segunda-feira, 27 de julho de 2015

ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA

Assembleia em 04 de agosto de 2015 na próxima terça-feira, na sede da ASSUNTA - Associação dos Violeiros de Minas Gerais. Teremos novas eleições e mudanças no estatuto.

Violeiro CHICO LOBO em Betim


Nesta Sexta Melhor, 31 de julho, às 20 horas, entrada gratuita, na Casa da Cultura Josephina Bento, Betim apresenta  um dos mais ativos violeiros, CHICO LOBO, há mais de 30 anos, desempenhando papel de “ponte” – entre o som do interior de MG; do Brasil e o som contemporâneo.

Neste show, Chico Lobo revisita os 30 anos de estrada, com destaque para a releitura de Cálix Bento, clássico da música popular brasileira. E “Criação”, música escolhida para compor o repertório que celebra os 50 Anos de Carreira de Maria Bethânia. Além de canções inéditas.  Este trabalho faz parte do projeto musical e literário de Chico Lobo que também lançará no dia do show o  livro “Conversa de Violeiro – Viola Caipira: Tradição, Mistérios e Crenças de um Instrumento Com a Alma do Brasil”, obra criada pelo artista Chico Lobo em parceria com o escritor Fábio Sombra.

A publicação mostra em detalhes as histórias recolhidas pelos autores sobre personagens, religiosidade, tradições, cotidiano e celebrações do universo popular do interior da nação além do folclore e as origens da viola, símbolo diretamente ligado à cultura do Brasil raiz. Com prefácio do jornalista e pesquisador de cultura popular brasileira Assis Ângelo, trabalho lançado simultaneamente ao CD, pela gravadora Kuarup.

A Funarbe está preparando mais uma sexta-feira de muita musica para você e sua família, vem aí o "Sexta Melhor", com a participação de Lu Severino e Chico Lobo. Dia 31 de julho às 20 horas na Casa da Cultura, a entrada é Gratuita.









segunda-feira, 13 de julho de 2015

JACÓ - Uma história de luta.

Jacó e Jacozinho









Amado Jacob e Antônio Jacob (Jacozinho e Jacó - na ordem)


Amado e Antônio Jacob ( Jacozinho e Jacó - na ordem)
Nascidos em Assis-SP, filhos de Gabriel Jacob (1902 - 1979) (grande catireiro paranaense conhecido como Jacó da Viola) e de Dona Maria Joana de Jesus (1911 - 1982), Jacó e Jacozinho, de acordo com diversos biógrafos, teriam formado a dupla a partir do Trio Flor da Mata, formado por três filhos do casal.


Posição tradicional de catireiro em sua dança.
"Como muitos comentaram, aqui está Gabriel Jacob, o pai dos irmãos Jacob.
Todos dizem que ele era uma pessoa de coraçao enorme, humilde e muito esperto.
Ele viajava vendendo ervas medicinais nas praças, e como forma de divulgar e chamar a atençao para suas mercadorias ele mostrava sua flexibilidade cruzando as pernas como nessa foto e também colocando os pés na nuca hehehe. 
Acredito que a maioria dos filhos tenham herdado sua aparência. 
Descanse em paz Bisavô Gabriel!" ( 
Thaisy Jacob)


No entanto, as diversas biografias que existem tanto nos livros como também na Internet, sobre a excelente Dupla que foi Jacó e Jacozinho, são em sua maioria contraditórias e, de forma muito estranha, contendo muitas mentiras e muitas "fantasias" que não aconteceram com a Dupla.

Quero aqui agradecer ao Pedro Rafael Jacob que, juntamente com seu pai Pedro Jacob, formou a Dupla "Jacó e Jacozito" (ver logo abaixo), e que me forneceu informações adicionais que ajudaram bastante na elaboração desse resumo biográfico.

O Trio Flor da Mata, portanto, nunca existiu, de acordo com a informação de Pedro Rafael Jacob, o Jacozito.

Alguns biógrafos também costumam mencionar Caviúva-PR como sendo a cidade-natal da dupla, no entanto, a informação de que a família é natural de Assis-SP, foi fornecida pelo próprio Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, que integrou a Dupla "Jacó e Jacozito", com seu pai, conforme mencionado mais adiante.

Gabriel Jacob e Maria Joana tiveram um total de 9 filhos, os quais tomaram diferentes rumos; foram eles: José Jacob (1932 - 1972), João Jacob (1934 - 1981), Antonio Jacob (1938 - 1981), Benedito Jacob (1942 - 1965), Sebastião Jacob (1943 - 1981), Amado Jacob (06/04/1944 - 06/2001), Aparecida Jacob (1946), Pedro Jacob (04/10/1948 - 19/03/2009) e Inês (1950). 


"Atendendo ao pedido do fã Nildo Geremia, uma foto de todos os irmãos Jacó.

Nesta foto se encontram a família Jacob reunida na festa de casamento de Pedro Jacob e Janete Jacob. 

Aqui estão os 7 irmãos: João, José, Pedro, Benedito,Antonio, Amado e Sebastião.

Também se encontram as 2 irmãs Jacob: Aparecida e Inês e a mãe Maria Joana de Jesus" - Thaisy Jacob)
A dupla que se iniciou com o nome "Jacó e Jacozinho" era formada por Benedito Jacob e Amado Jacob, que gravaram os dois primeiros discos 78 RPM. Já no primeiro LP, gravado em 1964, a dupla passou a ser formada por Antonio Jacob e Amado Jacob que permaneceram até 1980, quando do falecimento de Antônio.


Primeira formação da dupla "Jacó e Jacozinho" com Benedito Jacob e Amado Jacob.
Outras referências bibliográficas apontam Pedro Jacob e Amado Jacob como sendo os integrantes originais da dupla, no entanto, Pedro, que era o oitavo filho do casal, costumava substituir um ou outro em shows e no rádio quando acontecia algum imprevisto.

Portanto, de um modo geral, Antônio e Amado foram os irmãos titulares que integraram a dupla até o início da década de 1980. A foto à esquerda foi gentilmente enviada pelo Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro de Curitiba-PR (ver abaixo nas Referências Bibliográficas).

Jacó e Jacozinho estrearam então nas gravações em 1962 quando gravaram pelo Selo Sertanejo o disco 78 RPM CH-10317, tendo no Lado A o arrasta-pé "Papai Me Disse" (Jacó - Jacozinho) e, no Lado B, a Moda de Viola "Castigo de Fazendeiro" (Sulino - Roque José de Almeida). 
Com a mesma formação (Benedito Jacob e Amado Jacob), a dupla gravou em 1964 o segundo disco, o 78 RPM CH-10422, também pelo Selo Sertanejo, tendo no Lado A a Moda de Viola "Nora Perversa" (Sulino - Moacyr dos Santos) e, no Lado B, o Rasqueado "Saudade Também Tem Hora" (Sulino - Moacyr dos Santos).

Em 1964, a dupla, já formada por Antônio Jacob e Amado Jacob, gravou o primeiro LP (foto à direita). E, com essa formação, a dupla continuou gravando ininterruptamente até 1980, sempre na Continental (hoje Warner), gravadora na qual foi a dupla que mais vendeu discos na década de 1970, ao lado de Tião Carreiro e Pardinho. De acordo com Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, a dupla "Jacó e Jacozinho" gravou mais de 40 discos, tendo sido 28 de "Jacó e Jacozinho", 2 de "Amado e Antônio", além de 7 CD's da Dupla mais recente "Jacó e Jacozito". 



Antonio Jacob,Marina Terezan (esposa) e as filhas Maria Regina e Aparecida.
A dupla, em sua formação original, fez bastante sucesso principalmente na década de 1960, notabilizando-se com uma vocalização não tradicional, com dissonância e mudanças de tonalidade. E, na mesma época, a dupla atuava na Rádio Nacional de São Paulo, onde eram cartazes num programa que ia ao ar todas as Sextas-Feiras às 20:00. A foto acima e à esquerda foi gentilmente enviada pelo Radialista, Produtor e Pesquisador Maikel Monteiro de Curitiba-PR (ver abaixo nas Referências Bibliográficas).

Gravaram músicas de diversos compositores, dentre os quais Lourival dos Santos, Moacyr dos Santos, Sulino, Carreirinho, e também músicas de autoria deles próprios. Calcula-se que aproximadamente 3/4 do repertório da dupla era formado por composições de Lourival dos Santos e Moacyr dos Santos.

Um fato curioso aconteceu em 1974 quando Jacó e Jacozinho resolveram gravar a música humorística "Pepino" (Jacó - Jacozinho) ("Eu não quero mais pepino / nem do grosso nem do fino..."). Como não queriam "confundí-la com o tradicional repertório Caipira Raiz", eles "criaram outra dupla", apenas para cantar as músicas engraçadas: a dupla "Amado e Antônio", integrada pelos mesmíssimos Jacó e Jacozinho, que usaram os próprios nomes de batismo, dupla essa que chegou a gravar dois LP's. 


Ensaio fotográfico para divulgação da música "O Pepino", música que consagrou a dupla "Amado e Antonio" na decada de 70! Essas fotos foram feitas na chacara do meu tio Amado , que ! pertencia a cidade de Candido Mota.....cidade muito querida por eles! 
(Aparecida Maria Jacob Machado)
Lamentavelmente, existem até hoje algumas pessoas que se aproveitam do nome da dupla "Amado e Antonio", fazendo shows e enganado os fãs. Há muita confusão em relação a essa dupla, que na verdade não existe mais.

Tendo gravado mais de duzentas músicas, a dupla "Jacó e Jacozinho" foi também a que mais influenciou a dupla "Chitãozinho e Xororó", cujos integrantes eram seus fãs e ouviam seus sucessos no rádio da serraria em Astorga-PR, onde viveram a infância.

Em 1980, o Antonio Jacob gravou um disco com o Pedro Jacob, que ocupou o lugar do Jacozinho, já que Amado se encontrava gripado e não podia fazer o Disco. 


Antonio Jacob e sua esposa Marina Terezan com seu filho caçula José Antonio Jacob, no ano de 1971.
Em 1981, Antonio Jacob (o Jacó da formação principal da dupla) faleceu vítima de problemas cardíacos. É errada a informação de que Antônio teria falecido vítima de traumatismo craniano, após uma queda na qual bateu a cabeça, como tem sido informado erroneamente em algumas biografias.

Observação:"Muito legal o blog de vocês. Obrigado pelo carinho com a dupla e nossa família.
Só uma correção, quando cita o motivo da morte de meu avô Antonio, ele realmente faleceu devido ao traumatismo craniano e não de problemas cardíacos, acredito que tenha passado despercebido. 
Ficou muito bom a biografia com as fotos. 
Obrigado pelo carinho, de coração!" - thaisyjacobm

Década de 70.
Tião Carreiro, Bambico e Jacó.
Diversas emissoras de Rádio e TV divulgaram diversos boatos infundados, sobre Jacó e Jacozinho, informando inclusive que um dos irmãos teria sido culpado pelo falecimento de Antonio Jacob. A família inclusive se viu obrigada a mover alguns processos jucidiciais contra essas emissoras.

Também de acordo com informações de Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, entre 1977 e 1982, faleceram cinco irmãos, além dos respectivos pais, Gabriel e Maria Joana, período no qual a dupla praticamente não teve atividade. 

Pedro Jacob, Amado Jacob e Antônio Jacob


E em 1982, o Amado Jacob gravou um último disco com o Pedro Jacob para cumprir o contrato na gravadora onde destaca-se a música “Sete Irmãos” um pequeno resumo da vida da dupla e sua família. Dessa vez foi Pedro Jacob que ocupou na dupla o lugar do Jacó, já que Amado Jacob era o Jacozinho. 



Antônio Jacob e Pedro Jacob
Esse disco, de acordo com Pedro Rafael Jacob, foi uma tentativa de volta da dupla aos palcos; no entanto a saúde de Amado não permitiu que ele continuasse a carreira artística e a dupla praticamente "se calou", fazendo apenas alguns shows em locais perto de casa onde residiam.

E Amado Jacob, o Jacozinho, também gravou 2 CD's, nos quais manteve o nome da dupla "Jacó e Jacozinho". 


Amado Jacob e Pedro Jacob
Ainda de acordo com Pedro Rafael Jacob, o Jacozito, Amado Jacob "gravou 2 discos sozinho, colocando as duas vozes, somente para matar a saudade dos estúdios e poder registrar suas ultimas composições, pois ele sofria de Doença de Chagas, causa essa que o levou a um infarto quando ele veio a falecer. Ele nunca teve diabetes; ninguém da família do meu pai tem essa doença (...) Foi essa mesma doença que levou Amado Jacob (Jacózinho) a deixar a vida artística em 1972: com sua saúde frágil ele decidiu cuidar somente da parte de repertório e composição; ele ainda saiu nas capas dos discos até 1979, porque o contrato com a gravadora Continental exigia. Assim meu pai, Pedro Jacob, passou a se chamar Jacózinho, inclusive distribuindo sua renda em shows com meu tio Amado. Dai a 'inverdade' de dizer que 'eles não se davam'... Isso é mentira, nunca existiu esse atrito entre eles..." 


Pedro Jacob e seu filho Pedro Rafael Jacob

E apareceu um novo talento: Pedro Rafael Jacob que, quando contava 17 anos começou a cantar com seu pai, o Pedro Jacob. Pouco tempo depois, nascia, na década de 1990, a nova Dupla "Jacó e Jacozito", já mencionada nesse resumo biográfico. Pai e filho seguiram em frente, valorizando a Música Caipira Raiz, fazendo sucesso em sua nova carreira, levando seu repertório a todos os cantos do Brasil em shows que também reviveram antigos sucessos da dupla Jacó e Jacozinho.

Conforme já mencionei acima, a dupla "Jacó e Jacozinho" retornou à cena no ano de 1995, quando Pedro Jacob formou a dupla com seu filho, dupla essa que passou a se chamar "Jacó e Jacozito". O primeiro CD foi lançado em 1996, intitulado "Grandes Sucessos da Família Jacó". Veio depois o segundo que é o "Pai e Filho". Seguiram mais 5 CD's, que totalizam 7 CD's da dupla "Jacó e Jacozito": "Contos e Músicas de Milagres", "Acústico Jacó e Jacózito para Jacó e Jacózinho", "Bailão do Jacó e Jacózito", "Mete a Botina" e o mais recente que é o disco da "Tropeada do Globo Rural" chamado "Modas de Mulas Famosas". Esse CD inclusive também homenageia Pedro Jacob que era "muladeiro" por "hobby".
A Dupla "Jacó e Jacozito" se mantive "na estrada" por 13 anos fazendo shows e trabalhando, provando que "enquanto houver um Jacó, nossa tradição nunca vai morrer", de acordo com as palavras de Pedro Rafael Jacó, o Jacozito.

O irmão de Jacozito, por outro lado, tem o nome do avô, Gabriel Jacob e, em 2007, ele foi considerado como o Melhor Produtor de Disco Sertanejo do ano, tendo gravado CD's de todos os maiores nomes da chamada Música Sertaneja Moderna (entre eles Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo, César e Paulinho, Di Paulo e Paulino, Pedro e Thiago, Rio Negro e Solimões, etc.).

E, há três anos Gabriel Jacob vem atuando como Contra-Baxista da "Banda Domingão" no programa "Domingão do Faustão".

Pai e Filho mantiveram as tradições e carregaram a Música Sertaneja Raiz como profissão, Herança deixada pelo avô Gabriel Jacob e retransmitida por Pedro Jacob e Pedro Rafael Jacob, respectivamente, "Jacó e Jacozito"!

Pedro Jacob, no entanto, quando contava 60 anos de idade, vinha sofrendo com problemas cardíacos e amanheceu morto, na manhã de 19/03/2009, em sua residência em Osasco-SP. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Bela Vista, em Osasco-SP, deixando um enorme vazio na História da Música Caipira Raiz.
Obs.: As informações contidas no texto dessa página são originárias do Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira e também do Sítio do Caipira da EPTV.

Quero agradecer também às preciosíssimas colaborações que foram enviadas pelos radialistas Dirceu Moretto (que apresenta o programa "Viola e Saudade" na Rádio Canal 8 FM - 104.9 MHz de Mariópolis-PR, todas as Sextas-Feiras das 20:00 às 24:00) e Maikel Monteiro que apresenta o programa Brasil Caboclo que vai ao ar aos Domingos às 07:00 da manhã pela Rádio Paraná Educativa de Curitiba-PR (AM 630 kHz - também pode ser ouvida pela Internet), e que conhece a fundo a trajetória da dupla Jacó e Jacozinho e me forneceu informações importantíssimas, além de esclarecimento de dúvidas que ocorreram durante a elaboração desse resumo biográfico!

Quero também agradecer pelas preciosíssimas informações que foram enviadas por Pedro Rafael Jacob, o Jacozito que integra a atual dupla "Jacó e Jacozito", juntamente com seu pai, Pedro Jacob, conforme já foi mencionado. Jacozito me enviou informações importantíssimas e esclarecedoras que foram de fundamental importância para esse resumo biográfico! Muito obrigado, Jacozito!!

Ver também mais detalhes e links na página Para saber mais... onde constam as Referências Bibliográficas sem as quais a elaboração desse site teria sido impossível.

Desabafo de Aparecida Maria Jacob Machado, filha de Antônio Jacob (Jacó) através de sua filha e neta de Jacó, Thaisy Jacob.

Thaisy Jacob é Médica Veterinária na empresa PET Company PET SHOP, estuda Acupuntura Veterinária em Instituto Bioethicus, estudou na UENP - Universidade Estadual do Norte do Paraná e Colégio Palmital Objetivo, mora  em Bandeirantes, Paraná, Brasil. De Palmital (São Paulo)



“Venho hoje postar um vídeo sobre um assunto um tanto quanto polêmico, o qual eu já encontrei mil versões publicadas por aí, que é a morte do meu avô Antonio (Jacó). (ASSISTAM AO VÍDEO)!!!!
Eu não conheci o meu avô, portanto eu não era nascida na época, mas o que eu sei vem de fontes seguras através da minha família a qual estava presente no momento.
Há quem conte que meu avô faleceu de problemas cardíacos e há também quem diga que meu tio Pedro Jacob tenha matado o meu avô, essa é uma informação muito distorcida do que realmente aconteceu.
Foram muitas as histórias que eu já ouvi, portanto gostaria muito de esclarecer esse fato, já que existem tantas versões sobre isso.
Durante uma briga entre meu avô Antonio Jacob e Pedro Jacob, meu avô caiu e teve traumatismo craniano, vindo a morrer logo em seguida.
O tio Pedro NÃO matou o meu avô, foi um infeliz, muito infeliz acidente.
Sobre o motivo da briga, realmente eu não sei ao certo, brigas infelizmente acontecem e fatalidades também.
Foi uma tragédia horrível que colocou um fim não só em uma carreira de sucesso e grande cantor, mas principalmente nos levou uma pessoa extremamente bondosa,um pai, um marido, e um avô que ele nem teve o prazer de ser e nem eu, meu irmão e meus primos de conhecer.
Infelizmente não temos todas as respostas do porque disso tudo,mas acredito que Deus está no controle e existe uma razão e um propósito pra tudo que acontece na terra.
Fiz esse vídeo a mando de minha mãe Aparecida (filha mais velha de Jacó), para esclarecer esse fato. No final do vídeo sei que aparenta uma certa revolta quando nos referimos á um primo nosso e sua dupla como sendo "o resto", peço desculpas caso alguém ache isso muito ofensivo, porém na época ficamos muitos chateados com muitas coisas que essas pessoas falaram sobre nossa família. Essa foi uma forma de nos defender, não desejamos mal algum para ninguém.

Grande Abraço!”

Pesquisa: Violeiro Lázaro Mariano

ASSOCIAÇÃO - VANTAGENS


A vantagem de criar uma associação é poder agir legalmente em nome dela, movimentando recursos e firmando convênios. Os convênios podem ser firmados com os órgãos públicos eoutras instituições de financiamento.

Enquanto a cooperativa é adequada para desenvolver uma atividade comercial, a associação é mais adequada para levar adiante uma atividade social ou de representação e/ou defesa deinteresses dos associados.

Cabe destacar que todo o dinheiro obtido pela associação deve ser usado para cumprir a missão dela; não pode ser dividido entre os associados.


1. O que é a Lei Rouanet?

A Lei Rouanet (Lei 8.313/1991), promulgada durante a gestão do ministro Sérgio Paulo Rouanet, instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), cuja finalidade é a captação e canalização de recursos para os diversos setores culturais.

2. O que é o PRONAC?

O Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) foi instituído em dezembro de 1991, com a promulgação da Lei nº 8.1313/ 91, mais conhecida como Lei Rouanet. O PRONAC visa a apoiar e direcionar recursos para investimento em projetos culturais. Os produtos e serviços resultantes serão de exibição, utilização e circulação pública, não podendo ser destinados ou restritos a circuitos privados e coleções particulares.

3. Quais são as finalidades do PRONAC?

Facilitar à população o acesso às fontes de cultura;
Estimular a produção e difusão cultural e artística regional;
Apoiar os criadores e suas obras;
Proteger as diferentes expressões culturais da sociedade brasileira;
Proteger os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;
Preservar o patrimônio histórico e cultural brasileiro;
Desenvolver a consciência e o respeito à cultura de outros povos e/ou nações;
Estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal;
Dar prioridade ao produto cultural brasileiro.
4. Quais são os mecanismos de apoio do PRONAC?

Incentivo Fiscal
Fundo Nacional da Cultura – FNC
Fundos de Investimento Cultural e Artístico – Ficart (ainda não ativos)
5. Quem pode ser beneficiado pelo mecanismo de incentivo fiscal?

Podem apresentar propostas pelo mecanismo de incentivo fiscal as pessoas físicas com atuação na área cultural (artistas, produtores culturais, técnicos da área cultural etc.); pessoas jurídicas públicas de natureza cultural da administração indireta (autarquias, fundações culturais etc.); e pessoas jurídicas privadas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos (empresas, cooperativas, fundações, ONGs, organizações culturais etc.).

6. O que é uma proposta cultural?

Requerimento apresentado por pessoa física ou jurídica de natureza cultural, por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), visando à obtenção dos benefícios do mecanismo de incentivo fiscal da Lei nº 8.313/1991. A proposta deve conter programas, planos, ações ou conjunto de ações inter-relacionadas para alcançar objetivos específicos, dentro dos limites de orçamento e tempo delimitados. Após análise de admissibilidade realizada pelo MinC, a proposta ganha o status de projeto cultural e é encaminhada à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que recomendará aprovação ou indeferimento ao Ministério.

7. Como apresentar uma proposta cultural para o mecanismo de incentivo?

As propostas culturais serão apresentadas exclusivamente pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo (Salic), que pode ser acessado pelo link:

http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb
Após acessada a página inicial do sistema, o usuário deverá acessar o link "Não sou cadastrado". Preencha os dados e aguarde o recebimento do e-mail com senha.

No ato do cadastramento da proposta, o proponente deverá comprovar sua natureza cultural anexando ao formulário preenchido a documentação exigida no Art. 7º da Instrução Normativa nº 1/2012/ MinC, conforme sua natureza jurídica. Para as pessoas jurídicas, a inscrição será feita por seu representante legal e a comprovação da finalidade cultural do proponente dar-se-á por meio das informações contidas nos atos constitutivos, no contrato social, no estatuto, na ata ou em instrumento congênere e de elementos materiais comprobatórios de sua atuação na área cultural nos últimos 2 anos.

Deve-se ressaltar que o período para apresentação de propostas culturais é de 1º de fevereiro a 30 de novembro de cada ano. Ademais, não serão admitidas propostas culturais apresentadas em prazo inferior a 90 dias da data prevista para o início da execução do projeto.

8. Quais documentos necessários para o cadastramento da proposta?

No momento do cadastramento da proposta cultural no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo (Salic), serão anexados os seguintes documentos em meio digital (formato PDF) e prestadas as seguintes informações:

Para pessoas físicas:
a) Currículo ou portfólio, com destaque para as atividades na área cultural;

b) Cópia de documento legal de identificação que contenha foto e assinatura, número da Carteira de Identidade e do CPF; e

c) Cédula de identidade de estrangeiro emitida pela República Federativa do Brasil, se for o caso;

Para pessoas jurídicas:
a) Relatório das ações de natureza cultural realizadas pela instituição;

b) No caso de a instituição ter menos de dois anos de constituição, anexar no Salic a versão atualizada do currículo ou portfólio, comprovando as atividades culturais de seus dirigentes;

c) Cópia atualizada do estatuto ou contrato social e respectivas alterações posteriores devidamente registradas no órgão competente ou do ato legal de sua constituição, conforme o caso;

d) Cópia da ata de eleição da atual diretoria, do termo de posse de seus dirigentes, devidamente registrado, ou do ato de nomeação de seus dirigentes, conforme for o caso;

e) Cópia de documento legal de identificação do dirigente da instituição que contenha: foto, assinatura, número da Carteira de Identidade e do CPF;

Para qualquer proposta cultural:
a) Plano básico de divulgação, de acordo com campos previamente definidos no Salic;

b) Plano de distribuição, com descrição dos produtos a serem distribuídos, inclusive os gratuitos, especificando a destinação e os valores;

c) Projeto pedagógico com currículo do responsável, no caso de proposta que preveja a instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, à capacitação, à especialização e ao aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura;

d) Plano de execução contendo carga horária e conteúdo programático, no caso de oficinas, de workshops e de outras atividades de curta duração;

e) Outras fontes pretendidas para a arrecadação de recursos, inclusive aqueles solicitados a outros órgãos e esferas da Administração Pública, assim como dos recursos próprios ou de terceiros, caso venha a ocorrer durante a execução do projeto;

f) Declaração de que obterá a autorização dos titulares dos direitos autorais, conexos e de imagem em relação aos acervos, às obras e imagens de terceiros como condição para utilizá-los no projeto;

g) Declaração de que obterá alvará ou autorização equivalente emitida pelo órgão público competente, no caso de eventos ou intervenções artístico-culturais em espaços públicos; e

h) Declaração de que destinará para fins culturais, todo e qualquer bem ou material permanente a ser adquirido ou produzido com recursos de incentivo fiscal, após a finalização do projeto ou dissolução da instituição, devendo ainda apresentar recibo na prestação de contas, no caso de direcionamento do bem a outra entidade de natureza cultural;

Obs: Para cada área cultural, há um rol de documentos específicos. Verificar documentação no Art. 7º da Instrução Normativa nº 1/ 2012/ MinC.

9. Como um projeto cultural é aprovado para o mecanismo de incentivo?

Primeiramente, é realizada pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) a análise de admissibilidade da proposta cultural, que promove a verificação documental e o exame preliminar. Em seguida, a proposta é transformada em projeto e segue para a unidade técnica de análise correspondente ao segmento cultural do produto principal (Funart, Ibram, Iphan, Palmares, Fundação Casa de Rui Barbosa ou Fundação Biblioteca Nacional).

Recebido o projeto, a unidade técnica analisa o projeto em até 30 dias corridos, podendo esse prazo ser estendido quando o projeto for de recuperação de patrimônio histórico ou de construção de imóvel. Durante esse processo, a unidade técnica homologa o parecer técnico emitido por um parecerista e retorna o processo para o Ministério da Cultura. Independemente da recomendação técnica pela aprovação (total ou parcial) ou pelo indeferimento, o projeto é encaminhado à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, que se manifesta e recomenda decisão.

Depois da manifestação da CNIC, o projeto cultural é submetido à decisão do secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, da qual o proponente é notificado em até 5 dias úteis por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo (Salic). Em caso de aprovação total ou parcial, a decisão é ratificada pela Portaria de Autorização para Captação de Recursos Incentivados, publicada no Diário Oficial da União.

10. Quem pode apoiar projetos culturais?

Pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda
Empresas tributadas com base no lucro real
Não podem apoiar pelo incentivo fiscal:

Microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional
Empresas com regime de tributação baseada em lucro presumido ou arbitrado;
Doador ou patrocinador vinculado à pessoa, instituição ou empresa titular da proposta cultural, exceto quando se tratar de instituição sem fins lucrativos, criada pelo incentivador.
11. Quais são as formas de apoio?

O apoio pode ser efetuado por duas formas: doação ou patrocínio.

A doação compreende as seguintes ações:

Transferência definitiva e irreversível de recursos financeiros, em favor do titular da proposta cultural;
Transferência definitiva e irreversível de bens, em favor do titular da proposta cultural;
Também se configura como doação o valor despendido com as despesas de restauração, conservação ou preservação de bem tombado pela União, por pessoa física pagadora do Imposto de Renda ou pessoa jurídica tributada com base no lucro real dele proprietária ou titular. Este tipo de gasto também pode ser objeto de benefício fiscal.
Na doação é proibido qualquer tipo de promoção do doador e só podem se beneficiar dela propostas culturais de pessoa física, ou jurídica sem fins lucrativos.

O patrocínio compreende as seguintes ações:

Transferência definitiva e irreversível de dinheiro;
Transferência definitiva e irreversível de serviços;
Utilização de bens móveis ou imóveis do patrocinador, sem transferência de domínio.
No patrocínio pode haver publicidade do apoio com identificação do patrocinador, e qualquer proposta aprovada pode se beneficiar dele, inclusive as que estiverem em nome de pessoa jurídica com fins lucrativos.

12. Quais são os benefícios tributários do incentivador?

O Art. 18 da Lei nº 8.313/1991 permite ao contribuinte, pessoa física ou jurídica, abater integralmente do imposto de renda os valores destinados ao apoio de projetos culturais, a título de doação ou patrocínio, dos seguintes segmentos:

Artes Cênicas;
Livros de valor artístico, literário ou humanístico;
Música erudita ou instrumental;
Exposições de Artes Visuais;
Doações de acervos para bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos para manutenção desses acervos;
Produção de obras cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e preservação e difusão do acervo audiovisual (apenas produções independentes e culturais-educaticas de caráter não-comercial, realizadas por empresas de rádio e televisão);
Preservação do patrimônio cultural material e imaterial (só é considerado como patrimônio o bem cultural oficialmente tombado, em esfera federal, estadual ou municipal; processo de tombamento em andamento não é considerado);
Construção e manutenção de salas de cinema e teatro, que poderão funcionar também como centros culturais comunitários, em Municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes.
Quanto aos demais segmentos culturais, o Art. 26 da Lei 8.313/1991 estabelece os seguintes percentuais de dedução:

Pessoas Jurídicas tributadas com base no lucro real:

30% do valor patrocinado;
40% do valor doado.
Pessoas físicas:

60% do valor patrocinado;
80% do valor doado.
13. O que é o Fundo Nacional da Cultura?

O Fundo Nacional de Cultura (FNC) é um fundo público de natureza contábil, cujo objetivo é captar e destinar recursos para projetos culturais compatíveis com o PRONAC. Os benefícios são concedidos através de programas setoriais realizados por edital ou apoio das denominadas "propostas culturais de demanda espontânea", que não se enquadram em programas específicos, mas têm afinidade com as políticas do setor cultural. O processo seletivo dessas demandas espontâneas é realizado pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC), mediante a celebração de convênio ou contrato de repasse.

14. Quem pode obter apoio do Fundo Nacional da Cultura?


Podem propor projetos para receber recursos do FNC as pessoas físicas e jurídicas, com ou sem fins lucrativos, assim como entidades administrativas e órgãos públicos federais, estaduais e municipais. No tocante às pessoas jurídicas de direito público ou privado de natureza cultural sem fins lucrativos, estas são encaixadas na modalidade de apoio de recursos não-reembolsáveis. Já as pessoas físicas ou pessoas jurídicas privadas com fins lucrativos, na modalidade de apoio de financiamentos reembolsáveis, por meio de agentes financeiros credenciados pelo Ministério da Cultura.

sábado, 11 de julho de 2015

A MÚSICA CAIPIRA NASCE NA RODA DE VIOLA

Nossa associação não tem fins lucrativos e tem como objetivo defender, preservar, fomentar e promover a cultura caipira e os interesses dos violeiros e dos profissionais relacionados à viola brasileira de 10 cordas e todos os instrumentos que compõe o universo da música caipira, assim como o violão caipira, sanfona e suas derivações, cavaquinho, caixas de folias, percussões e outros instrumentos.
Chitãozinho e Xororó

Desde o primeiro momento que começamos a nos reunir, pensamos em inclusão. A viola caipira não existe por si só. O pagode caipira não existe sem o recortado da viola e o “cipó preto” do violão caipira. A “viola chic chic” de Tião Carreiro não existe sem percussão, muito menos sem um lindo violão que a acompanha. Poderia citar aqui inúmeros exemplos de percussão e outros mais.

O Projeto Quintais- Encontro de Violeiros foi criado pensando na “oralidade caipira”, um local onde há a troca de experiências de levadas nos instrumentos e no meio caipira. Tanto do instrumentista, quem milita no meio, as benzedeiras, o pessoal da gastronomia caipira, enfim tudo que permeia o universo sertanejo.
Gilberto e Gilmar
Não pensamos a nossa associação como “produtora”! Os nossos projetos não visam lucros a um ou outro associado. Pensamos num universo em que todos possam participar tendo experiência na área ou não. E que esta experiência não se restrinja somente ao músico, mas aos adultos e crianças que gostem deste segmento da música.

Por volta dos três anos de idade a criança já terá os circuitos do cérebro necessários para começar a aprender a tocar um instrumento musical e a convivência com o meio a fará buscar este objeto com mais facilidade.
César e Paulinho
Começamos pensando nos jovens caminhando com a gente sabendo que o contato com a música beneficia o cérebro sem contar na possibilidade de minimizar a procura destes adolescentes e crianças por estas mídias maçantes.

 As crianças de três e quatro anos nos bailes de barraca feitos no interior nas décadas de 60/70 no centro oeste mineiro já participavam das rodas de viola através do toque de colheres (estes talheres de cozinha). Dali a pouco já estava passando para outros instrumentos sem escola formal nenhuma. É que o ritmo vivenciado nas rodas com os adultos melhoravam o raciocínio espacial e temporal daqueles pequenos.
Irídio e Irineu
Por isso caro associado, é uma boa escolha para começar a interagir com seus pequenos, pois, qualquer instrumentos de percussão é mais acessível do que os instrumentos de corda, uma vez que as crianças não têm que dedilhar, mas a mudança se torna mais fácil.

A partir de 12 anos de idade a percepção para música na criança volta com todo gás e nesta hora se houver empenho teremos a formação de um bom violeiro que não precisa necessariamente ser apenas da viola de 10 cordas, como pode ser também do violão caipira.


O preconceito musical impede os iniciantes de conhecer caminhos novos e é assim que se faz o seu caminho. Os primeiros artistas que se enveredaram pelo mundo caipira, as vezes se aventuravam com apenas dois violões, duas violas, um violão e uma viola. Depois foram chegando os trios com os violões e sanfonas, harpas, guitarra havaiana, cavaquinho, percussões, baterias, baixos, guitarras etc. Estamos falando aqui de Zilo e Zalo, Caçula e Marinheiro, Trio Parada Dura, Tião Carreiro e Pardinho, Liu e Léo, Os Filhos da Fronteira, Juliano e Jardel, Milionário e José Rico, Poeta e Trovador e tantos outros.

Lázaro Mariano aos 9 anos com seu violão caipira.
Do final da década de 80 até hoje ao ouvir as músicas não definimos bem os ritmos, os boleros, as guarânias, polcas, chamamés, querumanas, mazurcas, cateretê, congadas, etc. O nosso movimento é pra trazer os militantes que gostam de ritmos, sobretudo, identifica-los. É importante passar isso para quem quer ser músico.

“Senhor dono da casa abra suas portarias, ASSUNTA veio visitar, com prazer e alegria”.

Texto: Violeiro Lázaro Mariano

sábado, 4 de julho de 2015

AULAS DE VIOLA CAIPIRA NA ASSUNTA

10 coisas que aprendi tentando tocar viola caipira!

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Olá pessoal! Hoje vou falar sobre algumas poucas coisas que EU aprendi tentando tocar viola caipira. Não são verdades absolutas, nem regras a serem seguidas, é o resultado da MINHA pouca experiência pessoal neste assunto. Não por coincidência, coloquei 10 pontos que achei importante destacar, e eles estão em cinco pares, iguais às cordas da viola ;). Vamos lá?
10 coisas que aprendi tentando tocar viola caipira!
1. Você precisa estudar todos os dias, pelo menos uma hora por dia. Sábados, domingos e feriados são dias também.
2. Alça na viola, dedeira na mão. Já comece certo, não faça como eu fiz, adquirindo estas coisas simples e baratas depois de um certo tempo de aprendizado.
3. Um afinador cromático (se sua viola não tem captador com um afinador), e pilhas reservas são essenciais para você não passar raiva com viola desafinada. No começo você não vai perceber, mas quando o ouvido acostumar, a viola desafinada incomoda!
4. Troque as cordas a cada 5 ou 6 meses, ou antes, dependendo do quanto você está tocando (ou judiando) a viola. Você vai perceber que o som perdeu o brilho e está na hora de trocá-las. A viola fica nova de novo!
5. A pele que recobre os dedos pára de cair na terceira camada. Se não chegou lá ou ou se ela voltou a cair, você não está se dedicando o suficiente.
6. Deixe a unha da mão direita crescer. No começo é estranho e até feio, mas isso faz uma senhora diferença na sonoridade da viola. Corte quando a unha começar a enroscar nas coisas que você vai pegar ou manusear. Você pode deixar a unha do dedão curtinha, já que ela já deve estar com dedeira.
7. Beba na fonte. Escute, escute e escute muita música com viola caipira, instrumentais, orquestras de viola. Se você pretende cantar, selecione algumas duplas referência e conheça as principais obras de cada estilo na viola.
8. Preste atenção nas músicas que está escutando. Um volume mais alto também vai permitir você perceber detalhes que não percebia antes. Aspectos no solo, no ritmo, nas passagens, afinação das vozes e vai te ajudar na memorização das letras.
9. Monte uma pasta impressa com suas músicas. Não dependa somente do computador, notebook ou tablet com ou sem internet para ter suas músicas à mão. Se você faz aula e / ou toca em uma orquestra, tenha uma pasta com suas músicas de estudo / trabalho e deixe outra para as músicas que você gosta de tocar, cantar e fazer a famosa moagem.
10. Arranje um parceiro. Tocar viola sozinho é legal, você aprende a base… e falta o solo. Você aprende o solo, e falta a base. Você faz uma voz, falta a outra… Em determinados momentos você pode desanimar, e não querer mais se dedicar tanto assim, pois às vezes enjoa tocar sozinho. Então já vai procurando alguém que tenha o mesmo gosto musical que você e procurem ensaiar constantemente, se possível, umas três vezes por semana. Você vai aprender muito, principalmente se seu parceiro sabe mais do que você. E se ele for seu amigo, como é o meu caso, você ganha em dobro.