens amadoras de apresentações em shows ou mesmo de algumas participações em programas televisivos, este foi o primeiro registro formal, em vídeo profissional, da performance da dupla e, por sinal, muito boa. Este acontecimento gerará frutos 1 ano depois.

2008 – Apenas DELMIR faz shows eventuais, acompanhado pelo amigo JASMINOR da cidade de Medeiros.

Porém em setembro, procurado por Leandro, genro de Delmon, algumas ponderações são feitas, na tentativa de retomada da dupla. Depois de alguns contatos, um acordo acontece e, em outubro, DELMIR E DELMON ressurgem com força total, muitos shows, novas idéias, dentre elas a gravação de um DVD.

Em 20 de abril de 2009, no “Cantinho do Céu”, situado no parque de exposições de Bambuí, acontece esta gravação, bastante concorrida pelos fãs e com a presença de pessoas famosas do meio sertanejo, com destaque especial para a participação de GINO E GENO. Uma linda festa a que fizeram jus DELMIR E DELMON, acompanhados pelo acordeonista JOSELITO, também de Bambuí, E BANDA.

Fonte: http://www.trioparadadura.com, site de Delmir & Delmon e vários outros leandropalmeira@windowslive.com, Wagner Lemos Alvim


Danilo Reis e Rafael


Tudo começou com uma amizade de infância. Foi assim que os jovens mineiros Danilo Reis e Rafael, nascidos em Betim-MG, se conheceram. Quando jovens, Rafael como goleiro, tentava brilhar nos gramados. Já Danilo Reis, cantava gospel em uma igreja da cidade. Rafael desistiu do futebol e chamou o parceiro para trilharem novos rumos juntos. Em 2011, os dois formaram uma dupla sertaneja. No mesmo ano, gravaram seu primeiro CD independente e começaram a fazer shows, lançando o hit de composição autoral "Conto de Fadas".

A irreverência de Danilo Reis e a voz grave de Rafael levaram a dupla, em 2014, a vencer o reality show The Voice Brasil, da Rede Globo. Na fase de audições às cegas, com a música "Sinônimos", a dupla fez com que Claudia Leitte, Lulu Santos, Daniel e Carlinhos Brown virassem suas cadeiras e permitissem que os sertanejos iniciassem sua trajetória no programa.

Desde então, a dupla se apresenta em eventos corporativos, festas particulares, casas de shows , festas de prefeituras, entre outros. Das apresentações mais marcantes, Danilo Reis e Rafael destacam o Betim Rural, em 2012, para um público de 30 mil pessoas, e o Reveillon da Paulista, no fim de 2014, para mais de 2 milhões de pessoas.

Hoje, Danilo Reis, de 23 anos, e Rafael, de 24 anos, colhem os frutos do sucesso pelos palcos do mundo. Os dois já estão preparando o segundo cd e surpresas para os seguidores e fãs de Danilo Reis e Rafael.

Fonte - http://palcomp3.com/daniloreiserafel/info.htm

Campeões do The Voice - 2015

A festa dos campeões: Danilo Reis e Rafael ganham carreata e carinho de fãs. Público lota ruas em Betim e festeja dupla do The Voice, no fim de semana. -  Gabriella Dias - Do Gshow, Rio


Aos campeões, a festa! Danilo Reis e Rafael, a dupla do Time Lulu Santos que é a nova voz do Brasil, voltaram para Minas Gerais nesse fim de semana e foram recebidos com todo o carinho por amigos, familiares e fãs que os esperavam no aeroporto de Confins, região metropolitana Belo Horizonte. De lá, seguiram para Betim, cidade onde moram e que também fica perto de BH, em uma carreata de quase 70 km de distância. “Foi uma surpresa enorme. Deu uma emoção muito grande na gente!”, afirma Danilo.

Agora, a vida de Danilo Reis e Rafael é só alegria, mas no The Voice Brasil a história deles não foi nada fácil, com momentos de emoção e angústia. Eles entraram no reality como integrantes do Time Daniel, mas foram salvos por Lulu Santos com o 'Peguei', na fase das Batalhas. De etapa em etapa, chegaram à Final e se consagraram campeões desta edição.

Para comemorar a vitória, Danilo e Rafael passearam pelas ruas de Betim em um carro do Corpo de Bombeiros. Na praça Milton Campos, no centro da cidade, eles subiram em um trio elétrico para agradecer o carinho recebido durante a trajetória no The Voice. “A gente dedica o prêmio para todos os nossos fãs, que sempre nos apoiaram. Voltar para Betim depois da vitória é surreal. Saímos sem expectativa nenhuma e ganhamos o The Voice”, vibra Rafael.

Em meio à alegria da celebração, não faltou música para quem acompanhou a dupla durante a carreata: eles soltaram a voz e animaram ainda mais o dia dos fãs. “Cantamos músicas que mostramos no programa. Foi uma apresentação. Também tiramos fotos com todo mundo”, explica Danilo.


“Isso tudo é maravilhoso. É tudo o que a gente queria”, complementa Danilo. Já Rafael explica: “Não tem palavra para descrever o que estamos sentindo. É muito bom!”.

Mestre Dorino

Mestre Dorino em apresentação no Terra de Minas na Rede Globo.
Odorino Avelino Siqueira, o Mestre Dorino tem uma longa trajetória nas Minas Gerais, mestre de folia de reis, fazendo, inclusive, a requinta. Além das violas, ainda é puxador. Participa do Projeto QUINTAIS - ENCONTRO DE VIOLEIROS na Casa da Cultura de Betim. Aprendeu a tocar viola na infância com os ensinamentos dos caipiras mais velhos. Já ministrou oficina de Folias de Reis  por ocasião da Festa de São Sebastião organizada pelo Mestre Gonçalo no Bairro Cachoeira, em Junho de 2011. Betim MG.

Homenageado nas festas de congado por artistas plásticos da Casa da Cultura Josephina Bento com arte em papel marchê, seu pai também era folião.

Em entrevista à Rede Globo para o Programa Terra de Minas disse: 

“- O véio num deixava as criança ouvir a conversa dos velhos. Quando ês tava conversano tinha um banco, intão ês sentava conversava ali e a gente não pudia fica perto, mas toda vida eu tive a devoção de aprendê ali o qui ês tava ensinano, o que ês tava conversano, qui eu tava com essa idade, eu tava cuns 10 ano, aí ês conversano lá, fazendo as oração, as suas explicação de viola, de folia de reis, e tinha um buraco na parece, então do buraco eu oiava e iscutava ês falano, então meu pai me viu e falô: - Ó meu fio num fica aí ouvino a conversa dos mais veio, aí eu saí pra fora e falei aí pai senhor pode até me batê, mas se eu não aprendê com o senhor com quem eu vô aprendê. Aí meu pai se afasto prum lado, o sô Joaquim Massipiano pra outro lado e me pois no meio e falô agora toda vez que nóis chega aqui, cê vai chega junto cu nóis pra aprendê. Eu num sei até fazê o que ele fazia, ele pegava corda por corda na viola. Ele falava das cordas da viola: -  Prima, priminha, toeira, bordão e bordanete. Então era falado estas cordas que ele tocava.Ele fazia as oração, muita pessoas chegava com dor de dente, zipele, chamava ele, ele levava violinha e fazia as oração, manda mais a fê né então quem tem a fé sarava.”

Vitor Henrique Ferreira ( Vitinho da viola)

Victor Henrique Ferreira em foto divulgação do prêmio recebido pela globo.
O violeiro mirim, que ganhou um cavaquinho do pai, que também é violeiro, aos sete anos e começou a tocar viola aos oito, já dá os primeiros passos de uma carreira promissora. Às quintas-feiras ele participa do Projeto Quintais – Encontro de Violeiros da ASSUNTA – Associação dos Violeiros de Minas Gerais, que acontece no Parque de Exposições de Betim, além de acompanhar uma banda da cidade em festas e rodeios. Essa parceria já rendeu a ele a oportunidade de se apresentar durante a Festa do Peão de Barretos, em São Paulo.

“Ficamos três dias lá. Nos apresentamos no palco ‘Pau do Fuxico’ (espaço tradicional para a música de raiz). Foi uma experiência maravilhosa e creio que é o início de uma longa caminhada”, ressaltou.

Um adolescente de 15 anos, morador do bairro Bom Retiro, em Betim, é um dos três finalistas do “Concurso de Viola”, promovido pelo programa Terra de Minas, da TV Globo. Vítor Henrique Ferreira foi selecionado entre 815 inscritos de toda Minas Gerais.

Os concorrentes enviaram vídeos de uma performance com o instrumento para o site da emissora e passaram por uma seleção feita pela produção do programa. Dentre estes, 10 foram escolhidos para serem avaliados por um júri técnico, formado por Flávio Barbeitas, vice-diretor da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Geraldo Almeida, integrante da Orquestra Mineira de Violas; o músico Tadeu Franco e Elias Cacharrel,
editor de imagens da atração.

Vítor conta que a paixão pela viola caipira nasceu por causa da influência da família:

- “Desde que eu me entendo por gente, meu pai e meus tios fazem roda de viola. Eu cresci nesse meio e a música de raiz sempre fez parte da minha vida.” O jovem, que diz não se interessar muito por vídeo game e computadores de última geração, pretende se graduar em música e seguir carreira. “Já cheguei a viajar para o estado do Mato Grosso do Sul só para aprender um solo, pois não encontrei um professor que me ensinasse por aqui. Quero ser músico profissional, fazer faculdade de música e tudo”.

Dudinha da Viola

Duda se apresentando na TV RECORD.
Duda é o apelido de Eduarda, violeirinha de Betim. Quando tinha 9 anos de idade ganhou da madrinha um violão cor de rosa que logo virou seu brinquedo favorito. Aos 10 seu pai lhe apresentou a viola através do computador e lhe prometeu uma de presente que chegaria dois dias após, o que deixaria Duda muito emocionada. 

Duda participou da 1ª Oficina de Violas coordenada pela ASSUNTA -  Associação dos Violeiros de Minas Gerais ministrada pelo também violeiro Zé Antônio da Viola através da Funarte com o projeto aprovado no EDITAL MAIS CULTURA -Microprojetos do Vale do São Francisco.

Ainda continua as aulas com o professor Zé Antônio, participa de audições a convite do professor em várias regiões de Betim, já tocou em aniversários e cita o de sua avó que mais lhe provocou emoção.

Participou do Programa Balanço Geral da TV Record juntamente com o Professor Zé Antônio. Confira o link abaixo.

http://noticias.r7.com/minas-gerais/balanco-geral-mg/videos/menina-de-12-anos-esbanja-talento-e-arrasa-na-viola-27052015

Duda da Viola

Duda da Viola em apresentação com seu primo Vitor Henrique.
Filha de violeiro, o Romeu da viola, duda não nega suas origens. Desde de cedo cresceu em meio a música através de seu pai, seus tios e influenciando seu irmãozinho mais novo. 

É integrande da ASSUNTA - Associação dos Violeiros de Minas Gerais e já participou da "Oficina de Viola - Projeto do Edital Mais Cultura da FUNARTE- Microprojetos do Vale do São Francisco. A ASSUNTA foi agraciada entre os projetos classificados.

Participa também do Projeto QUINTAIS - Encontro de Violeiros desde muito novinha sempre na companhia de seus pais e familiares.

Participa do Grupo de Violeiros do Vale do Paraopeba juntamente com seu pai. Já participou de muitas apresentações com seu primo Vitor Henrique Ferreira e sempre está presente nos encontros de violeiros. Seu pai é uma forte influência.


Íris Lúcia e Lobato

Íris Lúcia e José Lobato se apresentam no Projeto QUINTAIS.
Íris Lúcia considerada a madrinha dos violeiros, título adquirido através do Projeto Quintais quando de uma homenagem aos violeiros em 2009 na Casa da Cultura Josephina Bento em nossa primeiras versões do Projeto Quintais - Encontro de Violeiros. Lobato nosso maior apoiador e um violeiro que se fez em muito pouco tempo já tocando suas toadaS e encantando o público do projeto. Atualmente é integrante da diretoria da ASSUNTA - Associação dos Violeiros de Minas Gerais.

Além de se apresentarem nos projetos da ASSUNTA e qualquer evento que tenha viola caipira fabricam as camisetas da ASSOCIAÇÃO, uma iniciativa gratificante que divulga a marca da divulgação da viola caipira para além de Minas Gerais.

Veja abaixo o que esta atitude destes cantadores maraviolhosos promoveu:

"Olá pessoal, sou Lennon Fonseca
Então, tomei umas liberdades sem pedir licença, porém por uma justa causa e amor ao ofício... 
Quando tomei conhecimento do brasão da Assunta Associação Violeiros eu fiquei admirado e quis trazer aqui pro Triangulo Mineiro um pouco desse entusiasmo e paixão pela viola... Mandei fazer o brasão e o coloquei em um casaco qualquer, falta só colocar o brasão do meu município ao lado direito da bandeira de Minas Gerais....
Espero que aceitem essa pastagem como Uma forma de homenagem à associação e meu compromisso de se se fazer conhecer as obras e projetos da mesma, aqui na região.

Um forte abraço, saúdo à todos os violeiros."


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